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European Economic and Social Committee A bridge between Europe and organised civil society

APRIL 2024 | PT

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Editorial

Editorial

O nosso voto conta!

Caras leitoras, Caros leitores,

Desde a guerra de agressão desencadeada pela Rússia contra a Ucrânia que as nossas democracias estão a ser postas à prova por vários fatores, com graves repercussões sociais, políticas e financeiras em todos os Estados-Membros e na própria União. No entanto, sempre acreditei que, quando confrontados com tempos difíceis, os cidadãos europeus se mostram unidos e determinados em definir conjuntamente o caminho a seguir para construir a Europa a que aspiram para si e para as gerações vindouras, exercendo o seu direito de voto para escolher os novos dirigentes europeus.

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O nosso voto conta!

Caras leitoras, Caros leitores,

Desde a guerra de agressão desencadeada pela Rússia contra a Ucrânia que as nossas democracias estão a ser postas à prova por vários fatores, com graves repercussões sociais, políticas e financeiras em todos os Estados-Membros e na própria União. No entanto, sempre acreditei que, quando confrontados com tempos difíceis, os cidadãos europeus se mostram unidos e determinados em definir conjuntamente o caminho a seguir para construir a Europa a que aspiram para si e para as gerações vindouras, exercendo o seu direito de voto para escolher os novos dirigentes europeus.

Tendo em conta a importância das próximas eleições europeias, que terão lugar entre 6 e 9 de junho de 2024, para definir o rumo da UE nos próximos 5 anos, o CESE uniu forças com o Parlamento Europeu assinando um Memorando de Entendimento sobre a cooperação na perspetiva das eleições europeias.

A experiência mostra que, por regra, a participação nas eleições europeias é inferior à das eleições nacionais. Por este motivo, o CESE empenhar-se-á fortemente nas atividades de sensibilização para as próximas eleições europeias. Através da mobilização da nossa rede de 90 milhões de pessoas – que inclui empregadores, trabalhadores e outras organizações da sociedade civil – podemos contribuir para uma maior afluência às urnas.

Neste contexto, já tiveram lugar várias iniciativas, a começar pela Semana da Sociedade Civil, realizada de 4 a 7 de março de 2024, que reuniu mais de 800 representantes de organizações da sociedade civil e de organizações de juventude para debater as próximas eleições e o futuro da UE.

O CESE adotou também uma resolução na sua reunião plenária de março apelando aos cidadãos para que exerçam o seu direito de voto. Além disso, foi criada uma página Web específica sob o lema #USAOTEUVOTO para acolher atividades, eventos e iniciativas dos membros e do pessoal do CESE. As atividades de sensibilização organizadas pelos membros a nível local desempenharão um papel fundamental!

Em 4 de maio, todas as instituições da UE abrirão as suas portas aos visitantes para promover a participação democrática nas eleições e assinalar o aniversário da Declaração Schuman. Em 26 de maio, a nossa equipa de entusiastas de atletismo «Run for Europe» participará na meia maratona «20 km de Bruxelas» para promover a campanha «Usa o teu voto». Não devemos esquecer que quanto mais pessoas votarem, mais forte será a nossa democracia. Quanto mais pessoas forem às urnas, mais legítimas serão as decisões tomadas. Chegou o momento de os cidadãos, em especial os jovens, irem votar. Poderão assim fazer a diferença e dar à Europa um «rosto» de que se orgulharão.

Enquanto representante do interesse geral dos cidadãos europeus, a sociedade civil pode desempenhar um papel central nesta campanha, em especial no que diz respeito a sensibilizar os cidadãos para a importância das eleições e a incentivá-los a ir votar.

Convido-vos a trabalhar em conjunto, a contactar os cidadãos e as organizações da sociedade civil a todos os níveis – europeu, nacional e regional –, encetando com eles um verdadeiro diálogo, a fim de escutar a sua voz e transmitir aos nossos dirigentes políticos as expectativas das organizações de milhões de cidadãos representadas pelo CESE em relação aos novos deputados ao Parlamento Europeu e à nova Comissão nos próximos 5 anos.

O nosso voto conta! #USAOTEUVOTO

Com os melhores cumprimentos,

Aurel Laurenţiu Plosceanu, vice-presidente responsável pela Comunicação

Agenda

4 de maio de 2024

Celebrar o Dia da Europa e conhecer o CESE: Dia de Portas Abertas em 4 de maio!

30-31 de maio de 2024

Reunião plenária do CESE

6 a 9 de junho de 2024

Eleições europeias de 2024

Direito ao assunto

Nesta edição, damos a palavra a Carlos Manuel Trindade, membro do CESE e relator do Parecer – Proteger a democracia contra a desinformação. Neste período que antecede as eleições europeias, Carlos Manuel Trindade escreve sobre os danos que a desinformação pode causar à democracia e dá-nos indicações sobre a forma de combater este fenómeno se queremos viver num verdadeiro regime democrático.

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Nesta edição, damos a palavra a Carlos Manuel Trindade, membro do CESE e relator do Parecer – Proteger a democracia contra a desinformação. Neste período que antecede as eleições europeias, Carlos Manuel Trindade escreve sobre os danos que a desinformação pode causar à democracia e dá-nos indicações sobre a forma de combater este fenómeno se queremos viver num verdadeiro regime democrático.

Proteger a democracia contra a desinformação

A cerca de dois meses das próximas eleições europeias, a desinformação assume uma importância acrescida na vida política europeia devido à influência nefasta que pode vir a ter nos resultados eleitorais.

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A cerca de dois meses das próximas eleições europeias, a desinformação assume uma importância acrescida na vida política europeia devido à influência nefasta que pode vir a ter nos resultados eleitorais.

As consequências nefastas da desinformação são, desde há anos, uma preocupação para os cidadãos, em geral, e os responsáveis políticos, em particular. A sociedade democrática e o nosso modo de vida cosmopolita estão a ser postos em causa. A extrema-direita e outras forças extremistas europeias e os regimes autocráticos de países terceiros tecem alianças para realizar campanhas de desinformação que colocam em causa a construção europeia, recorrendo aos média sociais e aos algoritmos para atingir os seus fins. A tecnologia é o instrumento principal para esta campanha mal-intencionada.

É necessária uma estratégia multifatorial para proteger a democracia e vencer a desinformação, e a tecnologia de que dispomos atualmente pode ajudar-nos a consegui-lo. É fundamental que se articulem eficazmente as três áreas de combate digital (a da desinformação, a das ameaças híbridas e a da cibersegurança), criando sinergias e potenciando a segurança, no respeito do Estado de direito.

É essencial regular a criação e o funcionamento dos algoritmos, para que os cidadãos possam decidir aceitar ou rejeitar determinadas funcionalidades algorítmicas, assim como encontrar o equilíbrio certo entre os direitos fundamentais dos cidadãos e os direitos de propriedade intelectual das empresas. Porém, é inaceitável que as empresas tecnológicas lucrem com a manipulação e os discursos de ódio. Os interesses privados não podem sobrepor-se ao interesse público.

É fundamental dispor de uma informação pública, pluralista e independente, em todas as línguas da UE, que transmita factos indiscutíveis, no âmbito da promoção da informação nacional, regional e local dos Estados-Membros.

Está na ordem do dia a criação de um canal noticioso público europeu, disponível em diferentes plataformas, com um sério compromisso de independência editorial, que permita aos cidadãos europeus aceder às informações de que necessitam para fazer escolhas informadas. Classificar o jornalismo como um bem público europeu, como proposto pela UNESCO, e aumentar os meios de defesa dos jornalistas, são passos incontornáveis.

Quanto à literacia e à capacitação dos cidadãos, torna-se indispensável replicar o excelente exemplo da Finlândia na promoção do pensamento crítico dos cidadãos. Urge adotar medidas no sentido de disponibilizar instrumentos que promovam a literacia mediática, cultural e democrática a todos os níveis de ensino e orientados para todas as faixas etárias e minorias.

A democracia é o governo do povo pelo povo e a melhor forma de proteger a democracia é com a firme vontade dos cidadãos de viverem em democracia.

