De cinco em cinco anos, os cidadãos europeus vão às urnas para eleger os seus representantes no Parlamento Europeu, a única instituição da União Europeia eleita por sufrágio direto. Em 2024, 720 deputados recém-eleitos darão início à décima legislatura. Durante o mandato quinquenal, desempenharão um papel decisivo no processo de definir a Europa, as suas instituições e políticas, o seu lugar no mundo global polarizado e o seu empenho em valores comuns.

De cinco em cinco anos, os cidadãos europeus vão às urnas para eleger os seus representantes no Parlamento Europeu, a única instituição da União Europeia eleita por sufrágio direto. Em 2024, 720 deputados recém-eleitos darão início à décima legislatura. Durante o mandato quinquenal, desempenharão um papel decisivo no processo de definir a Europa, as suas instituições e políticas, o seu lugar no mundo global polarizado e o seu empenho em valores comuns.

Todas as eleições são importantes: elas são o ponto de partida da democracia. Sabemos, no entanto, que a democracia é muito mais do que eleições. Há governos eleitos democraticamente, que praticam a democracia e, ao mesmo tempo, contornam o Estado de direito. As eleições, ainda que justas e livres, não são a única garantia de democracia, nem são o único fator determinante da democracia. É por isso que os eleitores devem ser participantes ativos nas eleições.

Os últimos cinco anos foram marcados por uma série de desafios quase existenciais para a União Europeia. Foi necessário gerir o Brexit e as suas consequências. Seguiram-se a pandemia de COVID-19, a invasão brutal e desumana da Ucrânia pela Rússia e os subsequentes desafios económicos, como a crise energética e as elevadas taxas de inflação. Enfrentámos todas estas perturbações inesperadas, enquanto prosseguimos os nossos principais objetivos estratégicos da dupla transição para uma economia competitiva do ponto de vista ecológico e digital. Perante um ambiente geopolítico em mutação, a UE, juntamente com os seus parceiros democráticos, impôs sanções de grande alcance à Rússia, trabalhou para reduzir as dependências em relação à China, atenuando os riscos associados, e restabeleceu as relações com os EUA de forma sólida e sem precedentes. Além disso, a União lançou o primeiro Programa da Indústria de Defesa Europeia, que será concretizado nos próximos anos.

As eleições de 2024 serão uma batalha a travar pela Europa. A campanha eleitoral terá de corresponder às expectativas dos cidadãos, respeitando o seu papel no processo decisório europeu. Não há dúvida de que questões como a migração, as alterações climáticas e o apoio à Ucrânia, que defende a sua pátria contra a agressão russa, dizem respeito a todos nós, que valorizamos a liberdade, a democracia e a paz. Os políticos eleitos terão de redobrar de esforços para assegurar o relançamento eficaz da política de alargamento. Durante os debates com os candidatos sobre a sua missão nos próximos cinco anos, importa deixar claro que, se forem eleitos, terão de considerar que a União Europeia faz parte de um mundo a esboroar-se, dividido entre democracias e regimes autoritários. 2024 é ano de eleições em vários países do mundo, abrangendo quatro mil milhões de habitantes.

Nós, europeus, estaremos particularmente atentos às decisões dos americanos que se deslocarão às urnas para eleger o seu presidente. A relação transatlântica será uma questão importante nos nossos debates sobre as eleições europeias. Os decisores políticos e os partidos políticos da UE têm o dever de não poupar esforços para dialogar com os cidadãos e incentivá-los a fazer ouvir a sua voz. Dada a incerteza geopolítica, esse aspeto é agora mais importante do que nunca. Os partidos políticos que apresentam os seus candidatos às eleições têm, muitas vezes, opiniões diferentes sobre questões de importância crucial para as nossas vidas. Só podemos ter uma palavra a dizer e influenciar o futuro da Europa, que é o nosso futuro, se, enquanto cidadãos, encetarmos debates com os candidatos e exercermos o direito de voto. Por vezes, sentimos frustração e revolta. Mas é precisamente por isso que a nossa participação ativa no diálogo político eleitoral é tão importante.

