Em 8 de março de 2024, o Comité Económico e Social Europeu e a Comissão Europeia organizaram, em Bruxelas, uma conferência intitulada «As doenças raras na UE: ação conjunta para moldar o futuro das redes europeias de referência» (reunião inicial da JARDIN). A conferência marcou o lançamento da iniciativa europeia conjunta sobre doenças raras que visa integrar as redes europeias de referência nos sistemas nacionais de saúde, criando ao mesmo tempo uma frente comum constituída por instituições da UE, países europeus, organizações da sociedade civil, associações de doentes, cientistas, profissionais e gestores hospitalares.

Em 8 de março de 2024, o Comité Económico e Social Europeu e a Comissão Europeia organizaram, em Bruxelas, uma conferência intitulada «As doenças raras na UE: ação conjunta para moldar o futuro das redes europeias de referência» (reunião inicial da JARDIN). A conferência marcou o lançamento da iniciativa europeia conjunta sobre doenças raras que visa integrar as redes europeias de referência nos sistemas nacionais de saúde, criando ao mesmo tempo uma frente comum constituída por instituições da UE, países europeus, organizações da sociedade civil, associações de doentes, cientistas, profissionais e gestores hospitalares.

Os sistemas de saúde na UE têm dificuldade em prestar cuidados de elevada qualidade e eficazes em termos de custos quando se trata de doenças complexas de baixa prevalência ou raras que afetam a vida quotidiana de cerca de 30 milhões de europeus. Importa, por conseguinte, tirar partido do potencial das redes europeias de referência, ou seja, as redes virtuais de prestadores de cuidados de saúde em toda a Europa que facilitam os debates sobre doenças e patologias raras ou complexas necessitando de tratamento altamente especializado e de uma centralização dos conhecimentos e recursos.

A ação conjunta JARDIN é um projeto que integra as redes europeias de referência nos sistemas nacionais de saúde e procura torná-las sustentáveis. Desenvolve percursos nacionais para os doentes associados às redes europeias de referência, redes nacionais de referência que refletem e complementam as redes europeias de referência, e estruturas para doentes não diagnosticados.

O projeto envolve os 27 Estados-Membros da UE, assim como a Noruega e a Ucrânia. É coordenado pela Áustria e dispõe de um financiamento total de 18,75 milhões de euros (15 milhões de euros da UE e 3,75 milhões de euros dos Estados-Membros) para um período de três anos. Espera-se que os resultados da JARDIN, nomeadamente recomendações, roteiros e relatórios de projetos-piloto específicos, contribuam para a elaboração nos Estados-Membros de planos nacionais mais eficazes para as doenças raras. (mp)

O nosso voto conta!

Caras leitoras, Caros leitores,

Desde a guerra de agressão desencadeada pela Rússia contra a Ucrânia que as nossas democracias estão a ser postas à prova por vários fatores, com graves repercussões sociais, políticas e financeiras em todos os Estados-Membros e na própria União. No entanto, sempre acreditei que, quando confrontados com tempos difíceis, os cidadãos europeus se mostram unidos e determinados em definir conjuntamente o caminho a seguir para construir a Europa a que aspiram para si e para as gerações vindouras, exercendo o seu direito de voto para escolher os novos dirigentes europeus.

O nosso voto conta!

Caras leitoras, Caros leitores,

Desde a guerra de agressão desencadeada pela Rússia contra a Ucrânia que as nossas democracias estão a ser postas à prova por vários fatores, com graves repercussões sociais, políticas e financeiras em todos os Estados-Membros e na própria União. No entanto, sempre acreditei que, quando confrontados com tempos difíceis, os cidadãos europeus se mostram unidos e determinados em definir conjuntamente o caminho a seguir para construir a Europa a que aspiram para si e para as gerações vindouras, exercendo o seu direito de voto para escolher os novos dirigentes europeus.

Tendo em conta a importância das próximas eleições europeias, que terão lugar entre 6 e 9 de junho de 2024, para definir o rumo da UE nos próximos 5 anos, o CESE uniu forças com o Parlamento Europeu assinando um Memorando de Entendimento sobre a cooperação na perspetiva das eleições europeias.

A experiência mostra que, por regra, a participação nas eleições europeias é inferior à das eleições nacionais. Por este motivo, o CESE empenhar-se-á fortemente nas atividades de sensibilização para as próximas eleições europeias. Através da mobilização da nossa rede de 90 milhões de pessoas – que inclui empregadores, trabalhadores e outras organizações da sociedade civil – podemos contribuir para uma maior afluência às urnas.