O modelo social europeu, através da inclusão e coesão social e regional, da igualdade e da solidariedade, é a forma mais eficaz (e mais racional) de os cidadãos sentirem que o seu bem-estar geral é indissociável da democracia e de, assim, estarem predispostos a combater a desinformação.

Para proteger a democracia, é urgente adotar uma abordagem mais aprofundada, uma estratégia holística e melhor regulamentação europeia para as inúmeras dimensões deste fenómeno. Todos estes aspetos são tratados no Parecer TEN/830.

Carlos Manuel Trindade, membro do CESE

O convidado surpresa

Este mês, a nossa convidada surpresa é Danuta Hübner, deputada ao Parlamento Europeu enquanto membro do Grupo do Partido Popular Europeu, que enumera todas as razões que fazem das eleições de 2024 uma batalha a travar pela Europa e explica que cabe aos partidos políticos a grande responsabilidade de incentivar os seus potenciais eleitores a irem às urnas. Em 2024, não podemos deixar que outros decidam por nós quem nos representará no processo decisório europeu – nestas eleições, há muito em jogo!

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Este mês, a nossa convidada surpresa é Danuta Hübner, deputada ao Parlamento Europeu enquanto membro do Grupo do Partido Popular Europeu, que enumera todas as razões que fazem das eleições de 2024 uma batalha a travar pela Europa e explica que cabe aos partidos políticos a grande responsabilidade de incentivar os seus potenciais eleitores a irem às urnas. Em 2024, não podemos deixar que outros decidam por nós quem nos representará no processo decisório europeu – nestas eleições, há muito em jogo! 

Danuta Hübner: O voto é importante

De cinco em cinco anos, os cidadãos europeus vão às urnas para eleger os seus representantes no Parlamento Europeu, a única instituição da União Europeia eleita por sufrágio direto. Em 2024, 720 deputados recém-eleitos darão início à décima legislatura. Durante o mandato quinquenal, desempenharão um papel decisivo no processo de definir a Europa, as suas instituições e políticas, o seu lugar no mundo global polarizado e o seu empenho em valores comuns.

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De cinco em cinco anos, os cidadãos europeus vão às urnas para eleger os seus representantes no Parlamento Europeu, a única instituição da União Europeia eleita por sufrágio direto. Em 2024, 720 deputados recém-eleitos darão início à décima legislatura. Durante o mandato quinquenal, desempenharão um papel decisivo no processo de definir a Europa, as suas instituições e políticas, o seu lugar no mundo global polarizado e o seu empenho em valores comuns.

Todas as eleições são importantes: elas são o ponto de partida da democracia. Sabemos, no entanto, que a democracia é muito mais do que eleições. Há governos eleitos democraticamente, que praticam a democracia e, ao mesmo tempo, contornam o Estado de direito. As eleições, ainda que justas e livres, não são a única garantia de democracia, nem são o único fator determinante da democracia. É por isso que os eleitores devem ser participantes ativos nas eleições.

Os últimos cinco anos foram marcados por uma série de desafios quase existenciais para a União Europeia. Foi necessário gerir o Brexit e as suas consequências. Seguiram-se a pandemia de COVID-19, a invasão brutal e desumana da Ucrânia pela Rússia e os subsequentes desafios económicos, como a crise energética e as elevadas taxas de inflação. Enfrentámos todas estas perturbações inesperadas, enquanto prosseguimos os nossos principais objetivos estratégicos da dupla transição para uma economia competitiva do ponto de vista ecológico e digital. Perante um ambiente geopolítico em mutação, a UE, juntamente com os seus parceiros democráticos, impôs sanções de grande alcance à Rússia, trabalhou para reduzir as dependências em relação à China, atenuando os riscos associados, e restabeleceu as relações com os EUA de forma sólida e sem precedentes. Além disso, a União lançou o primeiro Programa da Indústria de Defesa Europeia, que será concretizado nos próximos anos.

As eleições de 2024 serão uma batalha a travar pela Europa. A campanha eleitoral terá de corresponder às expectativas dos cidadãos, respeitando o seu papel no processo decisório europeu. Não há dúvida de que questões como a migração, as alterações climáticas e o apoio à Ucrânia, que defende a sua pátria contra a agressão russa, dizem respeito a todos nós, que valorizamos a liberdade, a democracia e a paz. Os políticos eleitos terão de redobrar de esforços para assegurar o relançamento eficaz da política de alargamento. Durante os debates com os candidatos sobre a sua missão nos próximos cinco anos, importa deixar claro que, se forem eleitos, terão de considerar que a União Europeia faz parte de um mundo a esboroar-se, dividido entre democracias e regimes autoritários. 2024 é ano de eleições em vários países do mundo, abrangendo quatro mil milhões de habitantes.

Nós, europeus, estaremos particularmente atentos às decisões dos americanos que se deslocarão às urnas para eleger o seu presidente. A relação transatlântica será uma questão importante nos nossos debates sobre as eleições europeias. Os decisores políticos e os partidos políticos da UE têm o dever de não poupar esforços para dialogar com os cidadãos e incentivá-los a fazer ouvir a sua voz. Dada a incerteza geopolítica, esse aspeto é agora mais importante do que nunca. Os partidos políticos que apresentam os seus candidatos às eleições têm, muitas vezes, opiniões diferentes sobre questões de importância crucial para as nossas vidas. Só podemos ter uma palavra a dizer e influenciar o futuro da Europa, que é o nosso futuro, se, enquanto cidadãos, encetarmos debates com os candidatos e exercermos o direito de voto. Por vezes, sentimos frustração e revolta. Mas é precisamente por isso que a nossa participação ativa no diálogo político eleitoral é tão importante.

Em 2019, pela primeira vez, a participação nas eleições europeias ultrapassou ligeiramente os 50% e foi o voto dos jovens europeus que contribuiu para aumentar essa percentagem. Por um lado, é positivo que metade dos eleitores tenham exercido o seu direito de voto. Por outro lado, contudo, significa que metade dos cidadãos europeus com direito de voto não votou. Em 2024, não podemos permitir que outras pessoas decidam quem nos representa no processo decisório e legislativo da União Europeia. A baixa taxa de participação diminui a legitimidade dos representantes eleitos e enfraquece o seu papel no Parlamento Europeu. Os partidos políticos têm a grande responsabilidade de incentivar os seus potenciais eleitores a votar.

Há décadas que os europeus veem os governos como os seus representantes na UE. As eleições de 2024 constituem uma oportunidade para demonstrar o verdadeiro poder do Parlamento Europeu, enquanto voz dos cidadãos. Alguns eleitores vão votar agora pela primeira vez. Em cinco Estados-Membros, é possível votar a partir dos 16 anos. Os jovens terão expectativas diferentes em relação aos responsáveis políticos, algo que se constatou na Conferência sobre o Futuro da Europa e transpareceu agora também nos painéis de seguimento organizados pela Comissão Europeia. Os responsáveis políticos devem aproveitar as próximas eleições europeias para criar uma nova geração de eleitores e políticos, enquanto janela de oportunidade para aumentar a transparência, na educação para a política, e promover a construção da identidade e da confiança.

A estratégia de comunicação do Parlamento Europeu para as eleições europeias de 2024 centra-se na mobilização dos abstencionistas e dos eleitores estreantes, apoiando os demais intervenientes, como os meios de comunicação social, as organizações não governamentais, as empresas e as pessoas, e fomentando a participação cívica não partidária dos cidadãos e organizações da UE, ao promover a importância de ir votar.

Atualmente é possível observar ingerência estrangeira nas eleições europeias e operações híbridas de desinformação, que destroem a confiança nas instituições e nos decisores políticos e produzem narrativas fraturantes. Se esta situação se verifica antes das eleições, é certo que assim será durante as eleições e que poderemos assistir a fenómenos patológicos pós-eleitorais. As leis de combate à desinformação têm de ser aplicadas. As medidas nacionais e europeias não serão suficientes. É necessário financiamento significativo no apoio a uma abordagem que englobe toda a sociedade para expor a desinformação e os seus autores, uma vez que afeta a vida quotidiana das pessoas e as suas escolhas estratégicas.