Em 2019, pela primeira vez, a participação nas eleições europeias ultrapassou ligeiramente os 50% e foi o voto dos jovens europeus que contribuiu para aumentar essa percentagem. Por um lado, é positivo que metade dos eleitores tenham exercido o seu direito de voto. Por outro lado, contudo, significa que metade dos cidadãos europeus com direito de voto não votou. Em 2024, não podemos permitir que outras pessoas decidam quem nos representa no processo decisório e legislativo da União Europeia. A baixa taxa de participação diminui a legitimidade dos representantes eleitos e enfraquece o seu papel no Parlamento Europeu. Os partidos políticos têm a grande responsabilidade de incentivar os seus potenciais eleitores a votar.

Há décadas que os europeus veem os governos como os seus representantes na UE. As eleições de 2024 constituem uma oportunidade para demonstrar o verdadeiro poder do Parlamento Europeu, enquanto voz dos cidadãos. Alguns eleitores vão votar agora pela primeira vez. Em cinco Estados-Membros, é possível votar a partir dos 16 anos. Os jovens terão expectativas diferentes em relação aos responsáveis políticos, algo que se constatou na Conferência sobre o Futuro da Europa e transpareceu agora também nos painéis de seguimento organizados pela Comissão Europeia. Os responsáveis políticos devem aproveitar as próximas eleições europeias para criar uma nova geração de eleitores e políticos, enquanto janela de oportunidade para aumentar a transparência, na educação para a política, e promover a construção da identidade e da confiança.

A estratégia de comunicação do Parlamento Europeu para as eleições europeias de 2024 centra-se na mobilização dos abstencionistas e dos eleitores estreantes, apoiando os demais intervenientes, como os meios de comunicação social, as organizações não governamentais, as empresas e as pessoas, e fomentando a participação cívica não partidária dos cidadãos e organizações da UE, ao promover a importância de ir votar.

Atualmente é possível observar ingerência estrangeira nas eleições europeias e operações híbridas de desinformação, que destroem a confiança nas instituições e nos decisores políticos e produzem narrativas fraturantes. Se esta situação se verifica antes das eleições, é certo que assim será durante as eleições e que poderemos assistir a fenómenos patológicos pós-eleitorais. As leis de combate à desinformação têm de ser aplicadas. As medidas nacionais e europeias não serão suficientes. É necessário financiamento significativo no apoio a uma abordagem que englobe toda a sociedade para expor a desinformação e os seus autores, uma vez que afeta a vida quotidiana das pessoas e as suas escolhas estratégicas.

Nestas eleições, está em jogo o destino da democracia, da liberdade e da segurança. E o voto é importante.

Danuta Hübner, deputada ao Parlamento Europeu (Grupo do PPE)

Cada vez mais europeus estão preocupados com o facto de não conseguirem encontrar alojamento digno a preços acessíveis. Os riscos resultantes desta situação incluem condições inadequadas de alojamento, pressão financeira, insegurança habitacional e até a possibilidade de os cidadãos se encontrarem em situação de sem-abrigo. A falta de acesso a habitação pode afetar a saúde e o bem-estar das pessoas, provocar desigualdades nas condições de vida e nas oportunidades, traduzindo-se em custos de saúde, numa menor produtividade e em danos ambientais.

Cada vez mais europeus estão preocupados com o facto de não conseguirem encontrar alojamento digno a preços acessíveis. Os riscos resultantes desta situação incluem condições inadequadas de alojamento, pressão financeira, insegurança habitacional e até a possibilidade de os cidadãos se encontrarem em situação de sem-abrigo. A falta de acesso a habitação pode afetar a saúde e o bem-estar das pessoas, provocar desigualdades nas condições de vida e nas oportunidades, traduzindo-se em custos de saúde, numa menor produtividade e em danos ambientais.

