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SEPTEMBER 2024 | PT

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Editorial

Editorial

Valores desportivos permanecem intemporais: unem pessoas e países 

Caras leitoras, Caros leitores,

O CESE lançou a iniciativa «A união faz a força – pelos valores desportivos» para apoiar os valores promovidos pelos Jogos Olímpicos de Paris de 2024, da perspetiva da sociedade civil. A iniciativa pôs em evidência o trabalho do Comité, que sempre esteve na vanguarda da promoção do desporto como força positiva em prol de valores sadios em todos os setores da sociedade. 

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Valores desportivos permanecem intemporais: unem pessoas e países

Caras leitoras, Caros leitores,

O CESE lançou a iniciativa «A união faz a força – pelos valores desportivos» para apoiar os valores promovidos pelos Jogos Olímpicos de Paris de 2024, da perspetiva da sociedade civil. A iniciativa pôs em evidência o trabalho do Comité, que sempre esteve na vanguarda da promoção do desporto como força positiva em prol de valores sadios em todos os setores da sociedade. 

Com esta iniciativa, gostaríamos de evocar simbolicamente a ideia de trégua, introduzida pela primeira vez nos Jogos Olímpicos da Grécia Antiga, que remontam ao século IX. A trégua, ou «ekecheiria» em grego, durante o desenrolar dos jogos era um período de paz entre cidades-estado em guerra que permitia aos atletas e espetadores participarem com segurança nos jogos.

Tendo em conta o frágil panorama geopolítico atual, dominado por conflitos e turbulências políticas em toda a Europa e noutras partes do mundo, a ideia de trégua afigura-se mais oportuna do que nunca.

Além disso, queremos apoiar os valores desportivos, que permanecem intemporais. Como afirmou Nelson Mandela, o desporto pode criar esperança onde antes havia desespero. Os valores que defendemos têm o poder de mudar o mundo e de unir pessoas e países num espírito de paz e harmonia, prevalecendo o respeito e a amizade.

Neste contexto, lançámos uma breve campanha que reflete os três valores originais de excelência, respeito e amizade, que evoluíram ao longo do tempo e passaram a incluir também as pessoas com deficiência.

A sociedade civil organizada tem defendido a construção de um mundo pacífico e melhor, educando os jovens através da prática do desporto, livre de qualquer tipo de discriminação, o que requer uma compreensão mútua num espírito de amizade, solidariedade e desportivismo.

Desde o início dos Jogos de Paris, publicámos artigos, gráficos, mensagens de vídeo e declarações dos nossos membros no sítio Web do CESE e nas plataformas das redes sociais em que o CESE está presente. A campanha prosseguiu durante os Jogos Paralímpicos, salientando que esta grande celebração desportiva deixa uma marca indelével na sociedade e transmitindo mensagens fortes em prol da igualdade de oportunidades e da igualdade de tratamento.

Os valores desportivos dos Jogos de Paris estão em plena consonância com os valores europeus da liberdade, da paz, da diversidade e da inclusão. Estes valores devem ser os princípios orientadores da nossa vida quotidiana, em que as divergências e os conflitos devem ser abordados através do diálogo e do respeito mútuo.

O CESE, a casa da sociedade civil organizada, sempre defendeu estes valores, bem como uma sociedade mais inclusiva, justa e coesa, que assegure a igualdade de oportunidades e a participação ativa de todos os seus membros.

#Paris2024

Com os melhores cumprimentos, 

Laurenţiu Plosceanu

Vice-presidente responsável pela Comunicação 

Agenda

23 de setembro de 2024 

Cerimónia de atribuição dos prémios europeus da produção biológica 

24 de setembro de 2024 

Conferência anual do GSE 

17-18 de outubro de 2024 

Seminário Conectar a UE 

23-24 de outubro de 2024 

Reunião plenária do CESE e Fórum de Alto Nível sobre o Alargamento da UE

One question to…

What is the value of the Paralympics and how do they and other sports competitions help break down the walls for people with disabilities? 

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What is the value of the Paralympics and how do they and other sports competitions help break down the walls for people with disabilities? 

EESC member Pietro Barbieri writes about the history of sports competitions for people with disabilities and how the two Olympics – the one held in Seoul in 1988 and the other in London in 2012 – brought the much needed change in the perception of disability. We finally entered a world of sport practised by all for all. 

O fim da invisibilidade dos atletas paralímpicos: como os Jogos Olímpicos de Seul e Londres fizeram história

Por Pietro Vittorio Barbieri

O desporto adaptado teve origem no período pós-guerra, para tornar a fisioterapia mais atrativa e agradável. Através da prática desportiva e do lazer, as pessoas redescobriam a alegria de viver e ultrapassavam acontecimentos traumáticos, habituando-se à sua nova condição ou aprendendo a aceitar as suas limitações congénitas.

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Por Pietro Vittorio Barbieri

O desporto adaptado teve origem no período pós-guerra, para tornar a fisioterapia mais atrativa e agradável. Através da prática desportiva e do lazer, as pessoas redescobriam a alegria de viver e ultrapassavam acontecimentos traumáticos, habituando-se à sua nova condição ou aprendendo a aceitar as suas limitações congénitas.

Os dois objetivos principais do desporto adaptado consistiam em reforçar a autonomia física de cada indivíduo e em ajudá-lo a recuperar uma identidade autêntica e robusta. Operava-se assim a transição de um paradigma centrado na reabilitação para um paradigma centrado na capacitação. Ou seja, dava-se poder às pessoas que o tinham perdido ou que se sentiam desde sempre incapazes. O poder sobre si próprio e as suas próprias decisões, que constitui o núcleo dos direitos humanos.

A forma mais natural de capacitar as pessoas passa pela sua imagem social, isto é, pela forma como são vistas pelos outros. O caminho de recuperação pessoal surge imediatamente associado à comunidade em que os indivíduos vivem. Neste contexto, a prática desportiva é um meio para as pessoas com deficiência reivindicarem os seus direitos fundamentais e a sua dignidade.

Este processo foi em grande parte feito às cegas, com base nos esforços pioneiros de algumas pessoas na década de 1960 cuja importância só hoje é devidamente reconhecida. No entanto, é a essas pessoas que se devem os progressos atuais, que levaram várias décadas a alcançar. Um exemplo foi a árdua luta pelo reconhecimento da capacidade desportiva dos atletas paralímpicos.

A este respeito, os Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, ocupam um lugar de destaque na História. Este evento desportivo constituiu o ponto culminante da batalha pelo reconhecimento das pessoas com deficiência no mundo do desporto, um setor em que o estigma, associado a ideais físicos, sensoriais e mentais, era tão grande que originava obstáculos superiores aos da inclusão no mundo do trabalho, em que prevalecia um preconceito de falta de produtividade. Nesses Jogos Olímpicos históricos, por decisão do Comité Olímpico Internacional, as competições para atletas com deficiência foram alternadas com competições para pessoas sem deficiência. Tratou-se, no entanto, de uma experiência isolada, porque as questões organizacionais – em especial as relacionadas com a acessibilidade – dificultaram a prossecução dessa via. Embora possa ser discutível, esta escolha deu origem aos Jogos Paralímpicos tal como hoje os conhecemos, que dão o devido reconhecimento aos esforços desportivos dos atletas paralímpicos. Finalmente o mundo do desporto abria-se a todas as pessoas. Iniciava-se uma nova era.

O novo desafio era agora como tornar o desporto paralímpico apelativo para o maior número de pessoas, quer nos estádios, quer na televisão. Em Seul, em 1988, os comentadores televisivos estavam tão afastados da realidade paralímpica que nem sequer sabiam os nomes dos atletas favoritos em cada competição individual. Como se pode imaginar, os resultados foram desastrosos. Com o tempo, os jornalistas desportivos passaram a acompanhar o percurso dos atletas com deficiência, o que foi fundamental para alterar a narrativa associada a estes desportistas.

Os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, constituem outro marco histórico. A sua organização impecável, bem como a forte divulgação televisiva, sobretudo no Reino Unido, resultaram em estádios cheios em todas as competições. Foi também em Londres que, graças à nova narrativa jornalística, alguns atletas paralímpicos alcançaram a fama, tal como os seus congéneres olímpicos.

O mundo mudou desde a década de 1950. As pessoas com deficiência conquistaram coletivamente um certo grau de visibilidade. Esperamos que o que sucedeu no mundo do desporto se repita em todos os domínios da vida das pessoas e que, tal como almejado pela Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, se verifique uma mudança de paradigma. No desporto, apesar de tudo, essa mudança já ocorreu.

O convidado surpresa

O nosso convidado surpresa é Pyrros Dimas, triplo vencedor de uma medalha de ouro olímpica e ex-halterofilista grego, que nos disse o que mais lhe interessa quando vê os Jogos Olímpicos. Apesar de os Jogos Olímpicos terem mudado de muitas formas ao longo do tempo, os princípios olímpicos e as emoções dos atletas concorrentes mantêm-se inalterados. 

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O nosso convidado surpresa é Pyrros Dimas, triplo vencedor de uma medalha de ouro olímpica e ex-halterofilista grego, que nos disse o que mais lhe interessa quando vê os Jogos Olímpicos. Apesar de os Jogos Olímpicos terem mudado de muitas formas ao longo do tempo, os princípios olímpicos e as emoções dos atletas concorrentes mantêm-se inalterados.

Pyrros Dimas é vice-presidente da Federação Internacional de Halterofilismo e treinador da equipa dos EUA. Conquistou três medalhas de ouro olímpicas e uma de bronze. Foi deputado ao Parlamento grego e presidente da Federação Helénica de Halterofilismo.

