Parceiros transatlânticos determinados a manter o rumo

O Comité de Acompanhamento para as Relações Transatlânticas, do CESE, reuniu-se poucos dias antes da Cimeira de Alto Nível UE-EUA para debater um vasto leque de assuntos pertinentes para a sociedade civil, com grande destaque para as alterações climáticas e o comércio.

«De ambos os lados do Atlântico chegam sinais encorajadores provenientes de todos os quadrantes», afirmou Christian Moos, presidente do Comité de Acompanhamento para as Relações Transatlânticas, do CESE.

David Livingston, conselheiro principal de John Kerry, enviado especial da Presidência dos EUA para o Clima, confirmou que o governo atual está totalmente empenhado em cumprir os objetivos do Acordo de Paris e ir mais além. «Será inaceitável que os países protagonistas deixem passar 2021 sem uma atualização profunda dos seus contributos determinados a nível nacional, que constituem aspetos centrais do Acordo de Paris», declarou.

«A participação ativa da sociedade civil dos EUA, juntamente com a UE e outros países, permitiu que os Estados Unidos não se desviassem do rumo, apesar da ausência de empenho do governo anterior», assinalou Elina Bardram, da Direção-Geral da Ação Climática da Comissão Europeia (DG CLIMA).

Emilie Bel, do Conselho Atlântico, salientou que os europeus estão preparados para construir uma agenda comercial positiva, assente numa base equilibrada.

Marjorie Chorlins, da Câmara de Comércio dos EUA, afirmou que, pese embora a turbulência política transatlântica e a recessão induzida pela COVID-19, a Europa continua a ser o mercado mais importante dos Estados Unidos e vice-versa. O relatório «Transatlantic Economy 2021» [Economia transatlântica em 2021], publicado recentemente, demonstrou que os dois parceiros representam uma parte considerável do consumo e do PIB a nível mundial. 

Tanja Buzek, presidente do Comité de Acompanhamento para o Comércio Internacional, do CESE, salientou a importância da participação da sociedade civil em prol de uma política comercial transparente e a necessidade de coligações fortes para reformar a OMC. (at)