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European Economic and Social Committee A bridge between Europe and organised civil society

NOVEMBER 2020 | PT

Boletim CESE Info – ESPECIAL – Nova Presidência do CESE
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Editorial

Editorial

Caras leitoras, caros leitores,

Acabámos de iniciar o novo mandato do CESE de uma forma muito atípica. Devido às restrições provocadas pela COVID-19, pela primeira vez na nossa história, a reunião plenária constitutiva foi realizada num formato virtual. 

A utilização de métodos de trabalho em linha – a nova normalidade nos próximos meses – pode, simultaneamente, representar um desafio e uma vantagem. É mais fácil chegar a um consenso sobre as políticas da UE através do contacto direto. Por outro lado, perdemos menos tempo nas deslocações entre o domicílio e o local de trabalho e, em apenas alguns cliques, viajamos virtualmente por toda a UE.

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Caras leitoras, caros leitores,

Acabámos de iniciar o novo mandato do CESE de uma forma muito atípica. Devido às restrições provocadas pela COVID-19, pela primeira vez na nossa história, a reunião plenária constitutiva foi realizada num formato virtual. 

A utilização de métodos de trabalho em linha – a nova normalidade nos próximos meses – pode, simultaneamente, representar um desafio e uma vantagem. É mais fácil chegar a um consenso sobre as políticas da UE através do contacto direto. Por outro lado, perdemos menos tempo nas deslocações entre o domicílio e o local de trabalho e, em apenas alguns cliques, viajamos virtualmente por toda a UE.

O CESE é uma ponte entre a sociedade civil organizada e o quadro institucional europeu. A construção de pontes digitais tem as suas vantagens – permite-nos ser mais rápidos, mais flexíveis e interagir com um número ainda maior de pessoas.

Esta interconectividade é particularmente importante nos dias de hoje, num momento em que a UE está a combater a pandemia de COVID-19 e as suas consequências económicas, sociais e societais. Foi por esta razão que escolhi «unidade» como o lema da minha presidência. Precisamos de unidade para combater a crise e reconfigurar a UE após a COVID-19. Temos de estar unidos pelo futuro da Europa!

De que tipo de Europa necessitamos? Para mim, de uma Europa que seja próspera do ponto de vista económico, inclusiva do ponto de vista social e sustentável do ponto de vista ambiental. Este tipo de Europa proporciona condições sólidas a toda a sociedade civil para progredir e viver em democracias abertas, assentes em valores.

Precisamos de uma Europa mais participativa e de políticas mais eficazes que se coadunem melhor com a situação no terreno. O CESE está disposto a disponibilizar aos decisores políticos os seus conhecimentos especializados para ajudar a alcançar estes objetivos.

Tanto a nível interno como a nível externo, estou a trabalhar arduamente para reforçar a reputação do CESE e para restaurar a sua credibilidade e a confiança que lhe é depositada. Juntos adotámos um mandato para rever o Regimento e o Código de Conduta, a fim de assegurar que o Comité cumpre os mais elevados padrões éticos e profissionais.

Gostaria de pedir a todos vós que participassem ativamente nas atividades do CESE. Ao participar nos nossos eventos, ao contribuir para os debates e ao partilhar os resultados do nosso trabalho, podem ajudar-nos a fazer ouvir a voz da sociedade civil. Unamo-nos pelo futuro da Europa!

Christa Schweng, presidente do CESE

 

«Uma pergunta a...»

«Uma pergunta a...»

Nesta edição do CESE Info, lançamos uma nova secção intitulada «Uma pergunta a...». Continuaremos com esta série de perguntas e respostas solicitando aos membros do CESE que se pronunciem sobre uma questão de atualidade que nos pareça particularmente pertinente.

 

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Nesta edição do CESE Info, lançamos uma nova secção intitulada «Uma pergunta a...». Continuaremos com esta série de perguntas e respostas solicitando aos membros do CESE que se pronunciem sobre uma questão de atualidade que nos pareça particularmente pertinente.

Os primeiros convidados a partilhar as suas reflexões são os novos vice-presidentes, que respondem à seguinte pergunta: «Sendo o início do seu mandato marcado por um período de confinamento, distanciamento e relações profissionais virtuais, de que forma será possível relançar um espírito de convivialidade criativa dentro e fora do CESE?»