Nestas eleições, está em jogo o destino da democracia, da liberdade e da segurança. E o voto é importante.

Danuta Hübner, deputada ao Parlamento Europeu (Grupo do PPE)

Coluna do Boletim CESE Info: Vou votar, venha também!

Na nossa coluna «Vou votar, venha também!» apresentamos-lhe o artigo de Mihály Hardy, jornalista e chefe de redação da estação de rádio húngara Klubrádió, que nos dá uma panorâmica do clima pré-eleitoral na Hungria. Klubrádió é a última grande estação de rádio independente do país que transmite notícias o dia todo e faz uma análise de fundo sobre questões da atualidade e a cultura. A autoridade governamental para a comunicação social retirou-lhe a sua frequência, mas a estação de rádio conseguiu sobreviver graças à sua popularidade e ao financiamento colaborativo. 

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Na nossa coluna «Vou votar, venha também!» apresentamos-lhe o artigo de Mihály Hardy, jornalista e chefe de redação da estação de rádio húngara Klubrádió, que nos dá uma panorâmica do clima pré-eleitoral na Hungria. Klubrádió é a última grande estação de rádio independente do país que transmite notícias o dia todo e faz uma análise de fundo sobre questões da atualidade e a cultura. A autoridade governamental para a comunicação social retirou-lhe a sua frequência, mas a estação de rádio conseguiu sobreviver graças à sua popularidade e ao financiamento colaborativo. 

Mihály Hardy: É a liberdade que está em jogo

«Freedom is just another word for nothing left to lose» [Liberdade é apenas uma palavra, como tantas outras, para dizer que nada mais há a perder], diz uma música country muito popular, escrita por Kris Kristofferson em 1969 e interpretada por muitos cantores, de Janis Joplin a Kenny Rogers. No entanto, na Europa de hoje, ao contrário do que diz a canção «Me and Bobby McGee», liberdade significa que temos muito a perder se não lutarmos por ela. Especialmente na Hungria.

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«Freedom is just another word for nothing left to lose» [Liberdade é apenas uma palavra, como tantas outras, para dizer que nada mais há a perder], diz uma música country muito popular, escrita por Kris Kristofferson em 1969 e interpretada por muitos cantores, de Janis Joplin a Kenny Rogers. No entanto, na Europa de hoje, ao contrário do que diz a canção «Me and Bobby McGee», liberdade significa que temos muito a perder se não lutarmos por ela. Especialmente na Hungria.

As pessoas habituam-se muito rapidamente às coisas boas. Não olham para trás para apreciar as liberdades conquistadas, como a liberdade de viajar, a liberdade de imprensa ou a liberdade de trabalhar ou estudar em toda a Europa. As pessoas da minha geração (um baby boomer nascido no final da década de 50, quando a Hungria ainda estava no Pacto de Varsóvia) recordam-se bem do longo caminho percorrido até alcançar a liberdade de que gozamos hoje, da queda do muro de Berlim à adesão da Hungria à UE, a família de nações livres, em 2004. Foram necessários catorze anos após a queda do comunismo para o nosso país, juntamente com a República Checa, a Eslováquia e a Polónia, aderir à União. E, em meu entender, faz também agora catorze anos que a Hungria retrocede gradualmente e perde terreno, passando de uma posição de vanguarda no domínio das liberdades cívicas e de imprensa, no início dos anos noventa, ao populismo, à autocracia e à ditadura constitucional de hoje, o que constitui uma contradição em si mesmo.

O governo de Budapeste declarou, quase abertamente, guerra aos valores europeus comuns: na sua narrativa, «Bruxelas» é um inimigo e a UE a fonte de todos os males. É uma situação que persiste há quase 14 anos e que demonstra quão difícil é apoiar qualquer campanha pró-europeia, quer da oposição (ou do que dela resta), quer da sociedade civil e das ONG (ou também do que delas resta), neste país. Mas recusamo-nos a baixar os braços! Recusamos aceitar que se faça tábua rasa dos valores europeus pelo simples facto de alguns políticos húngaros terem decidido ser os intérpretes de um guião escrito em terras distantes – talvez no Kremlin.

Segundo sondagens recentes realizadas na Hungria, quase 68-70% da população em idade de votar é favorável à União Europeia e aos valores europeus comuns e afirma-se satisfeita com os benefícios que lhes estão associados. A grande questão consiste em saber se estas pessoas estão prontas para votar em grande número nas eleições europeias que se realizam em 9 de junho de 2024. Na Hungria, esta votação realiza-se no mesmo dia das eleições autárquicas. Face ao descontentamento crescente no país, há um laivo de esperança: um voto de protesto contra as políticas do governo significará também um voto a favor da Europa.

Mihály Hardy é um jornalista húngaro, chefe de redação da rádio Klubrádió

Notícias do CESE

O futuro mercado único europeu necessita de uma nova orientação geopolítica

Atualmente, a reconfiguração estratégica do mercado único da UE é indispensável. O mundo não é o mesmo que há 30 anos, e o mercado único deve ser adaptado ao novo panorama internacional, afirmou Enrico Letta, antigo chefe do Governo italiano, na reunião plenária do CESE, em 20 de março de 2024.

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Atualmente, a reconfiguração estratégica do mercado único da UE é indispensável. O mundo não é o mesmo que há 30 anos, e o mercado único deve ser adaptado ao novo panorama internacional, afirmou Enrico Letta, antigo chefe do Governo italiano, na reunião plenária do CESE, em 20 de março de 2024.

Apresentando a ideia fundamental subjacente ao seu relatório de alto nível sobre o futuro do mercado único, Enrico Letta, atual presidente do Instituto Jacques Delors, salientou que o futuro mercado único deve adotar uma abordagem geopolítica e centrar-se na autonomia estratégica da Europa e em pilares como a defesa, as telecomunicações, a energia e as finanças.

«Hoje, o panorama geopolítico é totalmente diferente do que era há 30 anos. A missão atual consiste em analisar as consequências do novo cenário mundial para o mercado único e o seu futuro. Temos de adotar uma nova abordagem e incluir questões como a defesa e o alargamento», afirmou.

O presidente do CESE, Oliver Röpke, salientou que o êxito do mercado único não pode ser avaliado apenas em termos económicos, mas também deve refletir as expectativas e o bem-estar dos cidadãos europeus: «No CESE, consideramos que o mercado único diz respeito sobretudo às pessoas, e que o direito à livre circulação vai de par com a liberdade de permanecer no seu país.»

Enrico Letta salientou que o mercado único diz respeito às pessoas e está ao serviço das pessoas. A competitividade económica tem de ser acompanhada de proteção social, e a liberdade de circulação e o direito de permanecer no seu país fazem parte da mesma liberdade: «A fuga de cérebros está a ter um impacto devastador em alguns países. Temos de abordar a liberdade de permanecer e a liberdade de regressar. Atualmente, partir representa um bilhete só de ida, o que está a afetar a competitividade e a criar um grande problema na Europa.» (mp)

Crise da habitação – CESE insta UE a agir

Cada vez mais europeus estão preocupados com o facto de não conseguirem encontrar alojamento digno a preços acessíveis. Os riscos resultantes desta situação incluem condições inadequadas de alojamento, pressão financeira, insegurança habitacional e até a possibilidade de os cidadãos se encontrarem em situação de sem-abrigo. A falta de acesso a habitação pode afetar a saúde e o bem-estar das pessoas, provocar desigualdades nas condições de vida e nas oportunidades, traduzindo-se em custos de saúde, numa menor produtividade e em danos ambientais.

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Cada vez mais europeus estão preocupados com o facto de não conseguirem encontrar alojamento digno a preços acessíveis. Os riscos resultantes desta situação incluem condições inadequadas de alojamento, pressão financeira, insegurança habitacional e até a possibilidade de os cidadãos se encontrarem em situação de sem-abrigo. A falta de acesso a habitação pode afetar a saúde e o bem-estar das pessoas, provocar desigualdades nas condições de vida e nas oportunidades, traduzindo-se em custos de saúde, numa menor produtividade e em danos ambientais.