 

 

O que observo nos Jogos Olímpicos

Sou um homem de sorte. Com os Jogos Olímpicos de Paris, são já nove as edições deste evento em que participo, tendo sido a primeira em Barcelona, em 1992. Em quatro delas, fui um dos atletas a subir ao pódio. Vivi as outras cinco de todas as perspetivas possíveis: como espetador, como membro da Federação Internacional de Halterofilismo e como treinador da equipa nacional dos Estados Unidos da América. 

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Sou um homem de sorte. Com os Jogos Olímpicos de Paris, são já nove as edições em que participo, tendo sido a primeira em Barcelona, em 1992. Em quatro delas, fui um dos atletas a subir ao pódio. Vivi as outras cinco de todas as perspetivas possíveis: como espetador, como membro da Federação Internacional de Halterofilismo e como treinador da equipa nacional dos Estados Unidos da América. Durante estas décadas em que me movimentei pelos círculos olímpicos, fui testemunha de muitas mudanças. Além do local onde são organizados, as características dos Jogos Olímpicos também mudaram. A evolução na cobertura televisiva permitiu que os espetadores se aproximassem dos atletas, passando a conseguir ver as emoções no seu rosto. A introdução de novos desportos no programa olímpico atraiu públicos jovens e familiarizou-nos com disciplinas que ainda não conhecíamos. Ao mesmo tempo, o conceito de segurança recorda-nos a todos que vivemos num mundo imprevisível, em tempos conturbados.

Tudo está, pois, a mudar nos Jogos Olímpicos. Tudo, exceto os princípios do olimpismo e os sonhos dos atletas participantes. No mundo de hoje, os ideais olímpicos são mais importantes do que nunca. Além disso, muitas vezes, o olimpismo está à frente do seu tempo. Conceitos como a inclusão, a aceitação da diversidade e a coexistência em harmonia constituem o espírito olímpico há décadas, muito antes de entrarem no debate público. No entanto, enquanto desportista e enquanto atleta olímpico que conhece a dor causada pela participação num desporto competitivo de tão alto nível, concentro-me principalmente nos atletas. Para muitos destes jovens, os Jogos Olímpicos representam o objetivo da sua existência: dão significado às suas vidas e moldam os seus sonhos. Por este motivo, e para mim pessoalmente, assistir aos Jogos Olímpicos não tem a ver com o painel das pontuações nem com a lista de classificação, mas com as expressões no rosto dos atletas. A alegria e a tristeza. As suas lágrimas e os seus gritos de jubilação. Tem a ver com os seres humanos que lutam para se superarem a si próprios.

DIRETO AO ASSUNTO

Na nossa coluna «Direto ao assunto», o relator do Parecer do CESE – Hidrogénio – Infraestruturas, necessidades de desenvolvimento, financiamento, utilização e limites, Thomas Kattnig, enumera as condições cruciais a cumprir para que o setor europeu do hidrogénio tenha um futuro radioso. 

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Na nossa coluna «Direto ao assunto», o relator do Parecer do CESE – Hidrogénio – Infraestruturas, necessidades de desenvolvimento, financiamento, utilização e limites, Thomas Kattnig, enumera as condições cruciais a cumprir para que o setor europeu do hidrogénio tenha um futuro radioso. 

Expandir, certificar, financiar – o hidrogénio como pedra angular de um futuro verde

Por Thomas Kattnig

O hidrogénio verde é uma pedra angular da nossa transição energética, pelo que a sua rápida implantação é extremamente importante para o futuro sistema energético, bem como para o bem-estar social e económico da UE. 

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Por Thomas Kattnig

O hidrogénio verde é uma pedra angular da nossa transição energética, pelo que a sua rápida implantação é extremamente importante para o futuro sistema energético, bem como para o bem-estar social e económico da UE.

Contudo, o estabelecimento da oferta, da procura, das infraestruturas e da produção no que diz respeito ao hidrogénio implica vários desafios. O hidrogénio é dispendioso e depende de condições-quadro adequadas. Por um lado, temos, em primeiro lugar, de direcionar a sua utilização para setores cuja eletrificação é difícil e de o utilizar como meio de armazenamento de energia. Por outro lado, temos de assegurar a criação das condições necessárias para uma expansão rápida e eficiente das infraestruturas de hidrogénio.

Neste contexto, são particularmente importantes três aspetos:

  1. Há que assegurar o financiamento necessário da infraestrutura. Uma vez que a construção de uma infraestrutura de transportes implicará custos significativos, o CESE salienta a importância de uma afetação eficiente dos recursos, que exigirá um planeamento inteligente e integrado, incluindo além-fronteiras, e um regime regulamentar que permita os investimentos necessários na infraestrutura, promovendo simultaneamente a sustentabilidade ambiental do sistema energético no seu conjunto e protegendo os utilizadores da rede de tarifas de rede excessivas. Ao mesmo tempo, há que evitar por absoluto encargos adicionais sob a forma da subsidiação cruzada das redes de hidrogénio pelos utilizadores da rede de gás. Este aspeto é especialmente importante, uma vez que os futuros utilizadores da infraestrutura da rede de hidrogénio diferem consideravelmente dos atuais utilizadores da rede de gás. Por conseguinte, é importante aplicar, tanto quanto possível, o princípio do utilizador-pagador e, assim, assegurar que as infraestruturas de hidrogénio sejam financiadas principalmente pelos utilizadores das mesmas.
  2. Além do financiamento, cabe garantir a mão de obra necessária à expansão e à produção. A par da criação de novos empregos de qualidade, importa em especial reafetar os atuais trabalhadores. Para que isso aconteça os trabalhadores atuais terão de receber formação adequada, bem como ações de requalificação e melhoria de competências, e a mão de obra terá de ser mantida através da oferta de boas condições de trabalho. Neste contexto, os operadores de rede têm de estar vinculados pelas convenções coletivas aplicáveis e as condições de trabalho têm de ser melhoradas, a fim de atrair mão de obra qualificada. O CESE advoga, por isso, um diálogo social eficaz e conclusivo no setor do gás, tanto a nível europeu como nacional.
  3. A certificação uniforme, rastreável e obrigatória do hidrogénio produzido deve ser assegurada por um sistema de certificação central da UE. Além dos critérios ecológicos, esses sistemas de certificação também devem prever normas sociais, que devem incluir condições de trabalho justas e seguras, bem como o respeito pelos direitos laborais, sociais e sindicais.

Por conseguinte, o CESE insta a Comissão a rever a estratégia para o hidrogénio, que foi – e bem – criticada pelo Tribunal de Contas Europeu. Em colaboração com a sociedade civil a nível nacional e europeu, cabe assegurar a elaboração de uma estratégia abrangente que tenha em conta a certificação, o financiamento, as necessidades em matéria de mão de obra, a promoção e a defesa dos consumidores. Só assim será possível promover um futuro risonho para o setor europeu do hidrogénio.

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Descubra o Passaporte Europeu para a Democracia – o seu guia para a cidadania ativa

Entre numa viagem que lhe dá poderes para exercer uma cidadania europeia mais informada, participativa e ativa. Quer seja estudante, jovem profissional ou membro ativo da comunidade, o Passaporte Europeu para a Democracia do CESE abre-lhe o caminho para explorar todo o potencial dos seus direitos cívicos. 

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Entre numa viagem que lhe dá poderes para exercer uma cidadania europeia mais informada, participativa e ativa. Quer seja estudante, jovem profissional ou membro ativo da comunidade, o Passaporte Europeu para a Democracia do CESE abre-lhe o caminho para explorar todo o potencial dos seus direitos cívicos.

Este passaporte inclui fichas informativas, informações de base, guias e um navegador para todos os aspetos da democracia europeia moderna, incluindo ferramentas para os vários instrumentos de participação e um manual pormenorizado sobre a Iniciativa de Cidadania Europeia.

Tem interesse na nova edição (2023-2024) da brochura sobre o Passaporte Europeu para a Democracia? Escreva-nos e nós encarregamo-nos do seu envio. A brochura está agora disponível nas 24 línguas da UE.

Pode também consultar a nossa versão digital interativa em inglês, francês ou alemão (serão acrescentadas mais línguas gradualmente). Entre num mundo em que a sua voz realmente importa!  (ep)

Notícias do CESE

Prémios europeus da produção biológica: 24 projetos pré-selecionados para a edição de 2024

Anunciados os finalistas dos prémios europeus da produção biológica de 2024: 24 projetos de 12 países da UE em oito categorias. Os vencedores serão revelados numa cerimónia que terá lugar em Bruxelas, em 23 de setembro, por ocasião das comemorações anuais do Dia Biológico da UE.

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Anunciados os finalistas dos prémios europeus da produção biológica de 2024: 24 projetos de 12 países da UE em oito categorias. Os vencedores serão revelados numa cerimónia que terá lugar em Bruxelas, em 23 de setembro, por ocasião das comemorações anuais do Dia Biológico da UE. 

Os prémios europeus da produção biológica, atualmente na sua terceira edição, distinguem projetos inovadores e sustentáveis que acrescentem valor significativo à produção e ao consumo biológicos, proporcionando aos vencedores uma plataforma para dar a conhecer as suas boas práticas a um público mais vasto. 

São organizados pela Comissão Europeia, pelo Comité Económico e Social Europeu (CESE), pelo Comité das Regiões Europeu (CR), pelo COPA-COGECA, pela IFOAM Organics Europe, pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da UE. O júri é composto por sete membros nomeados por estes órgãos. 