Cillian Lohan, vice-presidente do CESE responsável pela Comunicação

Muitas vezes penso que se as coisas me parecem demasiado simples é porque o desafio que me lancei não foi suficientemente ambicioso. Porém, quando criamos sistemas funcionais o nosso objetivo é assegurar que as coisas correm bem, que funcionam de forma eficaz e correta. A distinção que faço é a seguinte: os processos devem ser simples; o conteúdo é que deve ser desafiante.

Sempre gostei de tentar desempenhar o meu trabalho no CESE ao ponto de este se tornar um desafio e de então constatar que é nesse preciso momento que surgem as soluções com valor.

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Muitas vezes penso que se as coisas me parecem demasiado simples é porque o desafio que me lancei não foi suficientemente ambicioso. Porém, quando criamos sistemas funcionais o nosso objetivo é assegurar que as coisas correm bem, que funcionam de forma eficaz e correta. A distinção que faço é a seguinte: os processos devem ser simples; o conteúdo é que deve ser desafiante.

Sempre gostei de tentar desempenhar o meu trabalho no CESE ao ponto de este se tornar um desafio e de então constatar que é nesse preciso momento que surgem as soluções com valor.

Quando fui nomeado membro pela primeira vez, considerei os processos e os métodos de trabalho confusos – desde encontrar a sala de reunião certa a saber em que momento premir o botão para usar da palavra.

Qualquer pessoa que inicia um novo mandato poderá demorar algumas reuniões a habituar-se a estas práticas. A repetição leva à familiaridade. Evidentemente, as pausas para café e os momentos de convívio com os colegas nos corredores constituem uma fonte inestimável de conhecimentos e de informações sobre o modo como as coisas funcionam!

A ausência dos meios que habitualmente ajudam à adaptação a um novo contexto de trabalho torna o início deste novo mandato uma experiência diferente. Nem sequer é claro quem regressou e quem já não estará presente. Para os novos membros não é fácil familiarizarem-se com o modo de funcionamento do CESE e compreenderem a dinâmica.

Apercebemo-nos de que podemos funcionar à distância. Mas também temos vindo a valorizar a vantagem acrescida do contacto presencial. Quero manifestar o meu reconhecimento ao pessoal técnico do nosso Comité, cuja presença, considerada crítica, tem sido essencial para facilitar a continuidade dos nossos trabalhos.

Além de assegurar que tudo funciona bem e sem problemas, o pessoal técnico ajudou-nos a transitar para esta nova forma de trabalhar.

Gosto de pensar que o trabalho à distância, a partir dos nossos escritórios, cozinhas ou salas de estar, nos aproximou de algum modo. A situação atual lembra-nos que somos apenas pessoas que trabalham neste espaço e que tentam dar o seu melhor.

Estou convencido de que quando voltarmos a encher as salas do JDE, fá-lo-emos com um novo apreço e, espero, uma maior empatia pelo outro, esforçando‑nos por dar um contributo com valor para a atividade da União Europeia.

Giulia Barbucci, vice-presidente do CESE responsável pelo Orçamento

A crise sanitária que vivemos atualmente não tem precedentes na história europeia ou mundial: está a afetar gravemente os seres humanos em todos os cantos do mundo, levando-os a encarar de frente a efemeridade da vida. Fomos atacados por um organismo microscópico, que ainda não conseguimos derrotar, mais sairemos vencedores.

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A crise sanitária que vivemos atualmente não tem precedentes na história europeia ou mundial: está a afetar gravemente os seres humanos em todos os cantos do mundo, levando-os a encarar de frente a efemeridade da vida. Fomos atacados por um organismo microscópico, que ainda não conseguimos derrotar, mais sairemos vencedores.

Pela primeira vez nos milhares de anos da nossa História, o ser humano vê-se obrigado a realizar muitas atividades humanas e sociais sem contacto físico, sem partilhar o mesmo espaço, sem relações humanas diretas. Tivemos de aprender a viver «digitalmente», o que trará mudanças profundas e antropológicas à nossa forma de ser enquanto pessoas. O mundo está a mudar e, consequentemente, temos de mudar também: temos de aprender a usar ferramentas digitais para nos ligarmos às reuniões por vídeo, temos de aprender a comunicar de forma diferente, sem sequer nos encontrarmos fisicamente ou mantendo o distanciamento social quando o fazemos; a mobilidade está também a mudar e estamos a experimentar novas formas de locomoção, como as trotinetas elétricas. Estes são apenas alguns exemplos das mudanças que passaram a ser uma parte tão significativa das nossas vidas.