Uma conferência realizada recentemente pelo Comité Económico e Social Europeu (CESE) em Bruxelas lançou um alerta claro: a crise da habitação na Europa está a agravar-se, o que provoca vários efeitos secundários.

De acordo com um estudo recente da Eurofound, a crise da habitação afeta, em particular, os jovens, impedindo-os de sair da casa de família. A idade a partir da qual pelo menos 50% das pessoas na UE vivem fora do domicílio familiar aumentou de 26 anos em 2007 para 28 anos em 2019. Entre 2010 e 2019, Espanha, Croácia, Itália, Chipre, Bélgica, Grécia e Irlanda registaram o maior aumento do número de pessoas com idades compreendidas entre os 25 e os 34 anos que vivem com os pais.

Ao longo dos anos, o CESE tem procurado chamar a atenção para os problemas de habitação em toda a UE. Em 2020, o Comité adotou o Parecer – Acesso universal a habitação digna, sustentável e acessível a longo prazo, elaborado pelos seus membros Raymond Hencks e András Edelényi, e apelou para um plano de ação europeu para a habitação.

Com as recomendações desta conferência, o CESE pretende dar um impulso político ao debate e assegurar que a crise da habitação na UE figura na agenda 2024-2029 do novo Parlamento Europeu e da nova Comissão. A União Europeia deve reunir os recursos necessários para combater a escassez de habitação digna e a preços acessíveis. (mp)

Três instituições da UE instam Comissão a não adiar iniciativa sobre a resiliência hídrica

Numa resposta conjunta ao adiamento pela Comissão Europeia da iniciativa sobre a resiliência hídrica, representantes do Comité Económico e Social Europeu (CESE), do grupo do Parlamento Europeu (PE) para a água e do Comité das Regiões Europeu (CR) enviaram uma carta aberta ao vice-presidente executivo Maroš Šefčovič, solicitando à Comissão que adote uma abordagem abrangente da água e reiterando o seu apelo para um Pacto Azul Europeu.

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Numa resposta conjunta ao adiamento pela Comissão Europeia da iniciativa sobre a resiliência hídrica, representantes do Comité Económico e Social Europeu (CESE), do grupo do Parlamento Europeu (PE) para a água e do Comité das Regiões Europeu (CR) enviaram uma carta aberta ao vice-presidente executivo Maroš Šefčovič, solicitando à Comissão que adote uma abordagem abrangente da água e reiterando o seu apelo para um Pacto Azul Europeu.

A carta reflete as preocupações conjuntas destas instituições relativamente ao adiamento da iniciativa sobre a resiliência hídrica, que consideram um sinal preocupante no que diz respeito ao compromisso da UE de fazer face aos desafios cada vez maiores da Europa no domínio da água. As três instituições representam a sociedade civil da UE, os cidadãos e os governos locais, respetivamente.

Propõem uma abordagem holística e colaborativa que integre a água em todas as políticas, a fim de garantir um acesso social equitativo, o acesso dos agricultores, das indústrias e das infraestruturas, além de ter em conta os aspetos sociais, económicos e ambientais da água.

Esta mudança visa ir além das abordagens fragmentadas existentes, promovendo uma estratégia autónoma para a água mais abrangente e eficaz. Este convite interinstitucional insta a Comissão a prosseguir os seus trabalhos no âmbito da iniciativa sobre a resiliência hídrica e a considerar a água uma das principais prioridades da UE no próximo mandato (2024-2029).

Ver a carta completa aqui. (gb)

#DoençasRaras – próximo passo: integrar as redes europeias de referência nos sistemas nacionais de saúde

Em 8 de março de 2024, o Comité Económico e Social Europeu e a Comissão Europeia organizaram, em Bruxelas, uma conferência intitulada «As doenças raras na UE: ação conjunta para moldar o futuro das redes europeias de referência» (reunião inicial da JARDIN). A conferência marcou o lançamento da iniciativa europeia conjunta sobre doenças raras que visa integrar as redes europeias de referência nos sistemas nacionais de saúde, criando ao mesmo tempo uma frente comum constituída por instituições da UE, países europeus, organizações da sociedade civil, associações de doentes, cientistas, profissionais e gestores hospitalares.

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Em 8 de março de 2024, o Comité Económico e Social Europeu e a Comissão Europeia organizaram, em Bruxelas, uma conferência intitulada «As doenças raras na UE: ação conjunta para moldar o futuro das redes europeias de referência» (reunião inicial da JARDIN). A conferência marcou o lançamento da iniciativa europeia conjunta sobre doenças raras que visa integrar as redes europeias de referência nos sistemas nacionais de saúde, criando ao mesmo tempo uma frente comum constituída por instituições da UE, países europeus, organizações da sociedade civil, associações de doentes, cientistas, profissionais e gestores hospitalares.

Os sistemas de saúde na UE têm dificuldade em prestar cuidados de elevada qualidade e eficazes em termos de custos quando se trata de doenças complexas de baixa prevalência ou raras que afetam a vida quotidiana de cerca de 30 milhões de europeus. Importa, por conseguinte, tirar partido do potencial das redes europeias de referência, ou seja, as redes virtuais de prestadores de cuidados de saúde em toda a Europa que facilitam os debates sobre doenças e patologias raras ou complexas necessitando de tratamento altamente especializado e de uma centralização dos conhecimentos e recursos.

A ação conjunta JARDIN é um projeto que integra as redes europeias de referência nos sistemas nacionais de saúde e procura torná-las sustentáveis. Desenvolve percursos nacionais para os doentes associados às redes europeias de referência, redes nacionais de referência que refletem e complementam as redes europeias de referência, e estruturas para doentes não diagnosticados.

O projeto envolve os 27 Estados-Membros da UE, assim como a Noruega e a Ucrânia. É coordenado pela Áustria e dispõe de um financiamento total de 18,75 milhões de euros (15 milhões de euros da UE e 3,75 milhões de euros dos Estados-Membros) para um período de três anos. Espera-se que os resultados da JARDIN, nomeadamente recomendações, roteiros e relatórios de projetos-piloto específicos, contribuam para a elaboração nos Estados-Membros de planos nacionais mais eficazes para as doenças raras. (mp)

CESE apresenta recomendações fundamentais para a unidade social e o crescimento inclusivo na Europa

A pedido da Presidência belga do Conselho da UE, o Comité Económico e Social Europeu (CESE) apresentou recomendações cruciais destinadas a reforçar a coesão social, gerir a dívida e dar prioridade aos investimentos na saúde e no emprego em toda a Europa. O CESE manifestou preocupação com a contenção orçamental que poderá abrandar os progressos realizados na luta contra a pobreza e as alterações climáticas.

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A pedido da Presidência belga do Conselho da UE, o Comité Económico e Social Europeu (CESE) apresentou recomendações cruciais destinadas a reforçar a coesão social, gerir a dívida e dar prioridade aos investimentos na saúde e no emprego em toda a Europa. O CESE manifestou preocupação com a contenção orçamental que poderá abrandar os progressos realizados na luta contra a pobreza e as alterações climáticas.

O CESE apresentou as suas recomendações no Parecer – Impulsionar o crescimento inclusivo a longo prazo através de reformas e investimentos, debatido e adotado na reunião plenária de março, na presença do comissário do Emprego e Direitos Sociais, Nicolas Schmit, e da ministra belga das Pensões e da Integração Social, Karine Lalieux.

No parecer, o CESE destacou a necessidade de alinhar os quadros existentes, nomeadamente o Semestre Europeu e o Pilar Europeu dos Direitos Sociais. Os oradores que participaram no debate de alto nível salientaram a necessidade de fazer avançar a Europa Social e de abordar questões prementes como a disparidade de género nas pensões e a ciberinclusão. A conferência de alto nível sobre o Pilar Europeu dos Direitos Sociais, que terá lugar em breve na Bélgica, é mais um indicador que demonstra o empenho em fazer avançar a aplicação deste instrumento.

