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The EESC brings together representatives from all areas of organised civil society, who give their independent advice on EU policies and legislation. The EESC's326 Members are organised into three groups: Employers, Workers and Various Interests.
The EESC has six sections, specialising in concrete topics of relevance to the citizens of the European Union, ranging from social to economic affairs, energy, environment, external relations or the internal market.
Num parecer adotado recentemente, o Comité Económico e Social Europeu (CESE) adverte que a dependência excessiva da UE de importações de princípios ativos farmacêuticos e medicamentos acabados da Ásia constitui uma ameaça à saúde e ao bem-estar dos cidadãos da UE. Para resolver este problema, o CESE propõe um ato legislativo sobre os medicamentos críticos.
Num parecer adotado recentemente, o Comité Económico e Social Europeu (CESE) adverte que a dependência excessiva da UE de importações de princípios ativos farmacêuticos e medicamentos acabados da Ásia constitui uma ameaça à saúde e ao bem-estar dos cidadãos da UE. Para resolver este problema, o CESE propõe um ato legislativo sobre os medicamentos críticos.
A União Europeia enfrenta um desafio crescente para garantir o abastecimento de medicamentos essenciais, sendo a maioria dos seus princípios ativos farmacêuticos e medicamentos acabados importados da Ásia. Esta dependência de fornecedores de países terceiros suscita preocupações relativamente à resiliência da UE face a perturbações da cadeia de abastecimento, preços voláteis e eventuais riscos geopolíticos.
«Ao dependermos de fornecedores de países terceiros para os nossos medicamentos essenciais estamos a colocar em risco a saúde dos nossos cidadãos. Há que adotar medidas imediatas para garantir o acesso dos europeus aos medicamentos necessários», afirmou Lech Pilawski, relator do CESE para o parecer.
Para dar resposta a estas preocupações, o CESE recomenda a criação de um novo mecanismo europeu destinado a apoiar a produção de princípios ativos farmacêuticos e medicamentos acabados na Europa. A proposta de ato legislativo sobre medicamentos críticos visa criar um mecanismo abrangente da UE, sob a forma de um regulamento, para apoiar ativamente a produção de princípios ativos farmacêuticos e de medicamentos acabados na União Europeia. Este mecanismo financiaria a investigação e o desenvolvimento, a criação de infraestruturas e os custos de funcionamento.
A aplicação destas recomendações exigirá um investimento significativo e uma cooperação reforçada entre os Estados-Membros. O CESE insta a Comissão Europeia a liderar a coordenação destes esforços e a desenvolver uma estratégia abrangente que salvaguarde a segurança sanitária da Europa, promova a prosperidade económica e garanta medicamentos a preços comportáveis para os cidadãos da UE. (gb)
Economia e finanças, digitalização, competitividade e empresas, comércio: são estes os quatro domínios em que se realizaram progressos sob os auspícios da Presidência espanhola do Conselho da União Europeia, entre julho e dezembro de 2023.
Economia e finanças, digitalização, competitividade e empresas, comércio: são estes os quatro domínios em que se realizaram progressos sob os auspícios da Presidência espanhola do Conselho da União Europeia, entre julho e dezembro de 2023.
Na sua intervenção, na reunião plenária de dezembro, a primeira vice-presidente e ministra da Economia e da Digitalização de Espanha, Nadia Calviño, resumiu as conclusões da Presidência rotativa da UE, referindo, nomeadamente, o aprofundamento da União Económica e Monetária, os pagamentos imediatos no setor bancário, a reforma do mercado da eletricidade e a assinatura de um acordo comercial avançado com o Chile.
NadiaCalviño, que deverá assumir funções como próxima presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI) em 1 de janeiro de 2024, salientou igualmente as questões que a União Europeia terá de colocar em breve na ordem do dia, especialmente tendo em conta as próximas eleições europeias. «O mundo está a passar por transformações profundas e as estruturas sólidas criadas após a Segunda Guerra Mundial estão a mudar», afirmou. «Temos de assegurar que a UE continua a liderar os debates mais importantes do mundo, enfrenta os principais desafios e protege os valores europeus neste novo mundo», acrescentou.