Uma conferência realizada recentemente pelo Comité Económico e Social Europeu (CESE) em Bruxelas lançou um alerta claro: a crise da habitação na Europa está a agravar-se, o que provoca vários efeitos secundários.

De acordo com um estudo recente da Eurofound, a crise da habitação afeta, em particular, os jovens, impedindo-os de sair da casa de família. A idade a partir da qual pelo menos 50% das pessoas na UE vivem fora do domicílio familiar aumentou de 26 anos em 2007 para 28 anos em 2019. Entre 2010 e 2019, Espanha, Croácia, Itália, Chipre, Bélgica, Grécia e Irlanda registaram o maior aumento do número de pessoas com idades compreendidas entre os 25 e os 34 anos que vivem com os pais.

Ao longo dos anos, o CESE tem procurado chamar a atenção para os problemas de habitação em toda a UE. Em 2020, o Comité adotou o Parecer – Acesso universal a habitação digna, sustentável e acessível a longo prazo, elaborado pelos seus membros Raymond Hencks e András Edelényi, e apelou para um plano de ação europeu para a habitação.

Com as recomendações desta conferência, o CESE pretende dar um impulso político ao debate e assegurar que a crise da habitação na UE figura na agenda 2024-2029 do novo Parlamento Europeu e da nova Comissão. A União Europeia deve reunir os recursos necessários para combater a escassez de habitação digna e a preços acessíveis. (mp)

Atualmente, a reconfiguração estratégica do mercado único da UE é indispensável. O mundo não é o mesmo que há 30 anos, e o mercado único deve ser adaptado ao novo panorama internacional, afirmou Enrico Letta, antigo chefe do Governo italiano, na reunião plenária do CESE, em 20 de março de 2024.

Atualmente, a reconfiguração estratégica do mercado único da UE é indispensável. O mundo não é o mesmo que há 30 anos, e o mercado único deve ser adaptado ao novo panorama internacional, afirmou Enrico Letta, antigo chefe do Governo italiano, na reunião plenária do CESE, em 20 de março de 2024.

Apresentando a ideia fundamental subjacente ao seu relatório de alto nível sobre o futuro do mercado único, Enrico Letta, atual presidente do Instituto Jacques Delors, salientou que o futuro mercado único deve adotar uma abordagem geopolítica e centrar-se na autonomia estratégica da Europa e em pilares como a defesa, as telecomunicações, a energia e as finanças.

«Hoje, o panorama geopolítico é totalmente diferente do que era há 30 anos. A missão atual consiste em analisar as consequências do novo cenário mundial para o mercado único e o seu futuro. Temos de adotar uma nova abordagem e incluir questões como a defesa e o alargamento», afirmou.

O presidente do CESE, Oliver Röpke, salientou que o êxito do mercado único não pode ser avaliado apenas em termos económicos, mas também deve refletir as expectativas e o bem-estar dos cidadãos europeus: «No CESE, consideramos que o mercado único diz respeito sobretudo às pessoas, e que o direito à livre circulação vai de par com a liberdade de permanecer no seu país.»

Enrico Letta salientou que o mercado único diz respeito às pessoas e está ao serviço das pessoas. A competitividade económica tem de ser acompanhada de proteção social, e a liberdade de circulação e o direito de permanecer no seu país fazem parte da mesma liberdade: «A fuga de cérebros está a ter um impacto devastador em alguns países. Temos de abordar a liberdade de permanecer e a liberdade de regressar. Atualmente, partir representa um bilhete só de ida, o que está a afetar a competitividade e a criar um grande problema na Europa.» (mp)

Em 8 de março de 2024, o Comité Económico e Social Europeu e a Comissão Europeia organizaram, em Bruxelas, uma conferência intitulada «As doenças raras na UE: ação conjunta para moldar o futuro das redes europeias de referência» (reunião inicial da JARDIN). A conferência marcou o lançamento da iniciativa europeia conjunta sobre doenças raras que visa integrar as redes europeias de referência nos sistemas nacionais de saúde, criando ao mesmo tempo uma frente comum constituída por instituições da UE, países europeus, organizações da sociedade civil, associações de doentes, cientistas, profissionais e gestores hospitalares.