Fazem parte da lista de finalistas: 

  • Melhor Agricultora Biológica: Blagovesta Vasilieva (Bulgária), Caroline Devillers (Bélgica), Reinhild Frech-Emmelmann (Áustria) 
  • Melhor Agricultor Biológico: Gianpaolo Mancini (Itália), Tommi Hasu (Finlândia), Benny Schöpf (Alemanha) 
  • Melhor Região Biológica: Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega e Barroso (Portugal), Castela-Mancha (Espanha), Savónia do Sul (Finlândia) 
  • Melhor Cidade Biológica: BioStadt Bremen (Alemanha), Cascais (Portugal), Las Rozas (Espanha) 
  • Melhor «Biodistrito»: Distretto del Cibo Monregalese (Itália), Biorregião de São Pedro do Sul (Portugal), Biodistrito de Sörmland (Suécia) 
  • Melhor PME de Transformação de Produtos Alimentares Biológicos: Biologon GmbH (Áustria), Gino Girolomoni Cooperativa Agricola (Itália), Organic veggie food GmbH (Alemanha) 
  • Melhor Loja de Produtos Alimentares Biológicos: BIOGAST GmbH (Áustria), Coolanowle Organic Meats (Irlanda), SAiFRESC (Espanha) 
  • Melhor Restaurante/Serviço de Restauração Biológico: B2 Bio pur GmbH (Alemanha), Biohotel St. Daniel (Eslovénia), Kalf & Hansen (Suécia) 

Na UE, a produção biológica abrange 17 milhões de hectares (10,5% das terras agrícolas em 2022) e o objetivo é alcançar a meta fixada no Pacto Ecológico Europeu, ou seja, 25% das terras agrícolas até 2030. É crucial sensibilizar mais o público e aumentar a procura por parte dos consumidores. Os prémios europeus da produção biológica, criados em 2022 no âmbito do Plano de Ação para o Desenvolvimento da Produção Biológica, reconhecem a excelência ao longo de toda a cadeia de valor biológica, da agricultura aos serviços de restauração, dando a conhecer melhor as práticas biológicas. (ks)

Não aos estágios não remunerados: nenhum estagiário deve trabalhar gratuitamente

Quase metade dos mais de três milhões de estagiários na UE não recebe qualquer compensação e quase um terço não tem acesso a proteção social.

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Quase metade dos mais de três milhões de estagiários na UE não recebe qualquer compensação e quase um terço não tem acesso a proteção social.

Em julho, o Comité Económico e Social Europeu (CESE) realizou um debate de alto nível sobre a melhoria da legislação da UE em matéria de estágios, no contexto dos apelos da sociedade civil e das organizações de juventude no sentido de pôr termo à prática generalizada de os estagiários trabalharem gratuitamente e não terem acesso a proteção social nem a outros direitos laborais e sociais.

Na reunião plenária, que contou com a presença do comissário do Emprego e Direitos Sociais, Nicolas Schmit, o CESE acolheu favoravelmente as propostas mais recentes da Comissão destinadas a melhorar a qualidade dos estágios na Europa – a Diretiva Estágios e o Quadro de Qualidade para os Estágios reforçado.

Não obstante, o CESE instou os colegisladores a reforçarem as propostas de modo a evitar que os estágios sejam utilizados de forma abusiva como fonte de mão de obra barata ou de substituição de postos de trabalho de início de carreira. Salientou a importância de uma compensação justa para os estagiários e de cobrir as despesas de subsistência em que incorrem quando participam num estágio.

O presidente do CESE, Oliver Röpke, afirmou que «os estágios são um instrumento fundamental que permite aos jovens adquirir experiência profissional em primeira mão. Temos de garantir que nenhum jovem fica excluído de tais oportunidades devido a restrições financeiras. É por esta razão que os estágios devem oferecer compensações justas. Temos de combater os estágios abusivos na Europa, e agradeço à Comissão as suas propostas para alcançar este objetivo».

O comissário Nicolas Schmit afirmou que «os estágios podem ser uma excelente forma de os jovens adquirirem experiência profissional inicial, desenvolverem novas competências e construírem a sua rede. Não obstante, os estágios devem ser de qualidade. Isto significa que deve existir um objetivo claro de aprendizagem, devem ser remunerados, e os estagiários devem ser acompanhados e receber orientação para os ajudar a transitar para o mundo do trabalho».

No seu Parecer – Diretiva Estágios e Quadro de Qualidade para os Estágios reforçado, o CESE sublinhou o papel fundamental desempenhado pelas autoridades competentes na luta contra as relações de trabalho regulares disfarçadas de estágios. Os parceiros sociais podem desempenhar um papel fundamental nestes esforços, em consonância com as práticas nacionais existentes.

«É essencial melhorar o Quadro de Qualidade para os Estágios em toda a Europa, especialmente no tocante ao reforço dos conteúdos de aprendizagem e formação, bem como combater a utilização abusiva dos estágios. Por conseguinte, apelamos à Comissão para que melhore as propostas apresentadas, a fim de garantir o cumprimento destes objetivos», declarou a relatora do parecer, Nicoletta Merlo. (ll)

 

CESE pronto para colaborar com Presidência húngara do Conselho da UE

Na reunião plenária de julho do CESE, teve lugar um debate com János Bóka, ministro húngaro dos Assuntos da União Europeia, que apresentou as principais prioridades da Presidência húngara do Conselho da UE.

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Na reunião plenária de julho do CESE, teve lugar um debate com János Bóka, ministro húngaro dos Assuntos da União Europeia, que apresentou as principais prioridades da Presidência húngara do Conselho da UE. 

A Hungria assume a Presidência rotativa num momento delicado para a Europa, marcado por uma transição política nas suas instituições e por desafios extraordinários para a União. «A Presidência húngara do Conselho de 2024 surge num período de múltiplas crises», afirmou János Bóka. «Temos uma guerra às nossas portas, a competitividade europeia está em declínio, avolumam-se as tensões nas relações comerciais da UE, confrontamo-nos com desafios demográficos e com a migração descontrolada, e os agricultores europeus veem as suas perspetivas piorar.» 

Sublinhando que o Comité sempre teve uma cooperação profícua com as presidências do Conselho, o presidente do CESE, Oliver Röpke, falou sobre o papel da instituição enquanto guardiã dos valores europeus: «O CESE está empenhado em colaborar estreitamente com a Presidência húngara a fim de garantir que a UE toma medidas para dar resposta às prioridades que os europeus consideram mais urgentes. Seremos parceiros indispensáveis, mas também críticos diretos e construtivos. Faremos chegar a voz forte da sociedade civil à Presidência húngara.» 

Alguns membros do CESE manifestaram a sua preocupação com a posição da Hungria sobre a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, o respeito pelo Estado de direito na UE e a redução do espaço da sociedade civil na Hungria. János Bóka afirmou que a Presidência húngara está plenamente consciente das suas responsabilidades e subscreveu a posição comum da UE sobre a Ucrânia e o Estado de direito e os valores europeus. A Presidência húngara já solicitou ao CESE dez pareceres exploratórios. Para mais informações sobre as atividades do CESE durante a Presidência húngara, consulte o sítio Web do CESE. (mp)

CESE adverte desde já para o impacto do alargamento da UE na agricultura

O CESE adverte desde já para o impacto do próximo alargamento da UE no setor agrícola. Este novo alargamento decorre num contexto de importantes desafios mundiais, como as mudanças geopolíticas, as alterações climáticas e as transições energética e ambiental. O CESE salienta a importância de os novos membros se prepararem adequadamente e respeitarem os valores europeus antes de aderir à UE.

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O CESE adverte desde já para o impacto do próximo alargamento da UE no setor agrícola. Este novo alargamento decorre num contexto de importantes desafios mundiais, como as mudanças geopolíticas, as alterações climáticas e as transições energética e ambiental. O CESE salienta a importância de os novos membros se prepararem adequadamente e respeitarem os valores europeus antes de aderir à UE. 

Na sua reunião plenária de julho, o CESE adotou um parecer em que chama a atenção para a complexidade do processo de alargamento e insiste na necessidade de assegurar que o setor agrícola dos Estados-Membros e dos países candidatos esteja preparado para as mudanças, seja sustentável e receba um apoio equilibrado. O próximo alargamento visa reforçar a autonomia estratégica da UE e reduzir o impacto ambiental da agricultura. No entanto, importa sublinhar que, no passado, os alargamentos tiveram resultados díspares, beneficiando frequentemente as grandes empresas agrícolas em detrimento das explorações agrícolas de menor dimensão localizadas no meio rural. 

Este facto foi salientado pelo relator do parecer, Stoyan Tchoukanov, que observou que, embora os alargamentos anteriores tenham sido, de um modo geral, bem-sucedidos, as zonas rurais e os pequenos agricultores beneficiaram muito menos do processo, pelo que se impõe uma gestão cuidadosa do sistema agrícola, para evitar perturbações. 

A fim de combater a eventual desinformação e assegurar uma integração harmoniosa, o CESE defende a recolha exaustiva de dados e o acompanhamento das reformas agrícolas. Os países candidatos terão de se adaptar à evolução da política agrícola comum (PAC), que atualmente coloca a tónica nos serviços ecossistémicos face aos apoios tradicionais. Espera-se que o alargamento aumente significativamente a superfície agrícola da UE, nomeadamente através da adesão da Ucrânia, que, por si só, resultaria num aumento de um quarto. 

O CESE recomenda uma abordagem de integração gradual, que preveja orçamentos específicos para apoiar os subsetores agrícolas mais afetados, e em particular as PME. As futuras reformas da PAC devem centrar-se na sustentabilidade, substituindo os subsídios baseados na superfície em hectares por incentivos financeiros associados a serviços que beneficiem o ambiente e a sociedade. 

Em termos gerais, o CESE apela para um processo de alargamento cauteloso e devidamente apoiado, a fim de assegurar que todos os Estados-Membros sejam beneficiados e que as práticas agrícolas da UE continuem a ser sustentáveis e equitativas num contexto de crescentes tensões geopolíticas.

CESE reclama mais medidas para reforçar capacidades da UE no domínio dos materiais avançados

O CESE criticou o atual plano da Comissão Europeia para os materiais avançados pela falta de financiamento, de metas quantificáveis e de indicadores de sustentabilidade. No seu parecer sobre a comunicação da Comissão, defende uma estratégia global para colocar a UE na liderança mundial neste setor vital.