Referindo-se ao semestre movimentado que estava prestes a terminar, declarou ainda: «A cooperação com as outras instituições europeias e, em particular, com o CESE foi fundamental para o seu êxito. A minha presença aqui demonstra o forte empenho do Governo espanhol com os parceiros sociais, o diálogo social e a sociedade civil. Tentamos escutar atentamente e integrar a perspetiva da sociedade civil no nosso trabalho.» (mp)
O ano de 2024 será marcado pela mudança, não apenas na Europa, mas também no mundo. Aproxima-se o maior exercício democrático do nosso continente – as eleições para o Parlamento Europeu em junho – e terão igualmente lugar escrutínios nacionais e presidenciais em mais de 50 países de todo o mundo, incluindo nos EUA. As constelações políticas sairão transformadas e novas vias emergirão.
O ano de 2024 será marcado pela mudança, não apenas na Europa, mas também no mundo. Aproxima-se o maior exercício democrático do nosso continente – as eleições para o Parlamento Europeu em junho – e terão igualmente lugar outros escrutínios nacionais e presidenciais em mais de 50 países de todo o mundo, incluindo nos EUA. As constelações políticas sairão transformadas e novas vias emergirão.
As eleições para o Parlamento Europeu serão um verdadeiro teste à confiança dos cidadãos na UE. Nos últimos anos, enfrentámos desafios sem precedentes, chegando agora a vez de os cidadãos europeus decidirem se a UE passou no teste. Uma vez que a luta contra a pobreza e a exclusão social é a principal prioridade para os cidadãos da UE, a nossa União navegará em mar revolto. A inflação, a insegurança laboral e a falta de estabilidade económica em geral criam um terreno fértil para o medo, que alimenta as narrativas populistas e extremistas.
Não será fácil, mas a UE pode pôr cobro a esta tendência. Devemos dialogar com os eleitores, dando-lhes voz e escutando-os. Neste contexto, orgulho-me de anunciar a primeira Semana da Sociedade Civil do CESE (de 4 a 8 de março) em que cidadãos de toda a Europa, tanto jovens como idosos, dialogarão e formularão mensagens para os próximos dirigentes da UE que terão assento na Comissão Europeia e no Parlamento Europeu.
A UE terá também de enfrentar novos desafios. A recente decisão histórica do Conselho Europeu de dezembro de encetar negociações de adesão com a Ucrânia e a Moldávia e de conceder o estatuto de país candidato à Geórgia marcou o início de uma fase crucial do processo de alargamento. A responsabilidade de levar a cabo as reformas necessárias recai sobre os países candidatos, mas os dirigentes da UE comprometeram-se igualmente a realizar reformas internas, esperando-se a apresentação de conclusões no verão de 2024. No que toca ao CESE, estamos a promover esta causa através da integração gradual de membros por um país candidato à adesão, que contribuirão para a elaboração dos nossos pareceres e participarão nas reuniões plenárias. Fechado o convite à manifestação de interesse, está em curso o processo de seleção dos novos membros, que serão apresentados na próxima reunião plenária do CESE.
Tudo isto ocorrerá sob os auspícios da Presidência belga da UE, a quem caberá a tarefa de levar a bom porto os dossiês legislativos, bem como a preparação para as eleições europeias. A reunião plenária de janeiro será uma nova ocasião para ficar a conhecer as prioridades da Presidência belga.
Neste ano de 2024, será importante ter presente que a mudança não é um obstáculo, mas antes uma oportunidade de crescer, de moldar narrativas e de construir uma Europa mais forte e mais unida.
Em memória de Jacques Delors, antigo presidente da Comissão Europeia. Homenagem prestada por Sebastien Maillard, diretor do Instituto Jacques Delors, e Lorenzo Consoli, correspondente em Bruxelas
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