O desafio da nossa geração consiste em superar todas estas dificuldades e encontrar soluções.

Apesar de tudo, porém, somos seres humanos e adaptamo-nos. Sabemos que se trata apenas de um interlúdio na nossa longa História e que, mais cedo ou mais tarde, poderemos regressar à nossa natureza original de animais sociais.

De certa forma, foi triste realizar à distância a plenária constitutiva do CESE para o novo mandato, um sentimento provavelmente partilhado por muitos. Sem a possibilidade de encontrar pessoalmente e travar conhecimento com os novos membros, tomar um café no intervalo ou um copo de vinho após um longo dia de trabalho, simplesmente não é a mesma coisa. Com efeito, esses são momentos importantes de interação social na nossa vida profissional, vitais para nos conhecermos melhor uns aos outros e para trocarmos opiniões com os colegas, com quem temos de negociar e chegar a consenso para emitir os pareceres.

Estamos cientes de que temos de adiar estas atividades por mais algum tempo, mas acabaremos por retomar a nossa vida na condição de seres humanos, em todas as aceções da palavra.

Notícias do CESE

CESE elege como presidente a austríaca Christa Schweng

Unidos pelo futuro da Europa: a nova presidente está determinada em restabelecer a unidade e a reputação do CESE e em demonstrar o valor acrescentado do Comité para influenciar a definição das políticas a nível da UE

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Unidos pelo futuro da Europa: a nova presidente está determinada em restabelecer a unidade e a reputação do CESE e em demonstrar o valor acrescentado do Comité para influenciar a definição das políticas a nível da UE

A austríaca Christa Schweng assumiu o cargo de 33.ª presidente do Comité Económico e Social Europeu (CESE), sendo a quinta mulher a dirigir o órgão da UE que representa a sociedade civil organizada desde a sua criação, em 1958. Os dois novos vice-presidentes eleitos para integrarem a Presidência do CESE são Giulia Barbucci (Itália), responsável pelo Orçamento, e Cillian Lohan (Irlanda), responsável pela Comunicação.

Christa Schweng traz para este cargo vastos conhecimentos e experiência no domínio do emprego e dos assuntos sociais, acumulados ao longo de vinte anos de atividade consultiva tanto ao nível da UE como no seu país, a Áustria.

Desde 1994 é conselheira principal do Departamento de Política Social da Câmara Federal da Economia da Áustria.

Uma europeia convicta, é também membro do CESE há 22 anos, integrando o Grupo dos Empregadores.

No seguimento da sua nomeação, Christa Schweng declarou: «Este mandato será marcado pela pandemia de COVID-19 e, infelizmente, por um período de incerteza e de dificuldades económicas e sociais, em que as empresas lutam por sobreviver e muitos trabalhadores perdem os seus empregos. No contexto atual, devemos, mais do que nunca, unir forças, construir uma visão para uma nova Europa pós-COVID-19 e fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para assegurar que o nosso Comité dê um contributo importante para a recuperação e a resiliência futura da Europa. Tal será acompanhado da reconstrução de um CESE mais unido, eficaz e prestigioso».

Neste espírito, o lema da Presidência de Christa Schweng é «Unidos pelo futuro da Europa».

A nova presidente comprometeu-se a agir imediatamente para restabelecer a reputação do CESE e a confiança na instituição, depois de o Comité ter reafirmado recentemente o seu firme empenho na luta contra o assédio no local de trabalho.

«Precisamos de um Comité que seja unido e respeite os mais elevados princípios éticos, um Comité com uma imagem excelente», afirmou Christa Schweng, acrescentando que o Código de Conduta dos Membros e o Regimento do CESE serão reforçados no início do seu mandato.

Uma vez que a Presidência do CESE muda a meio do mandato, o mandato da nova Mesa, liderada por Christa Schweng, que substitui o seu antecessor, Luca Jahier, terá a duração de dois anos e meio, até março de 2023.

O programa da presidente basear-se-á nas seguintes prioridades, que estão em consonância com a sua visão de uma Europa pós-COVID-19 que permita aos cidadãos prosperar e viver numa sociedade aberta e assente em valores: uma Europa economicamente próspera, uma Europa socialmente inclusiva e uma Europa sustentável do ponto de vista ambiental.

