Os jovens da Albânia desempenham um papel extremamente importante na aproximação do seu país à UE. No entanto, muitas vezes a sua vontade de serem agentes de mudança e o seu entusiasmo pela União Europeia não são acompanhados pela disponibilização de recursos adequados que lhes permitiriam participar de forma útil em programas, projetos e na tomada de decisões. O que é necessário é uma coordenação global das partes interessadas centrada nos jovens, escreve a nossa convidada surpresa, Dafina Peci, diretora executiva do Congresso Nacional da Juventude da Albânia. 

Os jovens da Albânia desempenham um papel extremamente importante na aproximação do seu país à UE. No entanto, muitas vezes a sua vontade de serem agentes de mudança e o seu entusiasmo pela União Europeia não são acompanhados pela disponibilização de recursos adequados que lhes permitiriam participar de forma útil em programas, projetos e na tomada de decisões. O que é necessário é uma coordenação global das partes interessadas centrada nos jovens, escreve a nossa convidada surpresa, Dafina Peci, diretora executiva do Congresso Nacional da Juventude da Albânia. 

Em 2016, Dafina Peci assumiu o cargo de diretora executiva do Congresso Nacional da Juventude da Albânia, após ter presidido ao congresso durante dois anos consecutivos. Desde 2017, Dafina Peci também leciona no Departamento de Ciências Políticas da Universidade de Tirana. Participou no grupo de trabalho responsável pela criação do Gabinete de Cooperação Regional da Juventude (GCRJ) e, posteriormente, representou a Albânia no conselho de administração do GCRJ, representando ao mesmo tempo a juventude no seu Comité de Direção. É licenciada em Ciências Políticas e Relações Internacionais e tem um Mestrado em Ciências da Política Regional e Segurança. Concluiu igualmente uma pós-graduação de especialização em Segurança após Conflitos, Consolidação da Paz e Entidades de Intermediação.

Por Dafina Peci, diretora executiva do Congresso Nacional da Juventude da Albânia

Os jovens são colaboradores importantes também no presente, e não apenas enquanto futuros dirigentes. A sua energia, imaginação e vontade de ver concretizadas grandes ideias são vitais para o progresso da sociedade. A participação ativa dos jovens promove os valores democráticos, o progresso social e o desenvolvimento pessoal, além de proporcionar aos decisores informações importantes sobre os problemas que exigem atenção.

Por Dafina Peci, diretora executiva do Congresso Nacional da Juventude da Albânia 

Os jovens são colaboradores importantes também no presente, e não apenas enquanto futuros dirigentes. A sua energia, imaginação e vontade de ver concretizadas grandes ideias são vitais para o progresso da sociedade. A participação ativa dos jovens promove os valores democráticos, o progresso social e o desenvolvimento pessoal, além de proporcionar aos decisores informações importantes sobre os problemas que exigem atenção. 

Na Albânia, os jovens manifestam grande entusiasmo relativamente à integração na UE, mas este sentimento não está a ser apoiado por informação, conhecimento ou mecanismos de participação adequados. 

A Albânia teria muito a ganhar ao capacitar os jovens para participarem de forma substantiva em programas e projetos, ajudando a juventude albanesa a expressar as suas necessidades e prioridades e a agir para concretizar as mudanças desejadas. 

Nos seus contactos com os jovens, o Congresso Nacional da Juventude da Albânia tem consagrado uma parte importante dos seus esforços à compreensão das mudanças que o ativismo da sociedade civil e a participação dos jovens induziram na sociedade. A fim de reforçar as atividades e a participação dos jovens no processo de integração da Albânia na UE, afigura-se essencial ter verdadeiramente em conta os ensinamentos retirados do passado, começando por parcerias sólidas que deem prioridade aos jovens, investindo na juventude como um ativo valioso e promovendo o reforço das sinergias entre todas as partes interessadas pertinentes. Do meu ponto de vista, estes elementos são cruciais. 

Parcerias com os jovens e a sociedade civil para promover o processo de integração da Albânia na UE

Além de serem a nossa verdadeira esperança, os jovens são os nossos principais agentes da mudança, ajudando a Albânia a avançar – não só rumo a um futuro melhor, mas também para criar um presente que seja o melhor possível. Possuem a coragem, os ideais e a vontade de tornar realidade até os conceitos mais difíceis. Os adolescentes que participam ativamente na sociedade fomentam o seu próprio desenvolvimento pessoal e social, mas também promovem uma sociedade mais democrática e oferecem aos decisores perspetivas valiosas sobre uma série de questões e tendências que exigem respostas. Seria extremamente benéfico para a Albânia capacitar e envolver os jovens proporcionando-lhes uma participação substantiva em atividades e programas que respondam às suas necessidades e aos seus objetivos. 

