European Economic
and Social Committee
Vá às urnas em junho de 2024: CESE exorta europeus a votar por uma Europa unida e democrática
Em 20 de março, o Comité Económico e Social Europeu (CESE) adotou uma resolução em que insta os cidadãos europeus a exercerem o seu direito democrático de voto e a participarem nas já muito próximas eleições europeias.
«Atravessámos tempos difíceis, mas ninguém pode negar que a UE tem garantido paz, democracia, prosperidade económica e progresso social para os seus Estados-Membros, cidadãos e cidadãs. Graças à União, temos liberdade para trabalhar, estudar e fazer negócios em qualquer país da UE», declarou o CESE na resolução.
O nacionalismo, o populismo e as soluções país por país não são a resposta, mas sim a colaboração, a cooperação e a convergência», afirmou o CESE, salientando que nenhum país da UE pode enfrentar sozinho desafios como o aumento da inflação, as guerras, a migração ou a emergência climática.
A resolução foi adotada na reunião plenária do CESE de março, na sequência do debate subordinado ao tema «As eleições europeias de 2024 na perspetiva da sociedade civil», que contou com a participação de ativistas da sociedade civil e representantes dos conselhos económicos e sociais nacionais de França e da Bulgária.
O CESE expressou a intenção de mobilizar a sua rede de pelo menos 90 milhões de pessoas em toda a UE e assegurar que os europeus vão às urnas para decidirem quem os representará no Parlamento Europeu nos próximos cinco anos.
Recordando que as organizações representadas pelos membros do CESE estão profundamente enraizadas nas sociedades civis nacionais, o presidente do CESE, Oliver Röpke, declarou na reunião plenária: «Podemos chegar a todas as pessoas e convencê-las a votar, e temos de o fazer: é o nosso dever moral.»
Além disso, o CESE uniu esforços com o Parlamento Europeu para ajudar a aumentar a afluência às urnas, que é geralmente muito inferior à das eleições nacionais, em especial em alguns Estados-Membros.
O presidente do CESE sublinhou que, face ao recuo da democracia em todo o mundo e em alguns Estados-Membros, as eleições de 2024 parecem ser particularmente cruciais.
«Estas eleições não são uma panaceia para os nossos problemas, para os nossos receios ou para as preocupações dos cidadãos, mas são uma forma legítima de expressar os nossos anseios, reclamar um futuro melhor e exigir contas aos responsáveis políticos», afirmou Oliver Röpke.
Na sua intervenção na reunião plenária, os três relatores da resolução, Christa Schweng, Cinzia del Rio e Ioannis Vardakastanis, em representação do Grupo dos Empregadores, do Grupo dos Trabalhadores e do Grupo das Organizações da Sociedade Civil do CESE, respetivamente, apelaram em uníssono aos europeus para que exerçam o seu direito de voto e elejam representantes que defendam uma Europa unida, democrática, sustentável e social.
Em julho, o CESE adotará uma nova resolução, centrada nas exigências da sociedade civil para o Parlamento Europeu recém-eleito e a nova Comissão. (II)