Em 8 de março de 2024, o Comité Económico e Social Europeu e a Comissão Europeia organizaram, em Bruxelas, uma conferência intitulada «As doenças raras na UE: ação conjunta para moldar o futuro das redes europeias de referência» (reunião inicial da JARDIN). A conferência marcou o lançamento da iniciativa europeia conjunta sobre doenças raras que visa integrar as redes europeias de referência nos sistemas nacionais de saúde, criando ao mesmo tempo uma frente comum constituída por instituições da UE, países europeus, organizações da sociedade civil, associações de doentes, cientistas, profissionais e gestores hospitalares.

Os sistemas de saúde na UE têm dificuldade em prestar cuidados de elevada qualidade e eficazes em termos de custos quando se trata de doenças complexas de baixa prevalência ou raras que afetam a vida quotidiana de cerca de 30 milhões de europeus. Importa, por conseguinte, tirar partido do potencial das redes europeias de referência, ou seja, as redes virtuais de prestadores de cuidados de saúde em toda a Europa que facilitam os debates sobre doenças e patologias raras ou complexas necessitando de tratamento altamente especializado e de uma centralização dos conhecimentos e recursos.

A ação conjunta JARDIN é um projeto que integra as redes europeias de referência nos sistemas nacionais de saúde e procura torná-las sustentáveis. Desenvolve percursos nacionais para os doentes associados às redes europeias de referência, redes nacionais de referência que refletem e complementam as redes europeias de referência, e estruturas para doentes não diagnosticados.

O projeto envolve os 27 Estados-Membros da UE, assim como a Noruega e a Ucrânia. É coordenado pela Áustria e dispõe de um financiamento total de 18,75 milhões de euros (15 milhões de euros da UE e 3,75 milhões de euros dos Estados-Membros) para um período de três anos. Espera-se que os resultados da JARDIN, nomeadamente recomendações, roteiros e relatórios de projetos-piloto específicos, contribuam para a elaboração nos Estados-Membros de planos nacionais mais eficazes para as doenças raras. (mp)

O nosso voto conta!

Caras leitoras, Caros leitores,

Desde a guerra de agressão desencadeada pela Rússia contra a Ucrânia que as nossas democracias estão a ser postas à prova por vários fatores, com graves repercussões sociais, políticas e financeiras em todos os Estados-Membros e na própria União. No entanto, sempre acreditei que, quando confrontados com tempos difíceis, os cidadãos europeus se mostram unidos e determinados em definir conjuntamente o caminho a seguir para construir a Europa a que aspiram para si e para as gerações vindouras, exercendo o seu direito de voto para escolher os novos dirigentes europeus.

O nosso voto conta!

Caras leitoras, Caros leitores,

Desde a guerra de agressão desencadeada pela Rússia contra a Ucrânia que as nossas democracias estão a ser postas à prova por vários fatores, com graves repercussões sociais, políticas e financeiras em todos os Estados-Membros e na própria União. No entanto, sempre acreditei que, quando confrontados com tempos difíceis, os cidadãos europeus se mostram unidos e determinados em definir conjuntamente o caminho a seguir para construir a Europa a que aspiram para si e para as gerações vindouras, exercendo o seu direito de voto para escolher os novos dirigentes europeus.

Tendo em conta a importância das próximas eleições europeias, que terão lugar entre 6 e 9 de junho de 2024, para definir o rumo da UE nos próximos 5 anos, o CESE uniu forças com o Parlamento Europeu assinando um Memorando de Entendimento sobre a cooperação na perspetiva das eleições europeias.

A experiência mostra que, por regra, a participação nas eleições europeias é inferior à das eleições nacionais. Por este motivo, o CESE empenhar-se-á fortemente nas atividades de sensibilização para as próximas eleições europeias. Através da mobilização da nossa rede de 90 milhões de pessoas – que inclui empregadores, trabalhadores e outras organizações da sociedade civil – podemos contribuir para uma maior afluência às urnas.

