A concretização da neutralidade climática dependerá, em grande medida, da capacidade da UE para envolver os seus cidadãos

A concretização da neutralidade climática dependerá, em grande medida, da capacidade da UE para envolver os seus cidadãos. A tarefa de enfrentar os desafios climáticos e ambientais tornou-se uma grande prioridade para a UE. Das alterações climáticas à emergência climática, a UE tem de realizar mudanças substanciais que promovam uma economia de bem-estar.

Para dar resposta a tais desafios e induzir essas mudanças, a Comissão Europeia adotou o Pacto Ecológico Europeu e lançou uma consulta para recolher opiniões sobre a forma de envolver os cidadãos no Pacto Europeu para o Clima.

O CESE foi, por conseguinte, chamado a elaborar um parecer com indicações sobre a forma de tirar partido das estruturas existentes, como o diálogo e as assembleias de cidadãos, para obter a participação pretendida da sociedade nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, na medida em que o êxito de todas as ações climáticas dela dependerá.

«No âmbito da execução do Pacto para o Clima, a Comissão tem a grande oportunidade e obrigação de conceber uma abordagem inovadora que reflita, apoie e inspire as ações já em curso na sociedade civil, nas comunidades, nos municípios e nas regiões», sublinhou Dimitris Dimitriadis, relator do Parecer – Pacto Europeu para o Clima.

Além disso, a Comissão propôs definir na legislação europeia uma nova meta para 2030, através da Lei Europeia do Clima recém-proposta, que estabelece um objetivo juridicamente vinculativo de emissões líquidas nulas de gases com efeito de estufa até 2050.

«Não haverá momento mais importante do que este, no início da fase de recuperação pós-COVID-19, para envolver as forças conjuntas da sociedade civil e do governo na aplicação da Lei Europeia do Clima. A pandemia ajudou-nos a perceber que, se nos esforçarmos, podemos efetivamente agir de forma muito diferente», salientou Jan Dirx, relator do Parecer – Lei Europeia do Clima. (mr)