A participação não é apenas um conceito fundamental de direitos humanos, mas constitui também uma via concreta para a promoção de uma cidadania ativa para todos. Votar e ser candidato a eleições são componentes cruciais da vida democrática, mas a participação dos jovens na vida quotidiana não se reduz apenas essas atividades. Entre as condições para uma cidadania ativa incluem-se as oportunidades e o direito de participação, mas também a existência de meios, espaço, instrumentos e, quando necessário, apoio financeiro para poder influenciar os processos de decisão e participar em ações e atividades que reforcem e respaldem a sociedade e a tornem mais resiliente. 

Nesse sentido, o alargamento das redes de organizações da sociedade civil é essencial para proporcionar espaços adicionais de integração e capacitação dos jovens. As organizações da sociedade civil podem desenvolver boas práticas, aprender umas com as outras, partilhar informações e descobrir novas ideias através da colaboração, do estabelecimento de redes e da criação de sinergias. Além disso, tal permite-lhes canalizar financiamento adicional para os pilares do seu trabalho conjunto e coordenar políticas e programas. Os jovens são capacitados através do trabalho realizado pelas organizações da sociedade civil, o que também contribui para reforçar a representação e a participação dos grupos de jovens na sociedade. 

A fim de aproveitar o potencial e a inovação que os jovens podem trazer à sociedade albanesa ao definirem o caminho para o desenvolvimento social, cultural e económico, espero que esta expansão se concretize e se torne um apelo federador ao ativismo dos jovens e da sociedade civil. 

Há um longo caminho a percorrer e é necessário envidar mais esforços para reforçar a participação ativa e substantiva, a representação e a liderança dos jovens na sociedade. A participação dos jovens deve também passar por criar e dar prioridade a espaços para o acesso à informação, bem como oportunidades de diálogo e partilha de conhecimentos com os pares, as partes interessadas e os decisores.

A avaliação da perspetiva dos jovens pela UE é um instrumento concebido para assegurar o reforço da participação da juventude na elaboração das políticas. Terminado o prazo para apresentação de candidaturas à avaliação da perspetiva dos jovens pela UE no CESE, a presidente do Grupo do CESE para a Juventude, Katrīna Leitāne, partilhou connosco as suas ideias sobre o que a avaliação traz às organizações de juventude selecionadas para participar nos trabalhos do CESE.

A avaliação da perspetiva dos jovens pela UE é um instrumento concebido para assegurar o reforço da participação da juventude na elaboração das políticas. Terminado o prazo para apresentação de candidaturas à avaliação da perspetiva dos jovens pela UE no CESE, a presidente do Grupo do CESE para a Juventude, Katrīna Leitāne, partilhou connosco as suas ideias sobre o que a avaliação traz às organizações de juventude selecionadas para participar nos trabalhos do CESE.

Por Katrīna Leitāne, presidente do Grupo do CESE para a Juventude

Os interesses dos jovens estão sub-representados a nível mundial no processo de elaboração de políticas, mas os jovens estão prontos, dispostos e aptos a contribuir para o processo. A inclusão da perspetiva dos jovens nos trabalhos do CESE conduzirá a políticas da UE mais representativas e resilientes. Enquanto casa da sociedade civil europeia, o CESE deve ser a principal instituição da UE a representar a voz dos jovens.

Por Katrīna Leitāne, presidente do Grupo do CESE para a Juventude

Os interesses dos jovens estão sub-representados a nível mundial no processo de elaboração de políticas, mas os jovens estão prontos, dispostos e aptos a contribuir para o processo. A inclusão da perspetiva dos jovens nos trabalhos do CESE conduzirá a políticas da UE mais representativas e resilientes. Enquanto casa da sociedade civil europeia, o CESE deve ser a principal instituição da UE a representar a voz dos jovens. 