Neste contexto, já tiveram lugar várias iniciativas, a começar pela Semana da Sociedade Civil, realizada de 4 a 7 de março de 2024, que reuniu mais de 800 representantes de organizações da sociedade civil e de organizações de juventude para debater as próximas eleições e o futuro da UE.

O CESE adotou também uma resolução na sua reunião plenária de março apelando aos cidadãos para que exerçam o seu direito de voto. Além disso, foi criada uma página Web específica sob o lema #USAOTEUVOTO para acolher atividades, eventos e iniciativas dos membros e do pessoal do CESE. As atividades de sensibilização organizadas pelos membros a nível local desempenharão um papel fundamental!

Em 4 de maio, todas as instituições da UE abrirão as suas portas aos visitantes para promover a participação democrática nas eleições e assinalar o aniversário da Declaração Schuman. Em 26 de maio, a nossa equipa de entusiastas de atletismo «Run for Europe» participará na meia maratona «20 km de Bruxelas» para promover a campanha «Usa o teu voto». Não devemos esquecer que quanto mais pessoas votarem, mais forte será a nossa democracia. Quanto mais pessoas forem às urnas, mais legítimas serão as decisões tomadas. Chegou o momento de os cidadãos, em especial os jovens, irem votar. Poderão assim fazer a diferença e dar à Europa um «rosto» de que se orgulharão.

Enquanto representante do interesse geral dos cidadãos europeus, a sociedade civil pode desempenhar um papel central nesta campanha, em especial no que diz respeito a sensibilizar os cidadãos para a importância das eleições e a incentivá-los a ir votar.

Convido-vos a trabalhar em conjunto, a contactar os cidadãos e as organizações da sociedade civil a todos os níveis – europeu, nacional e regional –, encetando com eles um verdadeiro diálogo, a fim de escutar a sua voz e transmitir aos nossos dirigentes políticos as expectativas das organizações de milhões de cidadãos representadas pelo CESE em relação aos novos deputados ao Parlamento Europeu e à nova Comissão nos próximos 5 anos.

O nosso voto conta! #USAOTEUVOTO

Com os melhores cumprimentos,

Aurel Laurenţiu Plosceanu, vice-presidente responsável pela Comunicação

Pelo Grupo das Organizações da Sociedade Civil do CESE

A Categoria das Profissões Liberais do Comité Económico e Social Europeu (CESE) organizará a 8.ª edição do Dia Europeu das Profissões Liberais, em 7 de maio de 2024, das 10h30m às 16 horas, em Bruxelas.

Pelo Grupo das Organizações da Sociedade Civil do CESE

A Categoria das Profissões Liberais do Comité Económico e Social Europeu (CESE) organizará a 8.ª edição do Dia Europeu das Profissões Liberais, em 7 de maio de 2024, das 10h30m às 16 horas, em Bruxelas.

Junte-se a nós para debater o tema da edição deste ano: «Apoio dos profissionais liberais ao Pacto Azul Europeu». Juntamente com os principais decisores políticos da Comissão Europeia, do Parlamento Europeu e dos Estados-Membros, procuraremos soluções para fazer face aos crescentes desafios relacionados com a água.

A água é um recurso imprescindível à vida, mas é cada vez mais escasso. À medida que a população mundial aumenta, aumenta também a procura de água. Quase dois terços dos cidadãos europeus consideram que a qualidade e/ou a quantidade da água no seu país é um problema grave. As alterações climáticas continuarão a afetar a disponibilidade, a qualidade e a quantidade de água. Se não forem tomadas medidas, a escassez de água e a pobreza hídrica poderão afetar partes cada vez mais vastas da sociedade civil em todo o mundo, com implicações de grande alcance para a segurança alimentar, o ambiente, a saúde humana e a estabilidade económica, social e política.