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O CESE criticou o atual plano da Comissão Europeia para os materiais avançados pela falta de financiamento, de metas quantificáveis e de indicadores de sustentabilidade. No seu parecer sobre a comunicação da Comissão, defende uma estratégia global para colocar a UE na liderança mundial neste setor vital. 

«Os materiais avançados são cruciais para a indústria, o crescimento económico e a sustentabilidade da UE. Precisamos de indicadores de sustentabilidade em todos os processos de produção e assegurar que dispomos das competências adequadas e de mão de obra qualificada», afirmou Anastasis Yiapanis, relator do parecer. 

O Comité Económico e Social Europeu (CESE) alerta para o facto de o plano da Comissão carecer da ambição e das metas específicas necessárias para garantir a liderança industrial da UE. O correlator Gerardo Arroyo Herranz salienta a ausência de metas quantificáveis, prazos e indicadores-chave de desempenho. O CESE solicita uma abordagem ambiciosa e estratégica para reforçar as capacidades da UE no domínio dos materiais avançados e propõe que os cuidados de saúde sejam considerados um setor estratégico neste contexto devido ao seu impacto industrial significativo. 

Uma das principais recomendações preconiza a transição para uma economia circular, a fim de reduzir a dependência das matérias-primas. Tal exige uma cooperação reforçada entre a indústria, o meio académico e os decisores políticos, investimentos substanciais em investigação e desenvolvimento e o desenvolvimento de competências. «Sem pessoas devidamente qualificadas, qualquer ação pode redundar em fracasso. A UE deve pôr em prática programas de melhoria de competências e requalificação e iniciativas de ensino profissional», defendeu Gerardo Arroyo Herranz. 

O CESE considera que os 250 milhões de euros propostos para os materiais avançados no âmbito do Horizonte Europa são insuficientes e reclama um financiamento mais avultado, incentivos fiscais e processos burocráticos simplificados para estimular o investimento e a inovação. Cumpre também assegurar um abastecimento estável de matérias-primas críticas. 

O CESE defende o reforço da capacidade interna da UE e a diversificação das fontes, o que passa por estabelecer parcerias com a Coreia do Sul e os Estados Unidos e celebrar contratos a longo prazo com países de menor dimensão para atenuar eventuais perturbações no abastecimento. (gb)

CESE chama a atenção para o papel dos cuidadores

O CESE insta a Comissão a fazer do tema dos cuidadores informais uma prioridade política e a criar uma plataforma de intercâmbio de boas práticas entre os Estados-Membros.

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O CESE insta a Comissão a fazer do tema dos cuidadores informais uma prioridade política e a criar uma plataforma de intercâmbio de boas práticas entre os Estados-Membros.

Em julho, o CESE adotou um parecer em que apela para a adoção de medidas adicionais, tanto a nível da UE como a nível nacional, a fim de proteger melhor os cuidadores informais e reconhecer o seu contributo essencial para a sociedade.

Entre as medidas incluem-se a criação, pela Comissão Europeia, de uma plataforma de intercâmbio de boas práticas entre os Estados-Membros, bem como a prestação de serviços de base comunitária de elevada qualidade e acessíveis, que aliviem os encargos para os familiares cuidadores, e de serviços de descanso para os cuidadores. É igualmente fundamental que os cuidadores possam beneficiar de condições de trabalho flexíveis, para que não sejam obrigados a abandonar o seu emprego para cuidar de familiares.

Pietro Barbieri, relator do parecer, declarou: «O CESE está pronto para dar voz a um grupo de pessoas que é, em grande medida, invisível na nossa sociedade: os cuidadores informais. Estas pessoas são amiúde forçadas a abandonar o seu emprego e, consequentemente, perdem os seus rendimentos e muitos dos seus direitos. Os cuidadores informais exercem a sua atividade na obscuridade. Chegou o momento de dar visibilidade aos seus esforços.»

O CESE solicita que os Estados-Membros tomem medidas adequadas para garantir que a decisão de prestar cuidados informais é voluntária, que as desigualdades de género são combatidas, que os cuidadores informais podem conservar os seus empregos e a sua remuneração através de condições de trabalho mais flexíveis e que possam facilmente reintegrar o mercado de trabalho caso se vejam forçados a abandoná-lo. É importante garantir-lhes um equilíbrio adequado entre a vida profissional e a vida pessoal.

A prestação de cuidados informais não afeta os homens e as mulheres da mesma forma. Uma grande percentagem de cuidadores informais são mulheres, das quais cerca de 70% cuidam dos filhos, cônjuges ou irmãos. Além de estarem expostas a riscos mais elevados de esgotamento e de patologias psicológicas e físicas, estas mulheres correm também um risco elevado de pobreza. «Temos um dos melhores sistemas de proteção social do mundo, mas este depende, muitas vezes, dos corpos, dos braços e da força de vontade das mulheres», afirmou Pietro Barbieri.

A fim de poder acompanhar o impacto das normas e da regulamentação pertinentes, é da maior importância ter acesso a dados qualitativos e quantitativos que descrevam as condições de vida efetivas dos cuidadores informais. O CESE solicita a adoção de novas estratégias de investigação, em particular com a cooperação da Eurofound e a participação das partes interessadas pertinentes.

Revitalizar a democracia na Europa: é urgente agir para colmatar lacunas e impulsionar a mudança

As eleições europeias demonstraram que a maioria pró-europeia ainda é sólida, mas também indicaram que os eleitores de toda a UE exigem respostas políticas e legislativas urgentes aos desafios assinalados na campanha eleitoral. Caso contrário, existe o risco de a maioria pró-europeia perder apoio, uma vez que os cidadãos podem virar cada vez mais as costas às forças políticas tradicionais.

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As eleições europeias demonstraram que a maioria pró-europeia ainda é sólida, mas também indicaram que os eleitores de toda a UE exigem respostas políticas e legislativas urgentes aos desafios assinalados na campanha eleitoral. Caso contrário, existe o risco de a maioria pró-europeia perder apoio, uma vez que os cidadãos podem virar cada vez mais as costas às forças políticas tradicionais. 

Na sua reunião plenária de julho, o Comité Económico e Social Europeu (CESE) organizou um debate sobre o estado da democracia na Europa com a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, e os representantes dos grupos políticos do Parlamento Europeu recém-eleito. 

O presidente do CESE, Oliver Röpke, afirmou que «as eleições europeias de junho foram um sinal de alerta: depois destes resultados eleitorais, é nosso dever refletir sobre o estado atual da democracia. Estamos unidos na nossa convicção de que a União Europeia é a única resposta a estas questões, dado que proporciona uma forma de democracia que melhora visivelmente as condições de vida em toda a Europa». 

A fim de consolidar o apoio à democracia na Europa, a UE, como salientou Roberta Metsola, deve demonstrar que a política continua a ser o melhor agente de mudança positiva nas sociedades e nas comunidades. «Os empregadores, os trabalhadores e a sociedade civil são essenciais para a construção europeia, em todas as nossas vilas, cidades e regiões, porque é aí que começa a Europa e que a democracia está em ação.»

No debate com os representantes dos grupos políticos, Željana Zovko, vice-presidente do Partido Popular Europeu (PPE), o maior grupo do Parlamento Europeu, declarou que o seu grupo espera que as políticas iniciadas durante o mandato anterior sejam prosseguidas. Ana Catarina Mendes, vice-presidente do Grupo dos Socialistas e Democratas (S&D), afirmou que é fundamental centrar a atenção na aplicação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais e no combate à pobreza. Dan Barna, vice-presidente do Grupo Renew Europe, instou a nova Comissão Europeia a defender o Estado de direito utilizando os instrumentos existentes de forma mais eficaz. Kira-Marie Peter-Hansen, vice-presidente do Grupo dos Verdes/ALE, salientou a importância de manter o Pacto Ecológico enquanto política fundamental da UE. Martin Schirdewan, copresidente do Grupo da Esquerda, deixou claro que o seu grupo pedirá à nova Comissão que tome medidas para enfrentar a crise da habitação. (mt)

Digitalização do setor da energia – Consumidores devem continuar a poder escolher entre métodos digitais e pré-digitais

Na sua reunião plenária de julho, o CESE adotou o Parecer – Digitalização do setor da energia: equilibrar os riscos e as oportunidades para os consumidores europeus.

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Na sua reunião plenária de julho, o CESE adotou o Parecer – Digitalização do setor da energia: equilibrar os riscos e as oportunidades para os consumidores europeus. 

O parecer, elaborado por Kęstutis Kupšys, membro do Comité Económico e Social Europeu (CESE), salienta que a energia deve continuar a ser financeiramente acessível, ajustável e fácil de utilizar para os consumidores. A digitalização do setor da energia não significa eliminar as opções pré-digitais. 

Os consumidores devem continuar a ser a prioridade principal, e as formas de comércio pré-digitais devem ser preservadas. A UE deve realizar progressos no desenvolvimento de ferramentas digitais intuitivas e capazes de satisfazer diferentes necessidades e de promover a igualdade de acesso aos serviços energéticos digitais. 

No entanto, os utilizadores devem continuar a poder escolher preços, contratos e serviços ao cliente de uma forma «pré-digital». «A digitalização do setor da energia cria oportunidades e desafios. Temos de trabalhar em conjunto para garantir que a transição do setor da energia para a era digital seja inclusiva, segura e verdadeiramente benéfica para todos os consumidores europeus, transformando os pontos fortes em oportunidades», afirmou Kęstutis Kupšys. 

A mais recente falha informática global espalhou o caos no setor dos transportes e em empresas de todo o mundo, o que demonstra a importância de não ficar excessivamente dependente da tecnologia. 