Neste contexto, já tiveram lugar várias iniciativas, a começar pela Semana da Sociedade Civil, realizada de 4 a 7 de março de 2024, que reuniu mais de 800 representantes de organizações da sociedade civil e de organizações de juventude para debater as próximas eleições e o futuro da UE.

O CESE adotou também uma resolução na sua reunião plenária de março apelando aos cidadãos para que exerçam o seu direito de voto. Além disso, foi criada uma página Web específica sob o lema #USAOTEUVOTO para acolher atividades, eventos e iniciativas dos membros e do pessoal do CESE. As atividades de sensibilização organizadas pelos membros a nível local desempenharão um papel fundamental!

Em 4 de maio, todas as instituições da UE abrirão as suas portas aos visitantes para promover a participação democrática nas eleições e assinalar o aniversário da Declaração Schuman. Em 26 de maio, a nossa equipa de entusiastas de atletismo «Run for Europe» participará na meia maratona «20 km de Bruxelas» para promover a campanha «Usa o teu voto». Não devemos esquecer que quanto mais pessoas votarem, mais forte será a nossa democracia. Quanto mais pessoas forem às urnas, mais legítimas serão as decisões tomadas. Chegou o momento de os cidadãos, em especial os jovens, irem votar. Poderão assim fazer a diferença e dar à Europa um «rosto» de que se orgulharão.

Enquanto representante do interesse geral dos cidadãos europeus, a sociedade civil pode desempenhar um papel central nesta campanha, em especial no que diz respeito a sensibilizar os cidadãos para a importância das eleições e a incentivá-los a ir votar.

Convido-vos a trabalhar em conjunto, a contactar os cidadãos e as organizações da sociedade civil a todos os níveis – europeu, nacional e regional –, encetando com eles um verdadeiro diálogo, a fim de escutar a sua voz e transmitir aos nossos dirigentes políticos as expectativas das organizações de milhões de cidadãos representadas pelo CESE em relação aos novos deputados ao Parlamento Europeu e à nova Comissão nos próximos 5 anos.

O nosso voto conta! #USAOTEUVOTO

Com os melhores cumprimentos,

Aurel Laurenţiu Plosceanu, vice-presidente responsável pela Comunicação

Pelo Grupo das Organizações da Sociedade Civil do CESE

A Categoria das Profissões Liberais do Comité Económico e Social Europeu (CESE) organizará a 8.ª edição do Dia Europeu das Profissões Liberais, em 7 de maio de 2024, das 10h30m às 16 horas, em Bruxelas.

Pelo Grupo das Organizações da Sociedade Civil do CESE

A Categoria das Profissões Liberais do Comité Económico e Social Europeu (CESE) organizará a 8.ª edição do Dia Europeu das Profissões Liberais, em 7 de maio de 2024, das 10h30m às 16 horas, em Bruxelas.

Junte-se a nós para debater o tema da edição deste ano: «Apoio dos profissionais liberais ao Pacto Azul Europeu». Juntamente com os principais decisores políticos da Comissão Europeia, do Parlamento Europeu e dos Estados-Membros, procuraremos soluções para fazer face aos crescentes desafios relacionados com a água.

A água é um recurso imprescindível à vida, mas é cada vez mais escasso. À medida que a população mundial aumenta, aumenta também a procura de água. Quase dois terços dos cidadãos europeus consideram que a qualidade e/ou a quantidade da água no seu país é um problema grave. As alterações climáticas continuarão a afetar a disponibilidade, a qualidade e a quantidade de água. Se não forem tomadas medidas, a escassez de água e a pobreza hídrica poderão afetar partes cada vez mais vastas da sociedade civil em todo o mundo, com implicações de grande alcance para a segurança alimentar, o ambiente, a saúde humana e a estabilidade económica, social e política.

Nesta conferência, já reconhecida como uma plataforma dinâmica e de relevo para os principais profissionais liberais europeus, debateremos de que forma os profissionais liberais podem ajudar a encontrar soluções inovadoras para pôr em prática um Pacto Azul Europeu e atenuar os desafios relacionados com a água que a Europa e o mundo enfrentarão nos próximos anos e décadas.

Será assegurada interpretação simultânea em inglês, alemão e italiano. A conferência é aberta ao público, podendo a participação ser presencial ou à distância. Em ambos os casos, a inscrição é obrigatória.

As inscrições decorrem até 2 de maio de 2024 através da nossa página de inscrição.

Pelo Grupo dos Trabalhadores do CESE

As cooperativas e comunidades de energia são fundamentais para o êxito da transição ecológica. No entanto, a Comissão não lhes dá a devida importância no Plano de Ação Europeu para a Energia Eólica, que parece ignorar a crescente oposição aos novos parques eólicos.