As propostas do Comité salientam a eficiência na utilização dos recursos financeiros, a participação dos parceiros sociais e da sociedade civil nos processos de decisão e a importância de assegurar que as transições ecológica e digital sejam justas. A inclusividade é um tema central, assim como a maximização do impacto dos investimentos sociais, promovendo simultaneamente a estabilidade económica e a coesão social na UE. (tk)

©UN Women

CESE representou pela primeira vez a sociedade civil europeia na Comissão das Nações Unidas sobre o Estatuto da Mulher

Em março, o Comité Económico e Social Europeu (CESE) participou na 68.ª reunião da Comissão das Nações Unidas sobre o Estatuto da Mulher (68.ª reunião da CEM), que teve lugar em Nova Iorque. A CEM é o principal organismo internacional e intergovernamental empenhado na luta pela igualdade de género.

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Em março, o Comité Económico e Social Europeu (CESE) participou na 68.ª reunião da Comissão das Nações Unidas sobre o Estatuto da Mulher (68.ª reunião da CEM), que teve lugar em Nova Iorque. A CEM é o principal organismo internacional e intergovernamental empenhado na luta pela igualdade de género.

Esta foi a primeira vez que o CESE participou na maior reunião anual das Nações Unidas dedicada ao empoderamento das mulheres, que este ano se centrou na erradicação da pobreza feminina. Dando voz à sociedade civil europeia na sua luta pela igualdade de género, o CESE contribuiu para o tema com uma declaração que inclui dez pontos de ação para o empoderamento económico e a proteção social das mulheres.

A delegação do CESE foi chefiada pelo presidente Oliver Röpke, que fez da igualdade de género uma prioridade fundamental do seu trabalho e da sua presidência. O presidente Oliver Röpke afirmou: «O CESE tem um longo historial de defesa de políticas da UE e mundiais que promovam a igualdade de género e combatam as desigualdades económicas e sociais com que as mulheres e as raparigas se deparam atualmente. No entanto, esta é a primeira vez que, permitindo à sociedade civil europeia falar a uma só voz, levamos o nosso trabalho ao mais alto nível nesta luta coletiva em prol da igualdade de género a nível mundial. A pobreza não é neutra em termos de género, por isso a nossa resposta também não o pode ser».

Os pontos de ação enumerados na declaração do CESE sintetizam as posições do Comité sobre o tema da 68.ª reunião da CEM. Visam promover a igualdade de género, combater a pobreza e reforçar as instituições através de uma perspetiva de género, em consonância com as prioridades da UE. Incluem, nomeadamente, a proteção das mulheres contra todos os tipos de violência, a garantia de serviços de saúde acessíveis, a representação equitativa das mulheres no mercado de trabalho, a promoção da liderança das mulheres e a garantia da igualdade de oportunidades através da educação.

«Daqui a um ano, espero poder afirmar que a presença do CESE na Comissão das Nações Unidas sobre o Estatuto da Mulher contribuiu para dar uma voz mais forte a estas exigências. Podemos e devemos ser críticos. Precisamos das vozes críticas da sociedade civil, das partes interessadas, das organizações não governamentais e das instituições que trabalham em prol deste objetivo coletivo e partilhado: uma Europa mais igualitária, um mundo mais igualitário. Podemos e devemos mostrar o caminho a seguir», afirmou o presidente Oliver Röpke. O CESE fez parte da delegação da UE, representada pela Presidência da UE, e desempenhou o papel de observador, juntamente com o Parlamento Europeu. Para além de contar com o presidente, a delegação do CESE foi composta pelos seguintes membros: Christa Schweng, Mariya Mincheva, Cinzia del Rio, Maria Nikolopoulou, Chiara Corazza e Sif Holst, presidente do Grupo para a Igualdade do CESE. (ll)

Prémios europeus da produção biológica de 2024

O convite à apresentação de candidaturas à 3.ª edição dos prémios europeus da produção biológica está aberto e decorrerá até 12 de maio de 2024.

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O convite à apresentação de candidaturas à 3.ª edição dos prémios europeus da produção biológica está aberto e decorrerá até 12 de maio de 2024.

Os prémios europeus da produção biológica visam recompensar diferentes intervenientes ao longo da cadeia de valor biológica que desenvolveram projetos inovadores, sustentáveis e inspiradores, gerando um verdadeiro valor acrescentado para a produção e o consumo de produtos biológicos.

A cerimónia de entrega dos prémios está agendada para 23 de setembro de 2024, o Dia Biológico da UE.

Candidate-se em linha até às 23h59m59s (CEST) de 12 de maio de 2024.

Vamos celebrar a Europa e a democracia!

Junte-se a nós no Dia de Portas Abertas do CESE, em 4 de maio

Marque na sua agenda: no sábado, 4 de maio de 2024, o Comité Económico e Social Europeu (CESE) abre as suas portas para o Dia de Portas Abertas da UE, um evento interinstitucional que se realiza anualmente. Nesse dia, celebramos a democracia europeia e damos destaque às próximas eleições europeias de junho. Esta é uma oportunidade para aprender sobre a UE, dialogar com a sociedade civil e descobrir como a sua voz e o seu voto podem moldar o futuro da Europa.

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Junte-se a nós no Dia de Portas Abertas do CESE, em 4 de maio

Marque na sua agenda: no sábado, 4 de maio de 2024, o Comité Económico e Social Europeu (CESE) abre as suas portas para o Dia de Portas Abertas da UE, um evento interinstitucional que se realiza anualmente. Nesse dia, celebramos a democracia europeia e damos destaque às próximas eleições europeias de junho. Esta é uma oportunidade para aprender sobre a UE, dialogar com a sociedade civil e descobrir como a sua voz e o seu voto podem moldar o futuro da Europa.

O que ganha com uma visita ao Dia de Portas Abertas no CESE?

  • Edifício Jacques Delors: Explore o emblemático edifício do CESE, situado na Rue Belliard, o coração da sociedade civil organizada na Europa. Veja em primeira mão como os representantes dos empregadores, dos trabalhadores, dos ambientalistas, dos consumidores, e não só, contribuem para a elaboração das políticas da UE.
  • Aprendizagem interativa: Participe em debates animados com os membros do CESE sobre temas que lhe sejam próximos. Fique a saber como o diálogo social molda a legislação da UE e como a sua voz pode ser ouvida. 
  • Atividades para todas as idades: Desfrute de um ambiente animado, com boa música ao vivo, jogos interativos para testar os conhecimentos da UE e pinturas faciais para os mais novos. Leve para casa um presente comemorativo ou um retrato em caricatura e capte o dia com uma experiência divertida na cabina fotográfica.
  • Debates aprofundados: Fique a conhecer o papel do CESE na construção de uma Europa sustentável, próspera e inclusiva para todos. Pode participar em debates breves e concentrados com membros do CESE sobre temas específicos do seu interesse. É uma oportunidade única para obter informações valiosas no epicentro das políticas europeias.
  • O poder da sociedade civil: Descubra como o CESE funciona enquanto ponte entre os cidadãos e a UE. Veja como diferentes vozes se unem para defender a justiça social, a proteção do ambiente e muito mais, em prol de uma União Europeia mais forte.

Celebração em duas rodas

Para acrescentar à emoção, no dia 4 de maio chegará ao CESE um grupo de ciclistas. Algumas destas pessoas, membros do CESE e não só, vão pedalar 500 km, de França até Bruxelas, como forma de sensibilizar para as eleições europeias. Junte-se a nós para os saudar à sua chegada ao CESE e para saber mais sobre a sua missão inspiradora, a sua viagem e os desafios com que se depararam ao longo do caminho.

Mais do que uma visita, é uma experiência

O Dia de Portas Abertas do CESE é a sua oportunidade para estabelecer uma ligação com a Europa, celebrar a democracia e descobrir o poder da sociedade civil. Temos alguma coisa para oferecer a todas as pessoas, quer nutram um entusiasmo inveterado pela UE, quer sintam algum ceticismo, quer tenham apenas uma curiosidade de principiante. Venha explorar, aprender e participar no coração da democracia europeia!