O CESE envida esforços há vários anos para definir a melhor forma de integrar os pontos de vista dos jovens europeus no seu trabalho e no processo de decisão da UE. O Grupo do CESE para a Juventude foi criado há um ano para formalizar a participação dos jovens. Com o Parecer – Avaliação da perspetiva dos jovens pela UE, publicado em setembro de 2022, o CESE tornou-se a primeira instituição da UE a assumir um compromisso em prol da participação dos jovens. Em abril de 2024, o CESE deu mais um grande passo em frente ao aprovar a metodologia a aplicar na avaliação da perspetiva dos jovens pela UE no CESE

A avaliação da perspetiva dos jovens pela UE é um instrumento concebido para reforçar a participação e a integração da juventude na elaboração das políticas. Inclui consultas, avaliações de impacto e medidas de atenuação. No CESE, tal significa que os representantes da juventude colaborarão com os membros do CESE na elaboração de pareceres selecionados. Concretamente, os representantes da juventude participarão em reuniões e audições, fornecerão contributos escritos e terão a possibilidade de acompanhar o impacto dos pareceres. Um representante da juventude por parecer trabalhará em nome de todas as organizações de juventude interessadas. 

A iniciativa encontra-se atualmente na sua fase de execução. Em junho, foi lançado um convite aberto à participação de organizações de juventude, tendo o CESE recebido mais de 100 candidaturas. As organizações de juventude elegíveis serão informadas regularmente sobre novos pareceres e ser-lhes-á perguntado se pretendem participar nos respetivos trabalhos. As mesas das secções e da Comissão Consultiva das Mutações Industriais (CCMI) tomarão a decisão final sobre quais os pareceres que serão submetidos à avaliação da perspetiva dos jovens pela UE no CESE. 

A experiência adquirida com um projeto-piloto muito bem-sucedido ajudou o Grupo do CESE para a Juventude a elaborar esta metodologia. Cada secção do CESE, bem como a CCMI, selecionou um parecer, o que permitiu a participação com êxito de um total de 20 representantes da juventude nos trabalhos. Os pareceres abordaram uma série de temas, desde o Semestre Europeu até à defesa da democracia. 

O Grupo do CESE para a Juventude está a envidar esforços para encontrar a melhor forma de associar de forma significativa as organizações de juventude. A próxima etapa consiste em começar a aplicar a iniciativa, e revê-la e melhorá-la regularmente à medida que avançamos.

Para mais informações, consulte a nossa página Web dedicada à Avaliação da perspetiva dos jovens pela UE no CESE ou contacte o secretariado através do endereço youtheesc@eesc.europa.eu

Pelo Grupo dos Trabalhadores do CESE 

Existem atualmente mais de 1 200 conselhos de empresa europeus (CEE) nas grandes empresas multinacionais. Estes organismos são importantes para garantir a democracia no local de trabalho, uma vez que têm o direito de ser informados, pela administração central da empresa, sobre questões transnacionais e de expressar a sua opinião. Entre essas questões incluem-se a atual situação económica e financeira e a evolução provável em matéria de emprego, investimentos ou novos métodos de trabalho. Os CEE não têm o direito de negociar acordos.

Pelo Grupo dos Trabalhadores do CESE 

Existem atualmente mais de 1 200 conselhos de empresa europeus (CEE) nas grandes empresas multinacionais. Estes organismos são importantes para garantir a democracia no local de trabalho, uma vez que têm o direito ser informados, pela administração central da empresa, sobre questões transnacionais e de expressar a sua opinião. Entre essas questões incluem-se a atual situação económica e financeira e a evolução provável em matéria de emprego, investimentos ou novos métodos de trabalho. Os CEE não têm o direito de negociar acordos. 

Uma vez que as decisões das empresas são predominantemente tomadas na sede, mas executadas em todas as suas filiais, estes organismos adquirem cada vez mais importância. Os CEE facilitam aos representantes dos trabalhadores a compreensão das decisões da empresa. Ao mesmo tempo, procedimentos de informação e consulta adequados podem ajudar a administração central do grupo de empresas a moldar as suas decisões de modo a poderem ser aplicadas de forma harmoniosa em todos os países. 

No entanto, os dados demonstram que existem deficiências graves na atual diretiva relativa aos conselhos de empresa europeus (que remonta a 2009) e na sua aplicação. Fundamentalmente, muitos CEE não têm a possibilidade de recorrer aos tribunais em caso de violação dos seus direitos. Uma análise dos processos e decisões judiciais anteriores revela a existência de incertezas jurídicas, especialmente no que diz respeito às definições de «informação», «consulta», «transnacional» e «confidencialidade», bem como ao direito de um CEE recorrer a peritos (por exemplo, assistência jurídica ou representantes sindicais). Além disso, há diversa regulamentação desatualizada, que deve ser adaptada à situação atual a nível mundial. 