A quarta prioridade consiste em assegurar que o CESE desempenhe um papel fundamental na Conferência sobre o Futuro da Europa, uma iniciativa importante para demonstrar aos europeus que a UE também é da sua responsabilidade, dando-lhes a oportunidade de debater os principais temas europeus e, assim, melhorar o funcionamento da União.(ll)

Christa Schweng: «O contributo da sociedade civil é imprescindível para fazer da Europa um lugar melhor»

Christa Schweng fez a sua primeira aparição como presidente recém-eleita do CESE num debate inaugural com altos dirigentes da UE, no dia a seguir à sua eleição realizada na plenária de outubro.

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Christa Schweng fez a sua primeira aparição como presidente recém-eleita do CESE num debate inaugural com altos dirigentes da UE, no dia a seguir à sua eleição realizada na plenária de outubro.

O debate, que decorreu em linha, centrou-se na recuperação para o futuro da Europa e contou com o contributo dos presidentes das principais instituições da UE, que refletiram sobre o papel que a sociedade civil pode desempenhar na superação dos desafios que se colocam atualmente à Europa e a todo o mundo.
Christa Schweng, presidente recém-eleita do CESE, chamou a atenção para o papel fundamental que o Comité desempenha ao fazer ouvir a voz da sociedade civil organizada a nível europeu.

«Graças ao contributo da sociedade civil organizada», declarou, «as políticas europeias podem refletir com maior precisão a situação no terreno e ser executadas com maior eficácia a nível nacional ou local.»

Segundo Christa Schweng, esse papel é não só positivo, mas mesmo necessário: «A experiência dos empregadores, trabalhadores, consumidores, agricultores e ONG no terreno é imprescindível para fazer da Europa um lugar melhor. Nós somos a ponte. Precisamos de cumprir essa função e estou convicta de que o faremos.»

Os vice-presidentes do CESE recém-nomeados também participaram no debate. Giulia Barbucci, vice-presidente responsável pelo Orçamento, recordou que, embora a UE tenha feito um excelente trabalho na resposta à crise atual, ainda falta a participação fundamental dos cidadãos, e que o CESE pode desempenhar um papel muito importante neste contexto.

Cillian Lohan, vice-presidente responsável pela Comunicação, realçou que os membros do CESE têm uma perspetiva única do impacto da UE na vida quotidiana dos diversos quadrantes da sociedade.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, participou igualmente no debate através de uma mensagem de vídeo, com a qual se juntou ao presidente do Parlamento Europeu, David Maria Sassoli, ao presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, e ao presidente do Comité das Regiões Europeu, Apostolos Tzitzikostas, nas suas felicitações a Christa Schweng com votos de muito sucesso para o seu mandato. Todos manifestaram grande apreço pelo contributo do CESE e salientaram a necessidade de ter em conta a voz da sociedade civil europeia. (dgf)

Cillian Lohan: «Precisamos de uma liderança em que possamos confiar»

Cillian Lohan (Irlanda), eleito um dos dois vice-presidentes do CESE por um mandato de dois anos e meio, de outubro de 2020 a março de 2023, será responsável pela Comunicação.

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Cillian Lohan (Irlanda), eleito um dos dois vice-presidentes do CESE por um mandato de dois anos e meio, de outubro de 2020 a março de 2023, será responsável pela Comunicação.

Após a sua eleição, Cillian Lohan afirmou: «Vivemos tempos difíceis, em que temos de lidar com uma pandemia e os respetivos efeitos nas nossas economias, numa altura em que precisamos de investir numa transição urgente para deixarmos de estar dependentes de sistemas energéticos desatualizados. Necessitamos de soluções que sirvam a todos e de uma liderança em que possamos confiar.

O CESE traz uma voz única a este cenário. Os nossos contributos terão de ser transmitidos às instituições da UE de forma audível e clara.»

Neste momento crítico, «o CESE pode trazer valor acrescentado, na medida em que, através do consenso, dá o seu contributo para novas políticas e identifica lacunas na legislação, apresentado propostas concretas para as colmatar. Os nossos contributos são o resultado do trabalho incansável do nosso pessoal e dos nossos membros para oferecer pontos de vista únicos e valiosos que, crucialmente, têm o apoio dos diversos grupos da sociedade civil. A divulgação deste trabalho será a minha prioridade enquanto vice-presidente», salientou.