Pelo Grupo dos Trabalhadores do CESE

As cooperativas e comunidades de energia são fundamentais para o êxito da transição ecológica. No entanto, a Comissão não lhes dá a devida importância no Plano de Ação Europeu para a Energia Eólica, que parece ignorar a crescente oposição aos novos parques eólicos.

Em outubro, a Comissão Europeia apresentou o Plano de Ação Europeu para a Energia Eólica, a fim de assegurar que a transição para as energias limpas é indissociável da competitividade industrial e que a energia eólica continua a ser uma história de sucesso na Europa.

A energia eólica, responsável por mais de um terço da eletricidade renovável da Europa – e por mais de 17% da sua produção total de eletricidade –, é um elemento fundamental para o futuro da produção de eletricidade com impacto zero.

Porém, o plano de ação da Comissão parece ignorar a crescente oposição à criação de novos parques eólicos por parte de vários grupos, dos que defendem a preservação da paisagem aos apologistas da conservação da natureza, com reações do tipo «NIMBY» («not in my backyard», isto é, «não à minha porta»).

As cooperativas e as comunidades de energia, que dinamizam processos locais liderados pelos cidadãos, levando-os a apoderarem-se da transição, são cruciais para superar essa oposição e assegurar que os benefícios da transição são amplamente partilhados. Além disso, são também importantes se queremos que a produção de energia a partir de fontes renováveis seja um verdadeiro ponto de partida para um novo sistema de produção de energia mais descentralizado.

A Comissão, no entanto, optou por centrar o seu Plano de Ação Europeu para a Energia Eólica apenas nas grandes empresas, o que prejudicará o processo e diminuirá a sua aceitação, pondo em risco a transição. A Comissão deve reconsiderar o âmbito do seu plano de ação e incluir a participação dos cidadãos no seu pilar 7.

Deve assegurar que os concursos não se baseiam exclusivamente no preço, mas têm igualmente em conta as questões ligadas ao ambiente, à saúde e segurança no trabalho e à negociação coletiva, tal como recomendado recentemente pelo CESE no seu parecer sobre este tema.

©UN Women

Em março, o Comité Económico e Social Europeu (CESE) participou na 68.ª reunião da Comissão das Nações Unidas sobre o Estatuto da Mulher (68.ª reunião da CEM), que teve lugar em Nova Iorque. A CEM é o principal organismo internacional e intergovernamental empenhado na luta pela igualdade de género.

Em março, o Comité Económico e Social Europeu (CESE) participou na 68.ª reunião da Comissão das Nações Unidas sobre o Estatuto da Mulher (68.ª reunião da CEM), que teve lugar em Nova Iorque. A CEM é o principal organismo internacional e intergovernamental empenhado na luta pela igualdade de género.

Esta foi a primeira vez que o CESE participou na maior reunião anual das Nações Unidas dedicada ao empoderamento das mulheres, que este ano se centrou na erradicação da pobreza feminina. Dando voz à sociedade civil europeia na sua luta pela igualdade de género, o CESE contribuiu para o tema com uma declaração que inclui dez pontos de ação para o empoderamento económico e a proteção social das mulheres.

A delegação do CESE foi chefiada pelo presidente Oliver Röpke, que fez da igualdade de género uma prioridade fundamental do seu trabalho e da sua presidência. O presidente Oliver Röpke afirmou: «O CESE tem um longo historial de defesa de políticas da UE e mundiais que promovam a igualdade de género e combatam as desigualdades económicas e sociais com que as mulheres e as raparigas se deparam atualmente. No entanto, esta é a primeira vez que, permitindo à sociedade civil europeia falar a uma só voz, levamos o nosso trabalho ao mais alto nível nesta luta coletiva em prol da igualdade de género a nível mundial. A pobreza não é neutra em termos de género, por isso a nossa resposta também não o pode ser».

Os pontos de ação enumerados na declaração do CESE sintetizam as posições do Comité sobre o tema da 68.ª reunião da CEM. Visam promover a igualdade de género, combater a pobreza e reforçar as instituições através de uma perspetiva de género, em consonância com as prioridades da UE. Incluem, nomeadamente, a proteção das mulheres contra todos os tipos de violência, a garantia de serviços de saúde acessíveis, a representação equitativa das mulheres no mercado de trabalho, a promoção da liderança das mulheres e a garantia da igualdade de oportunidades através da educação.