As empresas e os seus trabalhadores enfrentam desafios multifacetados: digitalização, medidas de combate às alterações climáticas, demografia e competências. Estas mudanças podem ser fraturantes e afetar a competitividade de uma empresa, bem como a segurança social e a produtividade dos trabalhadores. Estudos científicos demonstram que a eficácia dos direitos de informação, consulta e/ou participação dos trabalhadores reforça a sustentabilidade das decisões das empresas e a sua competitividade, o que, por sua vez, leva a crer que os CEE podem ter um papel crucial na implementação de uma transição justa. 

Por conseguinte, é necessário rever a diretiva no sentido de garantir a segurança jurídica e o bom funcionamento dos CEE. Uma revisão rápida e sem problemas da diretiva deverá colmatar as lacunas existentes e preparar os CEE para o futuro. O parecer do CESE sobre o tema avalia a proposta da Comissão e apresenta aos legisladores uma série de propostas concretas sobre a forma de melhorar a diretiva.

O CESE lançou um novo programa para aprofundar as suas relações com a comunidade dos conselhos económicos e sociais nacionais. Esta iniciativa visa a realização de intercâmbios mais regulares sobre temas prioritários, pareceres e relatórios previstos, bem como sobre boas práticas.

O CESE lançou um novo programa para aprofundar as suas relações com a comunidade dos conselhos económicos e sociais nacionais. Esta iniciativa visa a realização de intercâmbios mais regulares sobre temas prioritários, pareceres e relatórios previstos, bem como sobre boas práticas.

O primeiro destes intercâmbios teve lugar em França, em março passado, quando a presidente do Grupo do CESE para a Juventude, Katrīna Leitāne, realizou uma visita de dois dias ao Conselho Económico, Social e Ambiental de França para trocar pontos de vista sobre as políticas de juventude. Qual foi o resultado? Novas ideias para promover a agenda para a juventude a nível nacional e da UE, integrar as expectativas dos jovens em todas as atividades do CESE e conhecer novos colegas que trabalham sobre o mesmo assunto noutros Estados-Membros. 

Neste vídeo, Katrīna Leitāne partilha a sua experiência sobre a sua visita de trabalho e os intercâmbios profícuos que teve com o Conselho Económico, Social e Ambiental de França. 

Para mais informações sobre o programa de intercâmbio, consulte a nossa página Web aqui

Para mais informações, queira contactar o secretariado da Unidade das Relações com os Conselhos Económicos e Sociais Nacionais e a Sociedade Civil (EESC-ESCS-relations@eesc.europa.eu).

O CESE salientou a importância de integrar as perspetivas da juventude nas políticas da UE, instando as organizações de juventude a participarem na avaliação da perspetiva dos jovens, uma iniciativa do CESE para dar mais voz aos jovens na elaboração de políticas.

O CESE salientou a importância de integrar as perspetivas da juventude nas políticas da UE, instando as organizações de juventude a participarem na avaliação da perspetiva dos jovens, uma iniciativa do CESE para dar mais voz aos jovens na elaboração de políticas. 

No seu recente convite à apresentação de candidaturas, o CESE convidou as organizações de juventude a apresentarem, até 30 de junho de 2024, a sua candidatura para participarem na avaliação da perspetiva dos jovens. As organizações selecionadas identificarão os pareceres do CESE que desejam influenciar, participarão em reuniões e audições e apresentarão contributos escritos. As organizações elegíveis devem ser constituídas democraticamente, respeitar os princípios da Convenção Europeia dos Direitos Humanos e ter atividades ou órgãos de decisão liderados por jovens. 

No ano passado, o CESE testou esta iniciativa, dando aos representantes da juventude de toda a Europa a oportunidade de contribuírem para debates sobre questões importantes, como a democracia, a política agrícola comum e a participação dos jovens no âmbito das relações entre a UE e o Reino Unido. Por ter sido um êxito, o CESE decidiu tornar a iniciativa um instrumento permanente e apela às outras instituições da UE para que adotem medidas semelhantes. 

Num recente debate em reunião plenária, os representantes da juventude mostraram-se satisfeitos com o facto de a iniciativa assegurar a sua participação noutros temas que não apenas os tradicionalmente centrados nos jovens, como a crise climática. 

O presidente do CESE, Oliver Röpke, frisou que a iniciativa é um compromisso político fundamental, tendo sublinhado a necessidade de os jovens participarem continuamente no processo de decisão da UE. Observou que as eleições não devem ser a única ocasião em que os jovens fazem ouvir a sua voz, acrescentando que a avaliação da perspetiva dos jovens lhes assegura a possibilidade de contribuírem regularmente para as políticas da UE. 