Nesta conferência, já reconhecida como uma plataforma dinâmica e de relevo para os principais profissionais liberais europeus, debateremos de que forma os profissionais liberais podem ajudar a encontrar soluções inovadoras para pôr em prática um Pacto Azul Europeu e atenuar os desafios relacionados com a água que a Europa e o mundo enfrentarão nos próximos anos e décadas.

Será assegurada interpretação simultânea em inglês, alemão e italiano. A conferência é aberta ao público, podendo a participação ser presencial ou à distância. Em ambos os casos, a inscrição é obrigatória.

As inscrições decorrem até 2 de maio de 2024 através da nossa página de inscrição.

Pelo Grupo dos Trabalhadores do CESE

As cooperativas e comunidades de energia são fundamentais para o êxito da transição ecológica. No entanto, a Comissão não lhes dá a devida importância no Plano de Ação Europeu para a Energia Eólica, que parece ignorar a crescente oposição aos novos parques eólicos.

Pelo Grupo dos Trabalhadores do CESE

As cooperativas e comunidades de energia são fundamentais para o êxito da transição ecológica. No entanto, a Comissão não lhes dá a devida importância no Plano de Ação Europeu para a Energia Eólica, que parece ignorar a crescente oposição aos novos parques eólicos.

Em outubro, a Comissão Europeia apresentou o Plano de Ação Europeu para a Energia Eólica, a fim de assegurar que a transição para as energias limpas é indissociável da competitividade industrial e que a energia eólica continua a ser uma história de sucesso na Europa.

A energia eólica, responsável por mais de um terço da eletricidade renovável da Europa – e por mais de 17% da sua produção total de eletricidade –, é um elemento fundamental para o futuro da produção de eletricidade com impacto zero.

Porém, o plano de ação da Comissão parece ignorar a crescente oposição à criação de novos parques eólicos por parte de vários grupos, dos que defendem a preservação da paisagem aos apologistas da conservação da natureza, com reações do tipo «NIMBY» («not in my backyard», isto é, «não à minha porta»).

As cooperativas e as comunidades de energia, que dinamizam processos locais liderados pelos cidadãos, levando-os a apoderarem-se da transição, são cruciais para superar essa oposição e assegurar que os benefícios da transição são amplamente partilhados. Além disso, são também importantes se queremos que a produção de energia a partir de fontes renováveis seja um verdadeiro ponto de partida para um novo sistema de produção de energia mais descentralizado.

A Comissão, no entanto, optou por centrar o seu Plano de Ação Europeu para a Energia Eólica apenas nas grandes empresas, o que prejudicará o processo e diminuirá a sua aceitação, pondo em risco a transição. A Comissão deve reconsiderar o âmbito do seu plano de ação e incluir a participação dos cidadãos no seu pilar 7.

Deve assegurar que os concursos não se baseiam exclusivamente no preço, mas têm igualmente em conta as questões ligadas ao ambiente, à saúde e segurança no trabalho e à negociação coletiva, tal como recomendado recentemente pelo CESE no seu parecer sobre este tema.

©UN Women

Em março, o Comité Económico e Social Europeu (CESE) participou na 68.ª reunião da Comissão das Nações Unidas sobre o Estatuto da Mulher (68.ª reunião da CEM), que teve lugar em Nova Iorque. A CEM é o principal organismo internacional e intergovernamental empenhado na luta pela igualdade de género.

Em março, o Comité Económico e Social Europeu (CESE) participou na 68.ª reunião da Comissão das Nações Unidas sobre o Estatuto da Mulher (68.ª reunião da CEM), que teve lugar em Nova Iorque. A CEM é o principal organismo internacional e intergovernamental empenhado na luta pela igualdade de género.

Esta foi a primeira vez que o CESE participou na maior reunião anual das Nações Unidas dedicada ao empoderamento das mulheres, que este ano se centrou na erradicação da pobreza feminina. Dando voz à sociedade civil europeia na sua luta pela igualdade de género, o CESE contribuiu para o tema com uma declaração que inclui dez pontos de ação para o empoderamento económico e a proteção social das mulheres.