Não perca os pormenores

Não é necessária inscrição prévia. Nas próximas semanas, partilharemos mais informações sobre as atividades específicas e destaques interessantes. Siga-nos nas redes sociais e visite o nosso sítio Web (www.eesc.europa.eu/openday) para não perder nenhuma novidade.

Não perca esta oportunidade única de conhecer a sua Europa em primeira mão! (cg)

#EuropeDay #UseYourVote

Notícias dos grupos

Stefano Mallia: «A transição ecológica deve realizar-se de molde a permitir a criação de empresas e o respetivo crescimento»

Excerto de uma entrevista da revista da Federação das Empresas Finlandesas Yrittäjä a Stefano Mallia, presidente do Grupo dos Empregadores

As eleições europeias estão à porta. Em junho, os cidadãos dos Estados-Membros da UE elegerão os seus representantes para o Parlamento Europeu, que estarão no poder durante os próximos cinco anos. Quando questionado sobre o maior desafio que os empresários europeus enfrentarão nos próximos cinco anos, a resposta de Stefano Mallia, presidente do Grupo dos Empregadores do CESE, é imediata.

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Excerto de uma entrevista da revista da Federação das Empresas Finlandesas Yrittäjä a Stefano Mallia, presidente do Grupo dos Empregadores

As eleições europeias estão à porta. Em junho, os cidadãos dos Estados-Membros da UE elegerão os seus representantes para o Parlamento Europeu, que estarão no poder durante os próximos cinco anos. Quando questionado sobre o maior desafio que os empresários europeus enfrentarão nos próximos cinco anos, a resposta de Stefano Mallia, presidente do Grupo dos Empregadores do CESE, é imediata.

– A transição ecológica, afirma.

Segundo Stefano Mallia, a transição para uma economia e um crescimento dotados de maior sustentabilidade ambiental tem de permitir que as empresas prosperem.

– A transição ecológica deve realizar-se de molde a permitir a criação de empresas e o respetivo crescimento. O bem-estar das empresas é sinónimo também do bem-estar da sociedade. As empresas criam emprego e geram receitas fiscais para a sociedade.

Reduzir a burocracia

Uma das principais tarefas do Grupo dos Empregadores do CESE nos últimos anos tem sido ajudar a reduzir significativamente os encargos administrativos para as empresas. Stefano Mallia sublinha a importância de a Comissão compreender, entre outros aspetos, que as consideráveis obrigações de comunicação de informações a cargo das PME deveriam ser suprimidas.

– Ao elaborar nova legislação, é essencial ter em conta a competitividade das empresas. Deve velar-se pelo crescimento das empresas.

A importância do voto nas eleições europeias

Embora reconheça que a União Europeia enfrenta desafios e problemas particulares, Stefano Mallia considera que, no seu conjunto, a UE tem feito muito.

– Os empresários devem votar para eleger deputados que se preocupam com as empresas e com os empresários. Se não votarem, outros decidirão por eles. Votar nas eleições europeias pode também impedir que os extremistas cheguem ao poder.

Pode ler a entrevista completa aqui: https://www.yrittajat.fi/uutiset/eu-vaikuttaja-stefano-mallia-vihrea-siirtyma-toteutettava-niin-etta-samaan-aikaan-yrityksia-voidaan-perustaa-ja-ne-voivat-kasvaa/

Ventos contrários para as comunidades de energia: sem representação não há produção

Pelo Grupo dos Trabalhadores do CESE

As cooperativas e comunidades de energia são fundamentais para o êxito da transição ecológica. No entanto, a Comissão não lhes dá a devida importância no Plano de Ação Europeu para a Energia Eólica, que parece ignorar a crescente oposição aos novos parques eólicos.

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Pelo Grupo dos Trabalhadores do CESE

As cooperativas e comunidades de energia são fundamentais para o êxito da transição ecológica. No entanto, a Comissão não lhes dá a devida importância no Plano de Ação Europeu para a Energia Eólica, que parece ignorar a crescente oposição aos novos parques eólicos.

Em outubro, a Comissão Europeia apresentou o Plano de Ação Europeu para a Energia Eólica, a fim de assegurar que a transição para as energias limpas é indissociável da competitividade industrial e que a energia eólica continua a ser uma história de sucesso na Europa.

A energia eólica, responsável por mais de um terço da eletricidade renovável da Europa – e por mais de 17% da sua produção total de eletricidade –, é um elemento fundamental para o futuro da produção de eletricidade com impacto zero.

Porém, o plano de ação da Comissão parece ignorar a crescente oposição à criação de novos parques eólicos por parte de vários grupos, dos que defendem a preservação da paisagem aos apologistas da conservação da natureza, com reações do tipo «NIMBY» («not in my backyard», isto é, «não à minha porta»).

As cooperativas e as comunidades de energia, que dinamizam processos locais liderados pelos cidadãos, levando-os a apoderarem-se da transição, são cruciais para superar essa oposição e assegurar que os benefícios da transição são amplamente partilhados. Além disso, são também importantes se queremos que a produção de energia a partir de fontes renováveis seja um verdadeiro ponto de partida para um novo sistema de produção de energia mais descentralizado.

A Comissão, no entanto, optou por centrar o seu Plano de Ação Europeu para a Energia Eólica apenas nas grandes empresas, o que prejudicará o processo e diminuirá a sua aceitação, pondo em risco a transição. A Comissão deve reconsiderar o âmbito do seu plano de ação e incluir a participação dos cidadãos no seu pilar 7.

Deve assegurar que os concursos não se baseiam exclusivamente no preço, mas têm igualmente em conta as questões ligadas ao ambiente, à saúde e segurança no trabalho e à negociação coletiva, tal como recomendado recentemente pelo CESE no seu parecer sobre este tema.

Conferência sobre o apoio dos profissionais liberais ao Pacto Azul Europeu: 8.ª edição do Dia Europeu das Profissões Liberais

Pelo Grupo das Organizações da Sociedade Civil do CESE

A Categoria das Profissões Liberais do Comité Económico e Social Europeu (CESE) organizará a 8.ª edição do Dia Europeu das Profissões Liberais, em 7 de maio de 2024, das 10h30m às 16 horas, em Bruxelas.

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Pelo Grupo das Organizações da Sociedade Civil do CESE

A Categoria das Profissões Liberais do Comité Económico e Social Europeu (CESE) organizará a 8.ª edição do Dia Europeu das Profissões Liberais, em 7 de maio de 2024, das 10h30m às 16 horas, em Bruxelas.

Junte-se a nós para debater o tema da edição deste ano: «Apoio dos profissionais liberais ao Pacto Azul Europeu». Juntamente com os principais decisores políticos da Comissão Europeia, do Parlamento Europeu e dos Estados-Membros, procuraremos soluções para fazer face aos crescentes desafios relacionados com a água.

A água é um recurso imprescindível à vida, mas é cada vez mais escasso. À medida que a população mundial aumenta, aumenta também a procura de água. Quase dois terços dos cidadãos europeus consideram que a qualidade e/ou a quantidade da água no seu país é um problema grave. As alterações climáticas continuarão a afetar a disponibilidade, a qualidade e a quantidade de água. Se não forem tomadas medidas, a escassez de água e a pobreza hídrica poderão afetar partes cada vez mais vastas da sociedade civil em todo o mundo, com implicações de grande alcance para a segurança alimentar, o ambiente, a saúde humana e a estabilidade económica, social e política.

Nesta conferência, já reconhecida como uma plataforma dinâmica e de relevo para os principais profissionais liberais europeus, debateremos de que forma os profissionais liberais podem ajudar a encontrar soluções inovadoras para pôr em prática um Pacto Azul Europeu e atenuar os desafios relacionados com a água que a Europa e o mundo enfrentarão nos próximos anos e décadas.

Será assegurada interpretação simultânea em inglês, alemão e italiano. A conferência é aberta ao público, podendo a participação ser presencial ou à distância. Em ambos os casos, a inscrição é obrigatória.

As inscrições decorrem até 2 de maio de 2024 através da nossa página de inscrição.