As vantagens da transição do setor energético para a era digital não devem fazer esquecer o reverso da medalha: os riscos e desafios. Por este motivo, a defesa dos consumidores e o apoio aos trabalhadores devem continuar a ocupar um lugar de destaque na agenda. 

É importante criar regulamentação dinâmica em matéria de defesa do consumidor, adaptada aos novos contextos e participantes no setor, mas também disponibilizar formação, programas de reconversão profissional e assistência financeira aos trabalhadores. (mp)

Edifício Van Maerlant (VMA) abriu as portas ao público para as Jornadas do Património de 2024

O Comité Económico e Social Europeu, em colaboração com o Comité das Regiões, decidiu incluir o seu edifício Van Maerlant (VMA) na edição deste ano das Jornadas do Património, organizadas pela Urban Brussels no fim de semana de 14 e 15 de setembro.

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O Comité Económico e Social Europeu, em colaboração com o Comité das Regiões, decidiu incluir o seu edifício Van Maerlant (VMA) na edição deste ano das Jornadas do Património, organizadas pela Urban Brussels no fim de semana de 14 e 15 de setembro.

Os visitantes beneficiaram de visitas guiadas ao edifício, durante as quais puderam subir as escadas de mármore da rotunda e descobrir a arquitetura original do início da década de 1980, o quarto andar completamente renovado e modernizado com as suas soluções inovadoras e respeitadoras do ambiente, bem como a parte mais emblemática do edifício – a ponte pedonal de dois andares sobre a Rue Belliard, com a famosa escultura Le fil d’Ariane, criada pelo escultor belga Jean-Paul Laenen em 1991.

As Jornadas do Património de Bruxelas (Journées du Patrimoine/Open Monumentendagen) são um evento anual que celebra a rica história da Arte Nova na cidade. Tanto os residentes como os turistas são convidados a descobrir vários edifícios em toda a capital, com especial destaque para os edifícios habitualmente fechados ao público.

Para mais informações, consultar: Jornadas Europeias do Património | Jornadas Europeias do Património

O bastião da democracia: principal evento de comunicação do CESE será dedicado ao jornalismo

O Seminário Conectar a UE, organizado pelo CESE, que todos os anos reúne profissionais da comunicação de organizações da sociedade civil, terá lugar em Bruxelas, em 17 e 18 de outubro. Centrar-se-á no jornalismo e na importância de preservar a independência e a pertinência deste face ao aumento da pressão política sobre a comunicação social e à rápida ascensão da inteligência artificial (IA) generativa.

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O Seminário Conectar a UE, organizado pelo CESE, que todos os anos reúne profissionais da comunicação de organizações da sociedade civil, terá lugar em Bruxelas, em 17 e 18 de outubro. Centrar-se-á no jornalismo e na importância de preservar a independência e a pertinência deste face ao aumento da pressão política sobre a comunicação social e à rápida ascensão da inteligência artificial (IA) generativa. 

Sob o título «O bastião da democracia: ajudar o jornalismo a sobreviver e a prosperar», o seminário incluirá dois painéis e uma sessão para estabelecimento de contactos:

  • Jornalismo responsável na era pós-verdade – os indicadores democráticos estão em queda livre em todo o mundo e os jornalistas enfrentam novos desafios, como a utilização cada vez mais astuta da IA para difundir notícias falsas. Acresce que os antigos desafios, como a falta de transparência na propriedade dos meios de comunicação social ou a insuficiência do financiamento, continuam a fazer-se sentir. Como é que o jornalismo pode continuar a ser uma pedra angular da democracia? O jornalismo responsável é sequer viável nos nossos dias? Num mundo em que os meios de comunicação social estão em concorrência com os influenciadores ou com as redes sociais como fontes de informação, o jornalismo terá de se reinventar para continuar a ser um bem público? As mais recentes medidas da UE podem ajudar a converter a IA num aliado da liberdade de imprensa? 
  • Uma profissão de alto risco: o jornalismo de investigação – O jornalismo de investigação tem uma longa tradição de exigir contas aos detentores do poder e de dar voz a quem denuncia os abusos de posição e de privilégios. Que desafios devem os jornalistas de investigação superar para revelar a verdade? De que proteção dispõem contra as ameaças? A nova legislação da UE pode proporcionar-lhes mais liberdade e poder? 
  • Trabalhar como assessor de imprensa ou de comunicação na era do Instagram, do TikTok e da IA: como fazer passar a mensagem (sessão de estabelecimento de contactos e ateliês) – Através de apresentações e seminários práticos, a sessão visa proporcionar um vislumbre do novo mundo da comunicação com diferentes públicos, incluindo os jovens. 

O Seminário Conectar a UE proporciona uma plataforma em que os profissionais da imprensa e da comunicação oriundos de organizações da sociedade civil podem estabelecer contactos entre si e debater questões atuais de interesse comum que afetam a Europa. Reúne membros do CESE e outros representantes da UE, organizações parceiras dos Estados-Membros, jornalistas e investigadores para debater as questões da atualidade. O programa completo e a lista de oradores estará disponível em breve no sítio Web do CESE. Para mais informações, envie uma mensagem de correio eletrónico para pressofficers@eesc.europa.eu. (ll)

Notícias dos grupos

Competitividade: um desafio difícil para a próxima Comissão von der Leyen

Pelo Grupo dos Empregadores do CESE

O Grupo dos Empregadores felicitou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pela sua reeleição em julho e acolheu com agrado as suas orientações políticas. Estas orientações assinalam uma evolução significativa no sentido de enfrentar o desafio da diminuição da competitividade, reconhecendo que se trata de uma questão fundamental a par das alterações climáticas e da segurança.

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Pelo Grupo dos Empregadores do CESE

O Grupo dos Empregadores felicitou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pela sua reeleição em julho e acolheu com agrado as suas orientações políticas. Estas orientações assinalam uma evolução significativa no sentido de enfrentar o desafio da diminuição da competitividade, reconhecendo que se trata de uma questão fundamental a par das alterações climáticas e da segurança. 

A competitividade e a prosperidade são, por fim, prioridades fundamentais. O novo Plano Europeu de Prosperidade visa facilitar a atividade empresarial na Europa, aprofundar o mercado único e impulsionar a produtividade através de tecnologias inovadoras. Congratulamo-nos, em particular, com os esforços envidados para facilitar a vida das empresas através da redução dos encargos administrativos, da simplificação da execução e da atribuição da coordenação deste aspeto a um vice-presidente. 

O Grupo dos Empregadores do CESE há muito que insta a uma abordagem deste tipo, o que é patente nas nossas prioridades apresentadas no documento intitulado «Criar prosperidade para todos: Uma estratégia para a competitividade da UE», e estamos impacientes por iniciar uma colaboração de forma a alinhar a execução pelas condições reais no terreno. Há algum tempo que a competitividade da UE está seriamente ameaçada. Embora a Europa continue a ser uma das regiões mais inovadoras, seguras e prósperas, está a ficar atrasada em relação aos EUA e a perder terreno em relação à China em vários parâmetros fundamentais, como o crescimento do PIB per capita, tendo os EUA superado a Europa na última década. Esta tendência manifesta-se igualmente por sinais alarmantes mais específicos, nomeadamente o número de patentes no domínio das tecnologias da informação e comunicação e os níveis de investimento direto estrangeiro. 

É por esta razão que acolhemos com especial agrado as seguintes prioridades das orientações políticas para a próxima Comissão Europeia:

  •  Um novo controlo da competitividade e um acordo interinstitucional sobre simplificação e legislar melhor 
  • Turbo-incentivo ao investimento com uma União Europeia da poupança e dos investimentos 
  • Aumento das despesas em investigação, centrando-as mais nas prioridades estratégicas, na investigação fundamental inovadora e na excelência científica 
  • Criação de um novo estatuto jurídico à escala da UE destinado a ajudar as empresas inovadoras a crescer 
  • Um pacto da indústria limpa para investir em infraestruturas e na indústria, reduzindo os preços da energia e apoiando as empresas nos seus esforços de ecologização.

Futuro da União Europeia passa pelo progresso social

Pelo Grupo dos Trabalhadores do CESE 

Há uma tendência para classificar em demasia alguns acontecimentos como momentos e eventos decisivos do século, o que conduz à utilização excessiva desta expressão. No entanto, com uma nova Comissão Europeia prestes a ser formada, vivemos precisamente um desses momentos decisivos: a ascensão da extrema-direita, uma vaga de descontentamento em todo o continente, a prossecução da guerra na Ucrânia e o risco de a guerra em Gaza se tornar uma guerra aberta a nível regional. 

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Pelo Grupo dos Trabalhadores do CESE 

Há uma tendência para classificar em demasia alguns acontecimentos como momentos e eventos decisivos do século, o que conduz à utilização excessiva desta expressão. No entanto, com uma nova Comissão Europeia prestes a ser formada, vivemos precisamente um desses momentos decisivos: a ascensão da extrema-direita, uma vaga de descontentamento em todo o continente, a prossecução da guerra na Ucrânia e o risco de a guerra em Gaza se tornar uma guerra aberta a nível regional. 

Os dados ainda não foram lançados do outro lado do Atlântico, mas o aumento dos direitos aduaneiros e a guerra comercial em crescendo com a China persistem, o que deverá resultar em choques com impacto nas cadeias de abastecimento e nos preços no consumidor, cujos efeitos serão, em última análise, sentidos pela população.