A delegação do CESE foi chefiada pelo presidente Oliver Röpke, que fez da igualdade de género uma prioridade fundamental do seu trabalho e da sua presidência. O presidente Oliver Röpke afirmou: «O CESE tem um longo historial de defesa de políticas da UE e mundiais que promovam a igualdade de género e combatam as desigualdades económicas e sociais com que as mulheres e as raparigas se deparam atualmente. No entanto, esta é a primeira vez que, permitindo à sociedade civil europeia falar a uma só voz, levamos o nosso trabalho ao mais alto nível nesta luta coletiva em prol da igualdade de género a nível mundial. A pobreza não é neutra em termos de género, por isso a nossa resposta também não o pode ser».

Os pontos de ação enumerados na declaração do CESE sintetizam as posições do Comité sobre o tema da 68.ª reunião da CEM. Visam promover a igualdade de género, combater a pobreza e reforçar as instituições através de uma perspetiva de género, em consonância com as prioridades da UE. Incluem, nomeadamente, a proteção das mulheres contra todos os tipos de violência, a garantia de serviços de saúde acessíveis, a representação equitativa das mulheres no mercado de trabalho, a promoção da liderança das mulheres e a garantia da igualdade de oportunidades através da educação.

«Daqui a um ano, espero poder afirmar que a presença do CESE na Comissão das Nações Unidas sobre o Estatuto da Mulher contribuiu para dar uma voz mais forte a estas exigências. Podemos e devemos ser críticos. Precisamos das vozes críticas da sociedade civil, das partes interessadas, das organizações não governamentais e das instituições que trabalham em prol deste objetivo coletivo e partilhado: uma Europa mais igualitária, um mundo mais igualitário. Podemos e devemos mostrar o caminho a seguir», afirmou o presidente Oliver Röpke. O CESE fez parte da delegação da UE, representada pela Presidência da UE, e desempenhou o papel de observador, juntamente com o Parlamento Europeu. Para além de contar com o presidente, a delegação do CESE foi composta pelos seguintes membros: Christa Schweng, Mariya Mincheva, Cinzia del Rio, Maria Nikolopoulou, Chiara Corazza e Sif Holst, presidente do Grupo para a Igualdade do CESE. (ll)

Junte-se a nós no Dia de Portas Abertas do CESE, em 4 de maio

Marque na sua agenda: no sábado, 4 de maio de 2024, o Comité Económico e Social Europeu (CESE) abre as suas portas para o Dia de Portas Abertas da UE, um evento interinstitucional que se realiza anualmente. Nesse dia, celebramos a democracia europeia e damos destaque às próximas eleições europeias de junho. Esta é uma oportunidade para aprender sobre a UE, dialogar com a sociedade civil e descobrir como a sua voz e o seu voto podem moldar o futuro da Europa.

Junte-se a nós no Dia de Portas Abertas do CESE, em 4 de maio

Marque na sua agenda: no sábado, 4 de maio de 2024, o Comité Económico e Social Europeu (CESE) abre as suas portas para o Dia de Portas Abertas da UE, um evento interinstitucional que se realiza anualmente. Nesse dia, celebramos a democracia europeia e damos destaque às próximas eleições europeias de junho. Esta é uma oportunidade para aprender sobre a UE, dialogar com a sociedade civil e descobrir como a sua voz e o seu voto podem moldar o futuro da Europa.

O que ganha com uma visita ao Dia de Portas Abertas no CESE?