Especial Eleições Europeias

Vá às urnas em junho de 2024: CESE exorta europeus a votar por uma Europa unida e democrática

Em 20 de março, o CESE adotou uma resolução em que insta os cidadãos europeus a exercerem o seu direito democrático de voto e a participarem nas já muito próximas eleições europeias.

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Em 20 de março, o Comité Económico e Social Europeu (CESE) adotou uma resolução em que insta os cidadãos europeus a exercerem o seu direito democrático de voto e a participarem nas já muito próximas eleições europeias.

«Atravessámos tempos difíceis, mas ninguém pode negar que a UE tem garantido paz, democracia, prosperidade económica e progresso social para os seus Estados-Membros, cidadãos e cidadãs. Graças à União, temos liberdade para trabalhar, estudar e fazer negócios em qualquer país da UE», declarou o CESE na resolução.

O nacionalismo, o populismo e as soluções país por país não são a resposta, mas sim a colaboração, a cooperação e a convergência», afirmou o CESE, salientando que nenhum país da UE pode enfrentar sozinho desafios como o aumento da inflação, as guerras, a migração ou a emergência climática.

A resolução foi adotada na reunião plenária do CESE de março, na sequência do debate subordinado ao tema «As eleições europeias de 2024 na perspetiva da sociedade civil», que contou com a participação de ativistas da sociedade civil e representantes dos conselhos económicos e sociais nacionais de França e da Bulgária.

O CESE expressou a intenção de mobilizar a sua rede de pelo menos 90 milhões de pessoas em toda a UE e assegurar que os europeus vão às urnas para decidirem quem os representará no Parlamento Europeu nos próximos cinco anos.

Recordando que as organizações representadas pelos membros do CESE estão profundamente enraizadas nas sociedades civis nacionais, o presidente do CESE, Oliver Röpke, declarou na reunião plenária: «Podemos chegar a todas as pessoas e convencê-las a votar, e temos de o fazer: é o nosso dever moral.»

Além disso, o CESE uniu esforços com o Parlamento Europeu para ajudar a aumentar a afluência às urnas, que é geralmente muito inferior à das eleições nacionais, em especial em alguns Estados-Membros.

O presidente do CESE sublinhou que, face ao recuo da democracia em todo o mundo e em alguns Estados-Membros, as eleições de 2024 parecem ser particularmente cruciais.

«Estas eleições não são uma panaceia para os nossos problemas, para os nossos receios ou para as preocupações dos cidadãos, mas são uma forma legítima de expressar os nossos anseios, reclamar um futuro melhor e exigir contas aos responsáveis políticos», afirmou Oliver Röpke.

Na sua intervenção na reunião plenária, os três relatores da resolução, Christa Schweng, Cinzia del Rio e Ioannis Vardakastanis, em representação do Grupo dos Empregadores, do Grupo dos Trabalhadores e do Grupo das Organizações da Sociedade Civil do CESE, respetivamente, apelaram em uníssono aos europeus para que exerçam o seu direito de voto e elejam representantes que defendam uma Europa unida, democrática, sustentável e social.

Em julho, o CESE adotará uma nova resolução, centrada nas exigências da sociedade civil para o Parlamento Europeu recém-eleito e a nova Comissão. (II)

CESE e Parlamento Europeu estabelecem cooperação estreita com vista às eleições europeias de 2024

Em 27 de fevereiro, o presidente do Comité Económico e Social Europeu (CESE), Oliver Röpke, e a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, assinaram um Memorando de Entendimento com vista à cooperação na preparação das eleições europeias.

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Em 27 de fevereiro, o presidente do Comité Económico e Social Europeu (CESE), Oliver Röpke, e a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, assinaram um Memorando de Entendimento com vista à cooperação na preparação das eleições europeias.

A parceria visa aprofundar a cooperação entre as duas instituições para promover as eleições europeias, encorajar a afluência às urnas (sobretudo entre as pessoas que não costumam votar e as que votam pela primeira vez) e combater a manipulação da informação.

Entre outras medidas, as instituições acordaram em intensificar a sua cooperação na comunicação sobre as eleições, coordenar a organização de eventos, como o Dia de Portas Abertas ou a Semana da Sociedade Civil, e partilhar informações sobre as plataformas «unidos.eu» e «O que a Europa faz por mim».

O presidente do CESE, Oliver Röpke, declarou: «As eleições europeias serão um teste decisivo da democracia europeia. O CESE pode ser a plataforma para que a sociedade civil se mostre à altura dessa democracia. Congratulo-me com o Memorando de Entendimento hoje celebrado com o Parlamento Europeu, que nos permite desempenhar um papel mais ativo no período que antecede as eleições e dialogar com os eleitores para aumentar a afluência às urnas. O CESE e o Parlamento Europeu são parceiros e aliados.»

O Memorando de Entendimento define domínios específicos em que a cooperação entre o CESE e o Parlamento Europeu deve ser prosseguida e reforçada na perspetiva das eleições europeias de 2024. (kn/ll)

Uma pergunta a...

O CESE adotou uma resolução na qual insta os europeus a votarem nas eleições europeias. Os três relatores da resolução – os membros do CESE Christa Schweng, Cinzia del Rio e Ioannis Vardakastanis, em representação do Grupo dos Empregadores, do Grupo dos Trabalhadores e do Grupo das Organizações da Sociedade Civil do CESE, respetivamente – apelaram em uníssono aos europeus para que exerçam o seu direito democrático de voto e elejam representantes que defendam uma Europa unida, democrática, sustentável e social. Na nossa coluna «Uma pergunta a...», pedimos a cada um dos relatores que nos explicasse o que está em jogo nestas eleições e por que razão todos devem usar o seu voto em junho.

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O CESE adotou uma resolução na qual insta os europeus a votarem nas eleições europeias. Os três relatores da resolução – os membros do CESE Christa Schweng, Cinzia del Rio e Ioannis Vardakastanis, em representação do Grupo dos Empregadores, do Grupo dos Trabalhadores e do Grupo das Organizações da Sociedade Civil do CESE, respetivamente – apelaram em uníssono aos europeus para que exerçam o seu direito democrático de voto e elejam representantes que defendam uma Europa unida, democrática, sustentável e social. Na nossa coluna «Uma pergunta a...», pedimos a cada um dos relatores que nos explicasse o que está em jogo nestas eleições e por que razão todos devem usar o seu voto em junho.

Christa Schweng, antiga presidente do CESE e membro do Grupo dos Empregadores do CESE

As eleições europeias são o acontecimento que permite aos europeus decidir quem estará ao leme da nossa União Europeia durante os próximos cinco anos. Desta vez, terão lugar num contexto geopolítico em profunda mudança, marcado pela guerra injustificada contra a Ucrânia, à nossa porta. Países que anteriormente eram inimigos estão a formar novas alianças e estão a tornar-se hostis ao nosso modo de vida. O estado da democracia é, no mínimo, preocupante, uma vez que se pode observar um retrocesso democrático a nível mundial. O Estado de direito e a liberdade de imprensa estão em declínio, para citar apenas dois dos indicadores mais comuns. Em toda a Europa, assistimos a um aumento dos ataques contra as democracias liberais. Em vários Estados-Membros, os valores europeus fundamentais foram prejudicados, o espaço cívico reduzido e as liberdades dos meios de comunicação social restringidas.

A desinformação e as notícias falsas provocam divisões na nossa sociedade e geram desconfiança e ódio.

A UE assenta nos valores comuns de democracia, proteção dos direitos humanos, liberdade de expressão, Estado de direito, tolerância, justiça, não discriminação, igualdade, solidariedade e participação democrática. Estes valores nunca devem ser considerados um dado adquirido; devem ser continuamente reforçados, defendidos e protegidos.

As eleições europeias constituem uma oportunidade para demonstrar que zelamos pela democracia e pelos nossos valores fundamentais, razão pela qual é importante que os europeus exerçam o seu direito de voto.