Membro do Grupo Diversidade Europa, nomeado para o CESE através do setor ambiental, Cillian Lohan trabalhou na elaboração de políticas na Irlanda, através da organização Environmental Pillar da Irlanda, e foi presidente da rede irlandesa Irish Environmental Network.

É uma voz sonante no domínio da economia circular e foi o primeiro presidente da Plataforma Europeia das Partes Interessadas para a Economia Circular, que ajudou a fundar.

Acumulou uma longa experiência enquanto delegado em iniciativas das Nações Unidas como as negociações da COP sobre o clima e o Fórum Político de Alto Nível para o Desenvolvimento Sustentável.

Enquanto diretor executivo da Green Economy Foundation [Fundação para a Economia Verde], Cillian Lohan geriu uma série de projetos ambiciosos, como a plantação de mais de um milhão de árvores na Irlanda e a criação de uma reserva de vida selvagem em Tobago.

Assume agora o cargo de vice-presidente responsável pela Comunicação, após um mandato como porta-voz da Categoria dos Consumidores e Ambiente no CESE.

Foi relator de vários pareceres importantes, incluindo o primeiro trabalho abrangente a nível das instituições da UE sobre os princípios da justiça climática: Justiça climática, planos de ação para a economia circular de 2015 e de 2019, Participação dos jovens, Documento de reflexão sobre uma Europa sustentável e Acesso ao financiamento das ações climáticas. (mr)

Veja a mensagem em vídeo do vice-presidente do CESE responsável pela Comunicação:

Giulia Barbucci: «É essencial manter uma gestão orçamental sólida e transparente»

Sindicalista italiana Giulia Barbucci é nova vice-presidente do CESE responsável pelo Orçamento.

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A sindicalista italiana Giulia Barbucci é a nova vice-presidente do CESE responsável pelo Orçamento.

«É com grande entusiasmo que faço parte de uma presidência em que dois terços são mulheres», afirmou Giulia Barbucci na reunião plenária. «A questão da igualdade de género ainda tem um caminho a percorrer no CESE, nas instituições e na União Europeia em geral.»

Giulia Barbucci trabalha desde 1989 para a confederação CGIL (Confederazione Generale Italiana del Lavoro), o maior sindicato de Itália. Neste período de crise económica, considera essencial manter uma gestão orçamental sólida e transparente, com uma prioridade fundamental: assegurar que os membros podem realizar o seu trabalho político.

O trabalho de Giulia Barbucci esteve sempre centrado na proteção dos trabalhadores de ambos os sexos. Em julho deste ano, assumiu a elaboração do Parecer – Estratégia para a Igualdade de Género, que representa o contributo do Comité para o trabalho da Comissão Europeia.

Em 2002, participou nas negociações do Acordo-Quadro Europeu sobre Teletrabalho, que deverá agora ser revisto à luz da pandemia. «Durante esta crise sanitária, as empresas conseguiram desembaraçar-se, muitas vezes sem regras claras», explicou Giulia Barbucci. «Contudo, o impacto do teletrabalho nas pessoas e nas famílias é agora enorme, e são as mulheres que suportam as consequências em primeiro lugar, pois desempenham também a tarefa da prestação de cuidados. Por esta razão, é essencial salvaguardar o direito a desligar-se.» (na)

Veja a mensagem em vídeo da vice-presidente do CESE responsável pelo Orçamento:

 

Renewal rate per country

Número recorde de mulheres e de novos membros no CESE

O mandato do CESE 2020-2025 regista o número mais alto de mulheres e de novos membros desde 2010, data das primeiras estatísticas sobre a composição do CESE. A percentagem de mulheres é a mais alta jamais alcançada, atingindo 33%, contra 28% em 2015 e 24,70% em 2010. Entre os membros da Irlanda, 33% são novos membros e 22,22% são mulheres.

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O mandato do CESE 2020-2025 regista o número mais alto de mulheres e de novos membros desde 2010, data das primeiras estatísticas sobre a composição do CESE. Entre os membros da Irlanda, 33% são novos membros e 22,22% são mulheres.

A percentagem de mulheres é a mais alta jamais alcançada, atingindo 33%, contra 28% em 2015 e 24,70% em 2010 (ver gráfico 3).