Katrīna Leitāne, presidente do Grupo Eventual para a Participação dos Jovens do CESE, referiu-se aos progressos realizados na integração da voz dos jovens no processo de decisão da UE, observando que a avaliação da perspetiva dos jovens é um processo dinâmico que evoluirá com a experiência. Elias Dray, vice-presidente do Fórum Europeu da Juventude, elogiou o CESE pela sua liderança e incentivou as organizações de juventude a aderirem à iniciativa, asseverando que as suas perspetivas moldarão os futuros pareceres do CESE. 

Bora Muzhaqi, ministra da Juventude e da Infância da Albânia, também participou na reunião plenária do CESE. O seu país ambiciona ser um exemplo no que toca à política da juventude, demonstrando o valor de ter pessoas a exercer funções dedicadas exclusivamente às questões da juventude. «Acredito verdadeiramente que, através do nosso trabalho atual com os jovens e para os jovens, estamos a prepará-los para o futuro, a capacitá-los para serem os líderes do presente, para que herdem um planeta sustentável e ecologicamente diversificado», afirmou.

O CESE tem uma excelente relação de trabalho com a Albânia, o que ilustra o papel fundamental da parceria transnacional para promover a participação dos jovens em todos os níveis de governação.

O CESE está empenhado nesta iniciativa desde setembro de 2022, quando adotou um parecer sobre a avaliação da perspetiva dos jovens pela UE. Os esforços envidados pelo CESE, incluindo o evento anual «A tua Europa, a tua voz», são sinal de que está empenhado em reforçar a participação dos jovens no processo decisório da UE. 

As recomendações da edição deste ano do evento, que teve lugar em março de 2024, destinam-se aos próximos dirigentes da UE e estão disponíveis em linha. (ks)

A Comissão Europeia propôs uma meta de redução de 90% das emissões líquidas de gases com efeito de estufa até 2040, tendo em vista a neutralidade climática até 2050. O Comité Económico e Social Europeu (CESE) apoiou este objetivo na reunião plenária de maio, salientando que está em consonância com as recomendações científicas para limitar o aquecimento global a 1,5 °C.

A Comissão Europeia propôs uma meta de redução de 90% das emissões líquidas de gases com efeito de estufa até 2040, tendo em vista a neutralidade climática até 2050. O Comité Económico e Social Europeu (CESE) apoiou este objetivo na reunião plenária de maio, salientando que está em consonância com as recomendações científicas para limitar o aquecimento global a 1,5 °C. 

O CESE apoiou a proposta, salientando a importância de dar um contributo justo para os esforços mundiais em matéria de clima e de assegurar simultaneamente a competitividade das indústrias europeias durante a transição para uma economia hipocarbónica. Teppo Säkkinen, relator do Parecer – Meta climática da UE para 2040, sublinhou a necessidade de um sistema elétrico sem carbono até 2040 para impulsionar a descarbonização da indústria, dos transportes e dos edifícios, defendendo a redução efetiva das emissões através da eliminação progressiva dos combustíveis fósseis. 

O CESE advertiu contra a dependência excessiva da remoção de carbono, devido a riscos como os incêndios florestais e as pragas, apelando para uma abordagem que assegure o equilíbrio entre a redução das emissões e a remoção de carbono. A próxima fase da política climática da UE deve centrar-se no investimento, na construção de uma economia sólida, no reforço da segurança energética e na criação de empregos de alta qualidade. Para tal, é fundamental alcançar o objetivo de redução de 55% das emissões até 2030 e aplicar a legislação do pacote Objetivo 55. 

O CESE considera que se deve descarbonizar o setor da produção de eletricidade até 2040 e, pouco depois, os setores do aquecimento e arrefecimento. A disponibilidade de energia limpa e a preços acessíveis é essencial para descarbonizar a indústria, os edifícios e os transportes. 

O CESE propôs igualmente o estabelecimento de uma meta de redução das emissões para o setor agroalimentar, através de um diálogo com os agricultores e as partes interessadas, a fim de garantir a segurança alimentar e tendo em conta as diversas condições naturais na UE. 

O apoio público e a participação das partes interessadas são cruciais para alcançar a meta para 2040. Por conseguinte, o CESE apela para um amplo diálogo, nomeadamente com os parceiros sociais, a sociedade civil e os cidadãos, quando da definição das metas e da elaboração das políticas. 