Cinzia del Rio, membro do Grupo dos Trabalhadores do CESE

Apelamos aos cidadãos para que votem pela Europa, pelo projeto europeu, por uma Europa mais integrada e solidária. A União Europeia assenta em valores e princípios, no Estado de direito, nos direitos e na participação, todos eles não negociáveis, uma vez que representam os alicerces da nossa democracia e são os elementos fundamentais do nosso modelo de crescimento inclusivo e sustentável. E temos de proteger os nossos alicerces democráticos.

Hoje a Europa enfrenta novos desafios, pois tem de:

  • fazer face a um contexto geopolítico fragmentado e caracterizado por conflitos, com novos intervenientes e concorrentes económicos e políticos a nível mundial;
  • apoiar as transições ecológica, digital e demográfica, bem como a mudança tecnológica, a inovação e o desenvolvimento da inteligência artificial com uma abordagem centrada no ser humano, associando simultaneamente os jovens a estes processos;
  • construir uma política industrial europeia comum renovada, acompanhada de novos instrumentos financeiros comuns;
  • assegurar o investimento social, a fim de aplicar plenamente o Pilar Europeu dos Direitos Sociais, melhorar a coesão social, criar empregos de qualidade e combater a pobreza, as desigualdades e a exclusão social.

Nenhum país da UE pode enfrentar sozinho estes desafios. Apelamos aos cidadãos para que usem o seu voto para assegurar uma maior integração da União Europeia, que permita construir e manter uma paz duradoura e preservar o nosso modelo económico e social.

Ioannis Vardakastanis, membro do Grupo das Organizações da Sociedade Civil do CESE

As próximas eleições para o Parlamento Europeu são extremamente importantes para o futuro da nossa União e para o nosso continente no seu conjunto. O que está em jogo é a essência da UE – a nossa unidade, democracia, competitividade, sustentabilidade e justiça social. É fundamental que os cidadãos da UE exerçam o seu direito de voto, uma vez que o Parlamento molda diretamente a UE de amanhã.

A UE simboliza cooperação e oportunidades e assegura a paz, a democracia, a inclusividade e a prosperidade. No entanto, os desafios com que os cidadãos se deparam, como o aumento do custo de vida e do preço da energia, as alterações climáticas e os conflitos, fizeram aumentar as inseguranças entre os europeus, o que exige soluções pan-europeias unificadas.

O nacionalismo não oferece respostas. Precisamos de colaboração, de solidariedade e de um diálogo civil eficaz para abordar estas questões e preservar os nossos valores democráticos. A UE deve também assumir um papel de liderança a nível mundial, promovendo a paz, o multilateralismo e a proteção do ambiente. A transição para uma economia digital e ecológica é indispensável. A inclusividade é fundamental. Todos os cidadãos devem poder participar na definição do nosso futuro. Enquanto membros do Comité Económico e Social Europeu, estamos empenhados nestes princípios. O seu voto é crucial para moldar o futuro da nossa União. Temos de juntar forças por uma UE democrática, competitiva, sustentável e social. O seu voto é importante – use-o para assegurar um futuro melhor na Europa!

O texto da resolução está disponível na página Web do CESE dedicada às eleições europeias.

A desinformação triunfará se aqueles a quem se destina forem permeáveis

Conversámos com o jornalista franco-georgiano Régis Genté sobre as questões que mais suscitam preocupação na perspetiva das eleições europeias de 2024: a ascensão da extrema-direita, a desmotivação dos jovens e a desinformação. Especialista em política na região pós-soviética, Régis Genté colabora com meios de comunicação social de referência, como a Radio France Internationale, o canal de televisão France 24 e o jornal Le Figaro.

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Conversámos com o jornalista franco-georgiano Régis Genté sobre as questões que mais suscitam preocupação na perspetiva das eleições europeias de 2024: a ascensão da extrema-direita, a desmotivação dos jovens e a desinformação. Especialista em política na região pós-soviética, Régis Genté colabora com meios de comunicação social de referência, como a Radio France Internationale, o canal de televisão France 24 e o jornal Le Figaro.

CESE Info: Considera que o crescimento dos partidos de extrema-direita em toda a Europa terá impacto no resultado das eleições europeias?

Não sou, de todo, perito na extrema-direita na Europa, mas olhando para os dados de que dispomos no meu país (França) tenho de reconhecer que a extrema-direita está à frente nas sondagens. As eleições europeias constituem um meio político para os cidadãos europeus enviarem aos seus políticos uma mensagem sobre o seu próprio país. Os cidadãos europeus pensam, em primeiro lugar, sobre a situação política no seu país e só depois sobre a situação na Europa. Portanto, sim, os partidos de extrema-direita terão provavelmente impacto nestas eleições, num contexto em que o debate sobre as questões relativas à soberania por oposição à integração europeia está a ganhar preponderância.

Considera que os jovens estão motivados para participar nas eleições europeias?

Responderei a essa questão enquanto cidadão comum que vive num território pós-soviético há 22 anos e como alguém que, muitas vezes, também fala com jovens na Europa. Não, não estão muito motivados para votar. O mesmo se passa na Geórgia, onde vivo. Os jovens estão politizados, mas não a favor de um partido pró-governo ou da oposição. Querem participar na vida política do seu país, mas recusam-se a votar porque nenhum partido nem nenhum dirigente partidário os representa verdadeiramente. É uma posição interessante que respeito, porque pode abrir as portas a uma forma diferente de fazer política, que vá além da democracia representativa e dos partidos. Mas, entretanto, deixa a arena política aos políticos e às várias forças políticas... sem que os jovens nela participem.

Até que ponto a desinformação pode influenciar os eleitores nas próximas eleições europeias?

A desinformação triunfará se aqueles a quem se destina – na ocorrência, nós, europeus – forem permeáveis. A desinformação russa não cria problemas, serve-se dos que já existem. E todos nós estamos conscientes de que as nossas sociedades estão atualmente a atravessar uma profunda crise política e moral. Isto significa que, infelizmente, o terreno é fértil para que a desinformação frutifique. No entanto, sinto que, enquanto europeus e cidadãos do mundo, estamos agora mais conscientes e conhecedores da forma de lidar com as notícias nos média sociais. Aprendemos muito nesta última década. Sabemos um pouco melhor como filtrar as notícias nas plataformas dos média sociais, uma vez que estamos cientes de que estas são um espaço propício à manipulação e à disseminação de notícias falsas. Não devemos ser demasiado pessimistas, porque esse estado de alma já nos tornou vítimas da desinformação. As sociedades deixaram de ser ingénuas e as pessoas estão cientes de que alguns países e intervenientes políticos podem utilizar os média sociais para manipular a opinião pública. Eu diria que apenas uma minoria de pessoas está ativa nos média sociais; a grande maioria da população média, formada, tende a manter-se silenciosa. E este número significativo de pessoas não está a engolir tudo o que é escrito nos média sociais.

Editores

Ewa Haczyk-Plumley (editor-in-chief)
Laura Lui (ll)

Colaboraram nesta edição

Daniela Vincenti (dv)
Ewa Haczyk-Plumley (ehp)
Agata Berdys (ab)
Giorgia Battiato (gb)
Jasmin Kloetzing (jk)
Katerina Serifi (ks)
Katharina Radler (kr)
Laura Lui (ll)
Marco Pezzani (mp)
Margarita Gavanas (mg)
Margarida Reis (mr)
Millie Tsoumani (mt)
Pablo Ribera Paya (prp)
Simran Grewal (sg)
Thomas Kersten (tk)

Coordination

Agata Berdys (ab)
Giorgia Battiato (gb)

 

 

Endereço

European Economic and Social Committee
Jacques Delors Building,
99 Rue Belliard,
B-1040 Brussels, Belgium
Tel. (+32 2) 546.94.76
Email: eescinfo@eesc.europa.eu

EESC info is published nine times a year during EESC plenary sessions. EESC info is available in 24 languages
EESC info is not an official record of the EESC’s proceedings; for this, please refer to the Official Journal of the European Union or to the Committee’s other publications.
Reproduction permitted if EESC info is mentioned as the source and a link  is sent to the editor.
 

April 2024
04/2024

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