  • Edifício Jacques Delors: Explore o emblemático edifício do CESE, situado na Rue Belliard, o coração da sociedade civil organizada na Europa. Veja em primeira mão como os representantes dos empregadores, dos trabalhadores, dos ambientalistas, dos consumidores, e não só, contribuem para a elaboração das políticas da UE.
  • Aprendizagem interativa: Participe em debates animados com os membros do CESE sobre temas que lhe sejam próximos. Fique a saber como o diálogo social molda a legislação da UE e como a sua voz pode ser ouvida. 
  • Atividades para todas as idades: Desfrute de um ambiente animado, com boa música ao vivo, jogos interativos para testar os conhecimentos da UE e pinturas faciais para os mais novos. Leve para casa um presente comemorativo ou um retrato em caricatura e capte o dia com uma experiência divertida na cabina fotográfica.
  • Debates aprofundados: Fique a conhecer o papel do CESE na construção de uma Europa sustentável, próspera e inclusiva para todos. Pode participar em debates breves e concentrados com membros do CESE sobre temas específicos do seu interesse. É uma oportunidade única para obter informações valiosas no epicentro das políticas europeias.
  • O poder da sociedade civil: Descubra como o CESE funciona enquanto ponte entre os cidadãos e a UE. Veja como diferentes vozes se unem para defender a justiça social, a proteção do ambiente e muito mais, em prol de uma União Europeia mais forte.

Celebração em duas rodas

Para acrescentar à emoção, no dia 4 de maio chegará ao CESE um grupo de ciclistas. Algumas destas pessoas, membros do CESE e não só, vão pedalar 500 km, de França até Bruxelas, como forma de sensibilizar para as eleições europeias. Junte-se a nós para os saudar à sua chegada ao CESE e para saber mais sobre a sua missão inspiradora, a sua viagem e os desafios com que se depararam ao longo do caminho.

Mais do que uma visita, é uma experiência

O Dia de Portas Abertas do CESE é a sua oportunidade para estabelecer uma ligação com a Europa, celebrar a democracia e descobrir o poder da sociedade civil. Temos alguma coisa para oferecer a todas as pessoas, quer nutram um entusiasmo inveterado pela UE, quer sintam algum ceticismo, quer tenham apenas uma curiosidade de principiante. Venha explorar, aprender e participar no coração da democracia europeia!

Não perca os pormenores

Não é necessária inscrição prévia. Nas próximas semanas, partilharemos mais informações sobre as atividades específicas e destaques interessantes. Siga-nos nas redes sociais e visite o nosso sítio Web (www.eesc.europa.eu/openday) para não perder nenhuma novidade.

Não perca esta oportunidade única de conhecer a sua Europa em primeira mão! (cg)

#EuropeDay #UseYourVote

Em 27 de fevereiro, o presidente do Comité Económico e Social Europeu (CESE), Oliver Röpke, e a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, assinaram um Memorando de Entendimento com vista à cooperação na preparação das eleições europeias.

Em 27 de fevereiro, o presidente do Comité Económico e Social Europeu (CESE), Oliver Röpke, e a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, assinaram um Memorando de Entendimento com vista à cooperação na preparação das eleições europeias.

A parceria visa aprofundar a cooperação entre as duas instituições para promover as eleições europeias, encorajar a afluência às urnas (sobretudo entre as pessoas que não costumam votar e as que votam pela primeira vez) e combater a manipulação da informação.

Entre outras medidas, as instituições acordaram em intensificar a sua cooperação na comunicação sobre as eleições, coordenar a organização de eventos, como o Dia de Portas Abertas ou a Semana da Sociedade Civil, e partilhar informações sobre as plataformas «unidos.eu» e «O que a Europa faz por mim».

O presidente do CESE, Oliver Röpke, declarou: «As eleições europeias serão um teste decisivo da democracia europeia. O CESE pode ser a plataforma para que a sociedade civil se mostre à altura dessa democracia. Congratulo-me com o Memorando de Entendimento hoje celebrado com o Parlamento Europeu, que nos permite desempenhar um papel mais ativo no período que antecede as eleições e dialogar com os eleitores para aumentar a afluência às urnas. O CESE e o Parlamento Europeu são parceiros e aliados.»

O Memorando de Entendimento define domínios específicos em que a cooperação entre o CESE e o Parlamento Europeu deve ser prosseguida e reforçada na perspetiva das eleições europeias de 2024. (kn/ll)