Além disso, pela primeira vez em 15 anos, uma mulher, a austríaca Christa Schweng do Grupo dos Empregadores, assumirá a liderança do novo Comité.

Os países com a maior percentagem de mulheres são a Estónia (85,71%), a República Checa e a Croácia (ambas com 66,67%). No extremo oposto encontram-se Portugal e Chipre, que não nomearam uma única mulher. A Suécia apresenta um equilíbrio de género perfeito (ver gráfico 2).

No total, sete países (aos já referidos acresce a Hungria, a Letónia, a Lituânia e a França) estão representados por mais mulheres do que homens.

Dos três grupos que compõem o CESE, o Grupo dos Trabalhadores é o que engloba mais mulheres (37,96%) e o dos Empregadores o que engloba menos (28,30%), situando-se o Grupo Diversidade Europa entre os dois com 32,17%.

As orientações do Conselho da União Europeia enviadas aos Estados-Membros antes da renovação indicavam a necessidade de assegurar o equilíbrio de género. Embora o Conselho seja formalmente responsável pela nomeação dos membros do CESE, são os governos dos Estados-Membros que os designam após audição dos parceiros sociais e de outras organizações da sociedade civil.

Com 137 novos membros num total de 329, a nova Assembleia do CESE contará com a percentagem mais elevada de novos membros (41,64%) dos últimos três mandatos, uma subida em relação a 30%, em 2010, e 40,29%, em 2015 (ver gráfico 4).

A Letónia e a Estónia registam a taxa de renovação mais alta com cinco membros novos num total de sete, e a Bulgária a mais baixa com apenas dois membros em doze (ver gráfico 1).

 

O Grupo dos Trabalhadores regista o menor número de novos membros a exercerem um primeiro mandato (39 em 108) e o Grupo Diversidade Europa o maior (52 em 115), situando-se o Grupo dos Empregadores entre os dois (46 em 106).

Em termos de idade, o membro mais novo tem 27 anos e o mais velho 76, situando-se a média de idades nos 55 anos.

Em comparação com o Parlamento Europeu e o Comité das Regiões, as outras assembleias da UE renovadas regularmente embora numa base diferente, o CESE apresenta atualmente uma percentagem mais baixa de novos membros e de mulheres do que o Parlamento (58,50% e 40,40% respetivamente), mas uma percentagem superior à do Comité das Regiões (31% e 29,10%). (dm)

CESE: Grupo dos Empregadores, Grupo dos Trabalhadores e Grupo Diversidade Europa escolhem novos líderes

Os três grupos de interesse que compõem o CESE elegeram os seus novos presidentes no primeiro dia da reunião plenária inaugural do novo mandato do Comité Económico e Social Europeu.

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Os três grupos de interesse que compõem o CESE elegeram os seus novos presidentes no primeiro dia da reunião plenária inaugural do novo mandato do Comité Económico e Social Europeu.

Os novos presidentes de grupo são:

  • Stefano Mallia do Grupo dos Empregadores;
  • Oliver Röpke do Grupo dos Trabalhadores;
  • Séamus Boland do Grupo Diversidade Europa.

O seu mandato é de dois anos e meio e decorrerá até 2023.

A votação teve lugar durante as reuniões constitutivas dos grupos realizadas à margem da Plenária.

Stefano Mallia é membro do CESE desde 2010. O objetivo principal da sua presidência do Grupo dos Empregadores do CESE será ajudar as empresas a sobreviver à crise da COVID-19 e viabilizar uma recuperação que aproveite os ensinamentos das duras lições dos últimos meses. Outras prioridades incluirão a transição para uma economia mais limpa, que se deve realizar de forma economicamente sustentável, e a digitalização. Stefano Mallia sublinha que o CESE e o Grupo dos Empregadores têm de ser um parceiro natural das outras instituições da UE nos debates sobre a economia europeia. Stefano Mallia é sócio da empresa de consultoria empresarial e análise económica EMCS e antigo presidente da Câmara do Comércio, Empresas e Indústria de Malta. A sua área de especialização são os fundos estruturais da UE e o financiamento às PME.