Entretanto, o Parlamento Europeu e o Conselho da UE chegaram a acordo na primavera sobre as novas regras de austeridade para a UE, e os Estados-Membros ditos «frugais» continuam a bloquear a decisão sobre a possibilidade de recursos próprios adicionais ou de contração de empréstimos. A UE faz face a uma pressão climática crescente, agitação social, movimentos extremistas e fascistas, o descrédito da democracia e a ascensão do autoritarismo, aspetos que – juntamente com a ameaça da aniquilação nuclear e da guerra aberta nas suas fronteiras – devem dar um pequeno empurrão aos dirigentes da UE para que deixem a sua visão míope e acabem com as lutas internas. Toda a política que descure a justiça e a desigualdade (ou simplesmente a enalteça sem intervir) está condenada a falhar. Os cidadãos estão cansados de ouvir a mesma retórica e os mesmos discursos que soam bem, para depois se verem em situações cada vez mais difíceis lutando por chegar ao fim do mês com as contas todas pagas, ou verem os seus empregos a desaparecer e os seus rendimentos a encolher. O populismo de extrema-direita tira partido de tudo isto, omitindo questões fundamentais ao pôr a culpa nos imigrantes.

Sem justiça social, não haverá estabilidade nem parceiros fiáveis em nenhum Estado-Membro. E sem isso, não haverá a unidade necessária para fazer face aos desafios que a UE enfrenta. Vamos fazer do progresso social a força unificadora subjacente à nova legislatura da UE.

Novo estudo do CESE: Como erradicar a pobreza de competências entre os mais vulneráveis?

Pelo Grupo das Organizações da Sociedade Civil do CESE

Os empregos do futuro requerem competências para concretizar as transições ecológica e digital e fazer face às mudanças demográficas. De que forma podemos assegurar que ao investir na formação e na requalificação as medidas chegam aos mais vulneráveis? Quais são as atuais lacunas em matéria de competências e de que forma estão ligadas à pobreza?

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Pelo Grupo das Organizações da Sociedade Civil do CESE

Os empregos do futuro requerem competências para concretizar as transições ecológica e digital e fazer face às mudanças demográficas. De que forma podemos assegurar que ao investir na formação e na requalificação as medidas chegam aos mais vulneráveis? Quais são as atuais lacunas em matéria de competências e de que forma estão ligadas à pobreza?

Em 10 de julho, o Grupo das Organizações da Sociedade Civil do CESE analisou estas questões no âmbito de um debate temático que assinalou igualmente o lançamento de um novo estudo do CESE sobre o tema: Como erradicar a pobreza de competências entre os mais vulneráveis? O estudo, encomendado pelo CESE a pedido do grupo no âmbito do Ano Europeu das Competências 2023, analisa o novo conceito de pobreza de competências, propondo uma definição e examinando possíveis fatores impulsionadores e soluções, e abre caminho a uma investigação mais aprofundada sobre este tema no futuro. Uma das conclusões do estudo prende-se com o papel único que as organizações da sociedade civil podem desempenhar na identificação e no apoio às pessoas vulneráveis que necessitam de melhorar as suas competências. Essas organizações devem trabalhar em estreita colaboração com as comunidades e entidades locais e tirar partido das suas redes para assegurar que ninguém fica para trás no que diz respeito à educação e ao desenvolvimento de competências.

O debate contou com a participação de Juliana Wahlgren, diretora da Rede Europeia Antipobreza (EAPN), que falou sobre os fatores subjacentes que afetam o acesso às competências, e de Agnieszka Maj, investigadora no Centro de Investigação Económica e Social (CASE), que realizou o estudo.

Aceda ao artigo completo sobre o debate temático e a uma entrevista com os autores no sítio Web do evento.

O estudo e o resumo estão disponíveis aqui.

DESPORTO EM DESTAQUE

Juntos pelos valores dos Jogos Olímpicos de Paris de 2024

O Comité Económico e Social Europeu (CESE) apoia os valores promovidos pelos Jogos Olímpicos de Paris de 2024, da perspetiva da sociedade civil.

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O Comité Económico e Social Europeu (CESE) apoia os valores promovidos pelos Jogos Olímpicos de Paris de 2024, da perspetiva da sociedade civil.

No frágil panorama geopolítico atual, o CESE propõe declarar uma trégua simbólica durante a celebração dos Jogos Olímpicos, refletindo os seus três valores originais de excelência, amizade e respeito. A sociedade civil organizada tem defendido o espírito de construção de um mundo pacífico e melhor, educando a juventude através da prática do desporto livre de todo o tipo de discriminação, num espírito de amizade, solidariedade e desportivismo.

Oliver Röpke, presidente do CESE, afirmou: «Os Jogos Olímpicos encarnam o espírito de unidade e paz, transcendendo fronteiras e reunindo pessoas de todos os quadrantes da vida. Ao defender estes valores, esperamos inspirar um movimento mundial em prol da paz e da solidariedade.»

Aurel Laurențiu Plosceanu, vice-presidente do CESE responsável pela Comunicação, declarou: «Com esta iniciativa, queremos apoiar os valores desportivos que se mantêm intemporais. Os valores que defendemos têm o poder de mudar o mundo e unir pessoas e países.»

Krzysztof Pater, vice-presidente do CESE responsável pelo Orçamento, afirmou: «Os Jogos de Paris mostram que todos têm o direito de participar nesta grande celebração desportiva sem discriminação. As pessoas com deficiência são um grande exemplo para o público de todo o mundo, destacando os valores da coragem, determinação e igualdade.»

Dimitris Dimitriadis, antigo presidente do CESE e presidente da Secção das Relações Externas do CESE, comentou: «A trégua, ou "ekecheiria" em grego, parece agora mais oportuna do que nunca. Temos de relançar e pôr em prática a ideia da trégua enquanto esperança que inspira a humanidade e promove a paz e o diálogo.»

Giulia Barbucci, antiga vice-presidente do CESE responsável pelo Orçamento e membro do CESE, afirmou: «Pela primeira vez na História, há o mesmo número de homens e mulheres a participarem nos Jogos de Paris. Mas não podemos esquecer que paridade na participação não equivale a igualdade, havendo ainda muito a fazer em prol deste objetivo no desporto.»

Isabel Caño Aguilar, antiga vice-presidente do CESE responsável pela Comunicação e membro do CESE, declarou: «O que desejo nos Jogos de Paris é que todas as categorias de deficiência estejam representadas de forma equitativa, com o direito de competir e ser protegidas, em especial as pessoas com deficiência intelectual.» (mt)

Renascidos – Ucrânia cria primeira equipa olímpica digital

A guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia custou a vida a quase 500 atletas ucranianos e pôs termo ao seu sonho de participar nos Jogos Olímpicos e em competições desportivas futuras. Para manter viva a sua memória, a ONG ucraniana BRAND UKRAINE está a utilizar a inteligência artificial (IA) para fazer renascer por alguns dias seis atletas ucranianos e contar a sua história trágica. Falámos com Tim Makarov, diretor do departamento de Conteúdos Digitais da Brand Ukraine, que nos revelou que o objetivo principal do projeto, apresentado nos Jogos Olímpicos de Paris, é levar as pessoas a refletir sobre o valor da vida humana.

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A guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia custou a vida a quase 500 atletas ucranianos e pôs termo ao seu sonho de participar nos Jogos Olímpicos e em competições desportivas futuras. Para manter viva a sua memória, a ONG ucraniana BRAND UKRAINE está a utilizar a inteligência artificial (IA) para fazer renascer por alguns dias seis atletas ucranianos e contar a sua história trágica. Falámos com Tim Makarov, diretor do departamento de Conteúdos Digitais da Brand Ukraine, que nos revelou que o objetivo principal do projeto, apresentado nos Jogos Olímpicos de Paris, é levar as pessoas a refletir sobre o valor da vida humana.

Como surgiu a ideia para este projeto?

A ideia para este projeto surgiu de uma iniciativa da BBDO, uma agência criativa de Berlim, que nos propôs um projeto conceptual para dar a conhecer a história trágica dos atletas ucranianos que não puderam participar nos Jogos Olímpicos. Nós desenvolvemos a ideia original da BBDO e alargámos o conjunto de parceiros, associando os Ministérios ucranianos da Juventude e do Desporto, assim como dos Negócios Estrangeiros e o Gabinete do Presidente da Ucrânia. A versão final resultou do trabalho conjunto das duas partes, mas a componente técnica permaneceu a cargo da BBDO. A BRAND UKRAINE, por seu lado, ocupou-se da estratégia de comunicação, da distribuição de conteúdos e do apoio jurídico. O projeto foi apresentado na Casa da Ucrânia em Paris – a Maison Volia – e divulgado junto de influenciadores.

Foi difícil recolher as histórias e produzir o vídeo? Quais foram as técnicas utilizadas para «fazer renascer» os protagonistas?

A ideia em si era muito simples: contar as histórias de atletas ucranianos que tiveram uma morte trágica e criar os seus avatares digitais. Trabalhámos afincadamente. Digitalizámos gravações de voz, usámos fotografias e materiais de vídeo de arquivo e efetuámos o seu tratamento com a ajuda da IA. O objetivo era que a cópia digital de cada pessoa fosse o mais humana possível, evocando um sentimento de estranheza que mesclasse realidade e irrealidade. Era este o conceito. As histórias destes atletas são, por si só, muito poderosas e, com a ajuda das tecnologias de IA, não deixam ninguém indiferente. Para ser honesto, este projeto é demasiado radical. Nos debates que tivemos entre nós, predominava o receio de não sermos compreendidos, de o público não perceber a sobriedade, a vulnerabilidade, a dor e o desespero patentes nas palavras destes atletas e se focasse apenas nos aspetos mais mórbidos. O projeto tem um conceito muito simples: pessoas que nutrem um amor sincero pelo seu país, que querem viver a sua vida e alcançar os seus objetivos e que acabam enredadas nas circunstâncias históricas e veem o fim abrupto dos seus sonhos, dos seus projetos e mesmo das suas vidas. Essas pessoas merecem ser recordadas. Todas as ações têm um preço e, por vezes, esse preço paga-se em vidas e destinos humanos.

Deve ter sido muito difícil para as famílias dos atletas participar no projeto e assistir aos vídeos. Quais foram as reações dos familiares ao projeto?