No âmbito da elaboração da proposta legislativa da UE relativa à meta para 2040, o CESE frisa a necessidade de alargar o controlo da competitividade a outras grandes economias, a fim de manter a competitividade global e a base industrial da Europa, assegurando simultaneamente elevados padrões ambientais e sociais. (ks)

Na reunião plenária de maio, o CESE adotou dois pareceres que realçam o papel crucial da política de coesão (principal instrumento da UE de financiamento do desenvolvimento regional) para os futuros alargamentos. O CESE defende, nomeadamente, a inclusão de instrumentos de conformidade nos tratados de adesão para fazer face a eventuais desafios pós-adesão, como a emigração e as preocupações no que toca ao Estado de direito.

Na reunião plenária de maio, o CESE adotou dois pareceres que realçam o papel crucial da política de coesão (principal instrumento da UE de financiamento do desenvolvimento regional) para os futuros alargamentos. O CESE defende, nomeadamente, a inclusão de instrumentos de conformidade nos tratados de adesão para fazer face a eventuais desafios pós-adesão, como a emigração e as preocupações no que toca ao Estado de direito. 

Nas suas novas recomendações, o CESE realça a importância de integrar e capacitar as organizações da sociedade civil para uma utilização eficaz dos fundos no âmbito da política de coesão. O êxito desta política mede-se pelos resultados obtidos a nível social e territorial, e não apenas pelos investimentos económicos. É fundamental reforçar as capacidades da administração pública para se alcançar a coesão. 

No debate em plenária, a comissária da Coesão e Reformas, Elisa Ferreira, e o presidente do Comité das Regiões Europeu, Vasco Alves Cordeiro, frisaram a importância das ajudas de pré-adesão e da capacitação das organizações da sociedade civil. 

Oliver Röpke, presidente do CESE, e outros intervenientes salientaram a necessidade de uma política de coesão sólida para fazer face aos desafios do alargamento da UE e evitar a sua fragmentação. É essencial adaptar a ajuda às regiões candidatas para assegurar a paz e a prosperidade, e algumas das recomendações principais destacam o reforço da educação, a participação das organizações da sociedade civil e a utilização de mecanismos especiais para países como a Ucrânia. 

O CESE assinalou igualmente os impactos mais vastos do alargamento nos atuais Estados-Membros, salientando a necessidade de fundos adicionais para as regiões afetadas. O nono relatório sobre a coesão apela para a adaptação aos novos desafios através do investimento nas PME, do reforço das administrações locais e do apoio ao acesso equitativo ao emprego. É crucial dispor de uma política de coesão dinâmica para libertar o potencial económico da UE e assegurar uma integração eficaz dos novos Estados-Membros. (tk)

A medicina nuclear e o aprovisionamento de radioisótopos devem ser uma prioridade absoluta da União Europeia se quisermos garantir a igualdade de acesso aos tratamentos oncológicos para todos os doentes na Europa. 

 

A medicina nuclear e o aprovisionamento de radioisótopos devem ser uma prioridade absoluta da União Europeia se quisermos garantir a igualdade de acesso aos tratamentos oncológicos para todos os doentes na Europa. 

A UE e os Estados-Membros devem assegurar a disponibilidade de financiamento para as tecnologias radiológicas e nucleares aplicadas à medicina. Ao mesmo tempo, devem também intensificar a sua cooperação para eliminar os obstáculos regulamentares ao aprovisionamento de radioisótopos e reduzir a sua dependência de países terceiros no que diz respeito às matérias-primas. 

Com este objetivo em mente, o Parecer do CESE – Plano Europeu de Luta contra o Cancro: assegurar um aprovisionamento seguro de radioisótopos médicos, adotado na reunião plenária de maio, destaca a necessidade de não poupar esforços na luta contra o cancro. 

Os relatores Alena Mastantuono e Philippe Charry estão convictos de que a única forma de garantir um melhor aprovisionamento de radioisótopos na Europa e de satisfazer a procura crescente por parte dos doentes é «tomando decisões políticas audaciosas e dispondo de uma regulamentação sólida neste domínio». 

Todos os anos, até 10 milhões de doentes europeus beneficiam da imagiologia médica nuclear para o diagnóstico de várias doenças, como cancros ou patologias cardíacas. As tecnologias radiológicas e nucleares que utilizam radioisótopos são essenciais na luta contra o cancro em todas as fases dos cuidados prestados: a deteção precoce, o diagnóstico, o tratamento e os cuidados paliativos. (mp)