Oliver Röpke foi reconduzido no cargo de presidente do grupo, tendo já assumido estas funções a meio do anterior mandato para substituir Gabriele Bischoff, eleita deputada ao Parlamento Europeu em 2019. Membro da Confederação dos Sindicatos Austríacos (ÖGB), que representa na comissão executiva da Confederação Europeia de Sindicatos (CES), está ao serviço do CESE desde 2009, tendo sido relator de pareceres sobre questões sociais fundamentais como salários mínimos dignos e normas mínimas comuns no domínio das prestações de desemprego. Oliver Röpke está empenhado numa estratégia de reconstrução e recuperação social forte da UE para contrariar o impacto da COVID-19, colocando a ênfase na solidariedade e numa agenda social marcada por medidas de proteção dos direitos dos trabalhadores.

A pobreza e o papel das organizações da sociedade civil para a combater serão o enfoque do primeiro mandato de Séamus Boland na qualidade de presidente do Grupo Diversidade Europa, que reúne várias organizações da sociedade civil. O novo presidente deseja enquadrar esta questão no contexto mais vasto do Pacto Ecológico Europeu e do impacto da COVID-19 na sociedade. Agricultor e interveniente da sociedade civil desde há muito, Séamus Boland é o diretor executivo da Irish Rural Link (rede irlandesa de pessoas coletivas e singulares em defesa do desenvolvimento rural sustentável), membro do conselho de administração da Inland Fisheries Ireland (agência responsável pela gestão das pescas em águas interiores na Irlanda) e presidente do Peatlands Council (organismo para a preservação das turfeiras). É membro do CESE desde 2011, tendo sido relator de vários pareceres do CESE relacionados com a agricultura, o desenvolvimento rural, a energia, os assuntos sociais e o Brexit.

Para mais informações, consultar as páginas Web dos grupos:

Stefano Mallia assume a função de presidente do Grupo dos Empregadores do CESE

Oliver Röpke continuará a assegurar a presidência do Grupo dos Trabalhadores no novo mandato do CESE

Irlandês Séamus Boland é o novo presidente do Grupo Diversidade Europa do CESE

Presidência do CESE e presidentes dos grupos e das secções 2020-2023

Segue-se o novo organigrama da Presidência do CESE e dos presidentes dos grupos e das secções para 2020-2023

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Presidente


 Christa Schweng


Vice-presidentes

Cillian Lohan
Vice-presidente do CESE/presidente da Comissão da Comunicação

Giulia Barbucci
Vice-presidente do CESE/presidente da Comissão dos Assuntos Financeiros e Orçamentais

 
Presidentes dos grupos

Stefano Mallia
Presidente do Grupo dos Empregadores

Oliver Röpke
Presidente do Grupo dos Trabalhadores

Séamus Boland
Presidente do Grupo Diversidade Europa

 
Presidentes das secções

Stefano Palmieri
Secção da União Económica e Monetária e Coesão Económica e Social (ECO)

Alain Coheur
Secção do Mercado Único, Produção e Consumo (INT)

Dimitris Dimitriadis
Secção das Relações Externas (REX)

Peter Schmidt
Secção da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Ambiente (NAT)

Aurel Laurenţiu Plosceanu
Secção do Emprego, Assuntos Sociais e Cidadania (SOC)

Baiba Miltoviča
Secção dos Transportes, Energia, Infraestruturas e Sociedade da Informação (TEN)

Pietro Francesco De Lotto
Comissão Consultiva das Mutações Industriais (CCMI)

Editores

Ewa Haczyk-Plumley (editor-in-chief)
Daniela Marangoni (dm)
 

Colaboraram nesta edição

Daniela Marangoni (dm)
David Gippini Fournier (dgf)
Ewa Haczyk - Plumley (ehp)
Laura Lui (ll)
Margarida Reis (mr)
Nicola Accardo (na)

Coordination

Agata Berdys (ab)
Katerina Serifi (ks)

Endereço

Comité Económico e Social Europeu
Edifício Jacques Delors, Rue Belliard, 99, B-1040
Bruxelas, Bélgica
Tel. +32 2 546 94 76
Correio eletrónico: eescinfo@eesc.europa.eu

O CESE Info é publicado nove vezes por ano, por ocasião das reuniões plenárias do CESE. Está disponível em 23 línguas.
O CESE Info não pode ser considerado como o relato oficial dos trabalhos do CESE, que se encontra
no Jornal Oficial da União Europeia e noutras publicações do Comité.
A reprodução, com menção do CESE Info como fonte, é autorizada (mediante envio da hiperligação à redação).
 

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