Como é evidente, este projeto só podia ser realizado com o consentimento dos familiares mais próximos. É fundamental sublinhar que o projeto foi apresentado e explicado previamente aos entes queridos dos atletas mortos. Inicialmente, a lista incluía várias dezenas de histórias, mas acabámos por selecionar apenas seis. Esse processo estendeu-se por diversas semanas, marcadas por negociações difíceis. No entanto, quando apresentámos o resultado final, os familiares não conseguiram conter as lágrimas. «Obrigado pelo trabalho extraordinário que estão a fazer e por ajudarem a manter viva a memória dos nossos filhos», disseram-nos. Tanto quanto sei, nenhum familiar se arrependeu de ter participado. Só depois de termos tratado de toda a documentação legal necessária é que o projeto teve luz verde. Finalmente, tudo estava pronto para os Jogos Olímpicos. Esperavam-nos duas semanas, em que iríamos contar e mostrar ao mundo seis histórias extraordinárias. Não esperávamos um êxito tão retumbante. As reações ao projeto ultrapassaram todas as nossas expectativas. E, no fim de contas, não é de estranhar, pois no mundo moderno, caracterizado pela comunicação global, as histórias reais suscitam emoções complexas e contraditórias.

Qual é a mensagem principal do projeto? O que espera que os espetadores levem consigo depois de assistirem a estes vídeos?

A BRAND UKRAINE está empenhada em contar a verdade sobre a Ucrânia e as condições de vida reais no país face à agressão russa. Para alcançar esse objetivo, recorremos a histórias de interesse humano, pois estamos convictos de que são essas histórias que melhor exprimem o nosso sofrimento, a nossa dignidade, o nosso empenho, as nossas vitórias e as nossas derrotas, todas as coisas que nos tornam humanos e fazem de nós uma nação forte e corajosa. É esta a nossa missão: não apenas falar sobre a Ucrânia, mas também impor o nosso país como uma marca que conquiste o afeto das pessoas de todo o mundo. Estamos a trabalhar para criar mais projetos com a mesma força, que toquem os corações do público e deem a cada pessoa a oportunidade de parar e refletir sobre o valor da vida humana.

Os vídeos e as fotografias do projeto estão disponíveis nesta página e no Instagram:

https://www.instagram.com/p/C-Dd7B7tueo/

https://www.instagram.com/p/C-SkUtONRJR/

https://www.instagram.com/p/C-VHXOdtdps/

https://www.instagram.com/p/C-YG_wHtNke/

https://www.instagram.com/p/C-ajpwSN7A6/

https://www.instagram.com/p/C-dWm1vNzDW/

Tim Makarov é o diretor do Departamento de Conteúdos Digitais da BRAND UKRAINE. Trabalha há 20 anos em jornalismo, marketing e comunicações digitais. A sua vocação é contar histórias e criar projetos que façam do mundo um lugar melhor.


 

Photo by Tomislav Štuka

As crianças com deficiência podem fazer tudo, ainda que façam algumas coisas de forma um pouco diferente

Jan Štuka, de 11 anos, oriundo de Zagrebe (Croácia) tem espinha bífida e só pode andar com a ajuda de canadianas e de um andarilho, mas isso não o impede de ser um atleta bem-sucedido. Em 2023, Jan ganhou o prémio de melhor jovem jogador croata de parabasquetebol. Também participou em competições de natação e, agora, pratica esqui nórdico. No seu tempo livre, joga futebol com os amigos, marcando golos com a mão. Jan e a sua mãe, Jasmina Bogdanović, falaram connosco sobre as oportunidades desportivas para crianças com deficiência e explicaram por que razão é importante tratá-las o menos possível como pessoas com necessidades especiais.

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Jan Štuka, de 11 anos, oriundo de Zagrebe (Croácia) tem espinha bífida e só pode andar com a ajuda de canadianas e de um andarilho, mas isso não o impede de ser um atleta bem-sucedido. Em 2023, Jan ganhou o prémio de melhor jovem jogador croata de parabasquetebol. Também participou em competições de natação e, agora, pratica esqui nórdico. No seu tempo livre, joga futebol com os amigos, marcando golos com a mão. Jan e a sua mãe, Jasmina Bogdanović, falaram connosco sobre as oportunidades desportivas para crianças com deficiência e explicaram por que razão é importante tratá-las o menos possível como pessoas com necessidades especiais.

JAN:

Quando é que começaste a fazer desporto e que desportos praticaste até agora?

Comecei a praticar natação na escola de natação quando tinha 2 anos. Aos 4 anos, mudei para o clube de paranatação Natator, onde aprendi todas as técnicas de natação e participei em algumas competições. Deixei a natação aos 11 anos porque começou a tornar-se um pouco aborrecido.

Aos 8 anos, comecei a praticar esqui nórdico e a jogar basquetebol numa cadeira de rodas. Continuo a praticar estes dois desportos, que agora são os meus favoritos.

Também tentei a escalada algumas vezes e gostei muito, mas não tenho tempo para praticar mais este desporto. Além disso, fiz um ciclo de treino de Krav Maga durante um verão. Foi ótimo e gostaria de repetir de vez em quando.

Que prémios ganhaste e qual é o que tem mais significado para ti?

Ganhei vários prémios com o clube de basquetebol e o meu favorito é o prémio para o melhor jovem paratleta de 2023 na minha categoria, da Associação de Paradesporto de Zagrebe.

Como é o teu dia quando tens treino? Quantas vezes costumas treinar por semana?

De manhã vou à escola. Depois de fazer os meus trabalhos de casa, vou ter com os meus amigos e, ao final da tarde, vou a uma das sessões de treino. Até agora, tenho treinado esqui seco uma vez por semana, basquetebol uma vez por semana e natação uma a duas vezes por semana. A partir deste ano letivo, vou deixar a natação e aumentar o treino de esqui para duas a três vezes por semana.

No inverno, vou também a estágios de esqui em Planica, na Eslovénia, e a algumas estâncias de esqui austríacas. Gosto desses estágios porque os meus amigos também vão: além do treino, é também uma boa oportunidade para estarmos juntos.

Com o basquetebol, às vezes temos jogos noutras cidades da Croácia. No outono passado, estivemos também em Roma e jogámos contra a equipa de basquetebol do Lácio.

Admiras algum ou alguma desportista? Gostarias de participar um dia numa importante competição desportiva internacional?

O meu desportista preferido era Luka Modrić, mas, neste momento, não tenho ídolos, por isso não sigo ninguém em particular.

Gostaria de participar em competições desportivas internacionais... Tanto de basquetebol como de esqui, espero.

JASMINA:

Qual é a atenção dada ao desporto para as crianças com deficiência na Croácia?

Enquanto mãe, tenho a perceção de que se dá efetivamente muita atenção. Infelizmente, os pais não estão suficientemente informados sobre as possibilidades, e os clubes precisam muito de novos membros; esta situação é lamentável. Naturalmente, a situação é muito mais favorável nas grandes cidades.

Uma criança com deficiência tem oportunidades e incentivos suficientes para praticar desporto ou tal exige um grande envolvimento dos pais?

As crianças têm oportunidades e incentivos... desde que tanto elas como os seus pais estejam interessados. Como referi, os pais estão pouco informados e alguns não querem assumir mais compromissos ou receiam que a criança se lesione ao praticar desporto... É uma pena que pensem dessa forma. Além disso, para as pessoas com deficiência, a prática do desporto é gratuita e, na minha opinião, muito estimulante tanto para a saúde física como mental, favorecendo ainda a integração social. Não diria que o envolvimento dos pais é maior do que no caso de crianças saudáveis da mesma idade. Existem, evidentemente, exceções relacionadas com diagnósticos específicos: por exemplo, o Jan ainda tem de ser acompanhado por um de nós quando participa em estágios de esqui no inverno ou em jogos noutra cidade, mas, à medida que cresce, é provável que tal seja menos necessário, e esperamos que a nossa presença passe a ser opcional. O objetivo é que se torne independente em todos estes aspetos. Treina regularmente sem a nossa assistência.

O que acrescentaria enquanto mãe de uma criança com necessidades especiais?

Devemos tratá-las o menos possível como crianças com necessidades especiais e incluí-las nas atividades quotidianas de acordo com a sua idade e as suas capacidades, para que se possam sentir como as outras. Terão uma imagem de si próprias como crianças normais que fazem algumas coisas de uma forma «um pouco diferente», mas fazem-nas na mesma! O Jan anda numa bicicleta com três rodas e não duas; nada e mergulha como todas as outras crianças, mas utiliza menos as pernas, e outras vezes não as utiliza; joga futebol com a equipa, mas marca os golos com a mão. «Podemos fazer tudo, ainda que façamos algumas coisas de uma forma um pouco diferente» – se as crianças com deficiência se aceitarem assim, os outros aceitá-las-ão de igual modo.

Jan Štuka é um estudante de 11 anos oriundo de Zagrebe, atualmente no quinto ano do ensino primário. Foi membro do clube de natação Natator. É membro do KKI Zagrebe (basquetebol em cadeiras de rodas) e do clube de esqui Monoski Zagrebe para pessoas com deficiência, onde treina regularmente no programa de esqui nórdico para pessoas com deficiência.

Jasmina Bogdanović é licenciada em design pela Escola de Design da Faculdade de Arquitetura de Zagrebe. Trabalhou em diversas agências de marketing durante 20 anos. Atualmente trabalha a tempo parcial e à distância num pequeno estúdio gráfico, o que lhe permite acompanhar Jan nos seus estágios de esqui e nas suas outras atividades desportivas. É também uma apaixonada por ciclismo que vai a todo o lado de bicicleta.

«Acessibilidade do Desporto»: iniciativa pioneira em prol de um desporto inclusivo para as pessoas com deficiência visual em toda a Europa

A associação neerlandesa Oogvereniging, com a ajuda da rede da União Europeia de Cegos, lançou a iniciativa «Acessibilidade do Desporto», que procura oferecer soluções práticas para eliminar as barreiras que dissuadem as pessoas cegas ou com baixa visão de se juntarem a clubes e associações desportivas na União Europeia. Peter van Bleijswijk, ativista no domínio da deficiência e voluntário na Oogvereniging e na União Europeia de Cegos, conta-nos tudo acerca deste projeto de colaboração pioneiro, que abre caminho a um desporto verdadeiramente inclusivo. Pode também dar o seu contributo respondendo ao inquérito sobre a acessibilidade do desporto e das atividades recreativas para pessoas com deficiência visual na sua região.

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A associação neerlandesa Oogvereniging, com a ajuda da rede da União Europeia de Cegos, lançou a iniciativa «Acessibilidade do Desporto», que procura oferecer soluções práticas para eliminar as barreiras que dissuadem as pessoas cegas ou com baixa visão de se juntarem a clubes e associações desportivas na União Europeia. Peter van Bleijswijk, ativista no domínio da deficiência e voluntário na Oogvereniging e na União Europeia de Cegos, conta-nos tudo acerca deste projeto de colaboração pioneiro, que abre caminho a um desporto verdadeiramente inclusivo. Pode também dar o seu contributo respondendo ao inquérito sobre a acessibilidade do desporto e das atividades recreativas para pessoas com deficiência visual na sua região.

Por Peter van Bleijswijk

Na prossecução de uma verdadeira inclusividade no desporto, a iniciativa «Acessibilidade do Desporto», lançada nos Países Baixos, está a abrir um novo caminho ao centrar-se nos desafios únicos enfrentados pelas pessoas cegas ou com baixa visão. Trata-se de um projeto vanguardista que visa abordar e eliminar os obstáculos que impedem as pessoas com deficiência visual de participarem plenamente no desporto e em atividades físicas em clubes e associações desportivas.

O projeto assenta numa compreensão profunda dos obstáculos que estas pessoas enfrentam. Após uma investigação aprofundada e com base em várias experiências anteriores, a iniciativa identificou 10 grandes barreiras, que incluem a disponibilidade de treinadores especializados, a necessidade de atletas-guia, a acessibilidade física das instalações desportivas e os problemas ligados ao transporte. Amiúde ignorados, estes obstáculos são fatores importantes que impedem as pessoas com deficiência visual de usufruírem dos benefícios do desporto.

Para abordar estes desafios de forma cabal, a iniciativa introduziu o conceito de «Sport Proeftuinen», ou seja, «laboratórios desportivos». Estes laboratórios são criados em clubes desportivos existentes ou em parceria com prestadores de serviços desportivos, proporcionando um ambiente real para testar potenciais soluções. Para cada obstáculo identificado, são propostas e ensaiadas três soluções diferentes. A solução mais eficaz é então aperfeiçoada e testada várias vezes, a fim de garantir a sua exequibilidade e eficácia.

Os resultados dessas experiências são compilados num «Plano Digital para o Desporto», um guia completo que será disponibilizado aos clubes desportivos, aos prestadores de serviços e aos municípios. O plano pretende ajudar a melhorar a acessibilidade e a inclusividade do desporto, oferecendo soluções práticas que podem ser aplicadas em vários contextos.

A ambição do projeto não termina nas fronteiras dos Países Baixos. Recentemente, foram contactados vários parceiros europeus, incluindo a União Europeia de Cegos, no intuito de recolher informações e boas práticas de diferentes países. A iniciativa foi acolhida com entusiasmo, tendo muitas organizações e países manifestado o seu interesse em participar. Esta colaboração europeia visa reforçar a acessibilidade e a inclusividade do desporto a uma escala mais alargada, assegurando que as pessoas com deficiência visual em todo o continente podem beneficiar destes esforços.

A força da iniciativa «Acessibilidade do Desporto» reside na sua abordagem colaborativa. O projeto é apoiado por uma coligação de governos locais, pela associação neerlandesa Oogvereniging, pelo Centro de Conhecimento para o Desporto e a Atividade Física, pela União de Atletismo e por outras organizações dedicadas à promoção da inclusividade. Ao reunir todos estes parceiros, a iniciativa mobiliza um vasto leque de conhecimentos especializados e de recursos para criar soluções sustentáveis e com impacto.

À medida que o projeto continua a ganhar ímpeto, os responsáveis pela iniciativa apelam para uma maior participação das instituições de ensino europeias e das organizações de saúde visual, considerando que se trata de um passo crucial para promover uma cultura desportiva verdadeiramente inclusiva em toda a Europa, em que todos, independentemente das suas capacidades visuais, possam praticar desporto e usufruir da atividade desportiva.

A iniciativa «Acessibilidade do Desporto» é mais do que um simples projeto; é um movimento rumo a um futuro em que ninguém é deixado de lado. Através dos esforços combinados de parceiros específicos em toda a Europa, a iniciativa almeja ter um impacto duradouro neste domínio, abrindo caminho a um ambiente mais inclusivo e equitativo para todos.

Aos que se sentem tentados a fazer parte desta jornada transformadora ou a conhecê-la melhor, convidamo-los a participarem e a ajudarem a garantir que todos têm a oportunidade de viver os momentos de alegria e os benefícios que o desporto nos proporciona. Pode dar o seu contributo preenchendo, até 27 de setembro, o inquérito sobre a acessibilidade do desporto e das atividades recreativas para as pessoas cegas e com baixa visão no seu município ou região.

Antigo diretor de inovação, gestão de instalações e TIC e gestor em organizações com e sem fins lucrativos, nos últimos anos Peter van Bleijswijk tem-se dedicado a defender os interesses dos seus clientes. Está ativamente empenhado nas questões da inclusividade e em tornar o desporto mais acessível para as pessoas cegas e com baixa visão. Além disso, é voluntário na associação neerlandesa Oogvereniging e na União Europeia de Cegos e participa ativamente nos grupos de trabalho que colaboram com os governos locais e nacionais. O seu trabalho é marcado por um profundo empenho em melhorar a qualidade de vida dos grupos vulneráveis da sociedade e em assegurar que estes têm acesso às mesmas oportunidades que os demais.

CESE: promover o desporto enquanto força positiva na defesa dos valores da UE

O CESE sempre esteve na linha da frente da promoção do desporto como veículo para cultivar valores sadios em todos os setores da sociedade.

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O CESE sempre esteve na linha da frente da promoção do desporto como veículo para cultivar valores sadios em todos os setores da sociedade.

No seu Parecer – Desporto e valores europeus, elaborado por Bernardo Hernández Bataller, o CESE afirma que o desporto contribui para a realização dos objetivos estratégicos da União Europeia, põe em evidência valores pedagógicos e culturais fundamentais e é um vetor de integração, na medida em que pode ser praticado por todos os cidadãos, independentemente do sexo, da origem étnica, da religião, da idade, da nacionalidade, da condição social e da orientação sexual. O desporto desempenha um papel nuclear enquanto instrumento de combate à intolerância, à xenofobia e ao racismo.

Em 2022, o CESE abordou o tema do desporto no seu Parecer – Ação da UE no período pós-COVID-19: melhorar a recuperação através do desporto, elaborado por Pietro Vittorio Barbieri. Após o longo período da pandemia, que teve um grande impacto em todo o setor do desporto, em particular nas associações desportivas amadoras, o Comité defendeu a necessidade de adotar uma estratégia para relançar e reforçar o papel do desporto e da atividade física na criação de uma sociedade mais resiliente e sustentável, no âmbito de um processo mais vasto de recuperação económica e social.

O CESE também sublinhou, em diversas ocasiões, estar firmemente empenhado na utilização da bicicleta como modo de transporte saudável e respeitador do clima, nomeadamente nos seus Pareceres – A promoção do tráfego velocipédico transfronteiriço e Transportes nas áreas urbanas e metropolitanas.

O léxico europeu do velocipedismo («European Cycling Lexicon») elaborado pelo CESE (última edição publicada em 2023) é um exemplo prático do seu apoio à utilização da bicicleta. Reúne vocabulário relacionado com o velocipedismo em todas as línguas da UE e é uma ferramenta útil para qualquer pessoa que pretenda circular em bicicleta noutro país, nomeadamente na Europa.

Nos últimos anos, o CESE também organizou e apoiou eventos ligados a este meio de transporte. Em maio de 2024, Bruno Choix, membro do CESE, organizou um périplo em bicicleta entre a França e a Bélgica para promover as eleições europeias e mobilizar os europeus para votar. Em 2019, por ocasião do «Grand Départ de Bruxelles» (a Grande Partida de Bruxelas, entre 1 e 7 de julho) da Volta à França, o Comité promoveu o papel da bicicleta enquanto meio de transporte não poluente cada vez mais popular. (mp)

Editores

Ewa Haczyk-Plumley (editor-in-chief)
Laura Lui (ll)

Colaboraram nesta edição

Christian Weger (cw)
Daniela Vincenti (dv)
Ewa Haczyk-Plumley (ehp)
Giorgia Battiato (gb)
Jasmin Kloetzing (jk)
Katerina Serifi (ks)
Katharina Radler (kr)
Laura Lui (ll)
Marco Pezzani (mp)
Margarita Gavanas (mg)
Margarida Reis (mr)
Millie Tsoumani (mt)
Pablo Ribera Paya (prp)
Simran Grewal (sg)
Thomas Kersten (tk)

Coordination

Agata Berdys (ab)
Giorgia Battiato (gb)

 

 

Endereço

European Economic and Social Committee
Jacques Delors Building,
99 Rue Belliard,
B-1040 Brussels, Belgium
Tel. (+32 2) 546.94.76
Email: eescinfo@eesc.europa.eu

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September 2024
07/2024

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