«Daqui a um ano, espero poder afirmar que a presença do CESE na Comissão das Nações Unidas sobre o Estatuto da Mulher contribuiu para dar uma voz mais forte a estas exigências. Podemos e devemos ser críticos. Precisamos das vozes críticas da sociedade civil, das partes interessadas, das organizações não governamentais e das instituições que trabalham em prol deste objetivo coletivo e partilhado: uma Europa mais igualitária, um mundo mais igualitário. Podemos e devemos mostrar o caminho a seguir», afirmou o presidente Oliver Röpke. O CESE fez parte da delegação da UE, representada pela Presidência da UE, e desempenhou o papel de observador, juntamente com o Parlamento Europeu. Para além de contar com o presidente, a delegação do CESE foi composta pelos seguintes membros: Christa Schweng, Mariya Mincheva, Cinzia del Rio, Maria Nikolopoulou, Chiara Corazza e Sif Holst, presidente do Grupo para a Igualdade do CESE. (ll)

Junte-se a nós no Dia de Portas Abertas do CESE, em 4 de maio

Marque na sua agenda: no sábado, 4 de maio de 2024, o Comité Económico e Social Europeu (CESE) abre as suas portas para o Dia de Portas Abertas da UE, um evento interinstitucional que se realiza anualmente. Nesse dia, celebramos a democracia europeia e damos destaque às próximas eleições europeias de junho. Esta é uma oportunidade para aprender sobre a UE, dialogar com a sociedade civil e descobrir como a sua voz e o seu voto podem moldar o futuro da Europa.

Junte-se a nós no Dia de Portas Abertas do CESE, em 4 de maio

Marque na sua agenda: no sábado, 4 de maio de 2024, o Comité Económico e Social Europeu (CESE) abre as suas portas para o Dia de Portas Abertas da UE, um evento interinstitucional que se realiza anualmente. Nesse dia, celebramos a democracia europeia e damos destaque às próximas eleições europeias de junho. Esta é uma oportunidade para aprender sobre a UE, dialogar com a sociedade civil e descobrir como a sua voz e o seu voto podem moldar o futuro da Europa.

O que ganha com uma visita ao Dia de Portas Abertas no CESE?

  • Edifício Jacques Delors: Explore o emblemático edifício do CESE, situado na Rue Belliard, o coração da sociedade civil organizada na Europa. Veja em primeira mão como os representantes dos empregadores, dos trabalhadores, dos ambientalistas, dos consumidores, e não só, contribuem para a elaboração das políticas da UE.
  • Aprendizagem interativa: Participe em debates animados com os membros do CESE sobre temas que lhe sejam próximos. Fique a saber como o diálogo social molda a legislação da UE e como a sua voz pode ser ouvida. 
  • Atividades para todas as idades: Desfrute de um ambiente animado, com boa música ao vivo, jogos interativos para testar os conhecimentos da UE e pinturas faciais para os mais novos. Leve para casa um presente comemorativo ou um retrato em caricatura e capte o dia com uma experiência divertida na cabina fotográfica.
  • Debates aprofundados: Fique a conhecer o papel do CESE na construção de uma Europa sustentável, próspera e inclusiva para todos. Pode participar em debates breves e concentrados com membros do CESE sobre temas específicos do seu interesse. É uma oportunidade única para obter informações valiosas no epicentro das políticas europeias.
  • O poder da sociedade civil: Descubra como o CESE funciona enquanto ponte entre os cidadãos e a UE. Veja como diferentes vozes se unem para defender a justiça social, a proteção do ambiente e muito mais, em prol de uma União Europeia mais forte.

Celebração em duas rodas

Para acrescentar à emoção, no dia 4 de maio chegará ao CESE um grupo de ciclistas. Algumas destas pessoas, membros do CESE e não só, vão pedalar 500 km, de França até Bruxelas, como forma de sensibilizar para as eleições europeias. Junte-se a nós para os saudar à sua chegada ao CESE e para saber mais sobre a sua missão inspiradora, a sua viagem e os desafios com que se depararam ao longo do caminho.

Mais do que uma visita, é uma experiência

O Dia de Portas Abertas do CESE é a sua oportunidade para estabelecer uma ligação com a Europa, celebrar a democracia e descobrir o poder da sociedade civil. Temos alguma coisa para oferecer a todas as pessoas, quer nutram um entusiasmo inveterado pela UE, quer sintam algum ceticismo, quer tenham apenas uma curiosidade de principiante. Venha explorar, aprender e participar no coração da democracia europeia!

Não perca os pormenores

Não é necessária inscrição prévia. Nas próximas semanas, partilharemos mais informações sobre as atividades específicas e destaques interessantes. Siga-nos nas redes sociais e visite o nosso sítio Web (www.eesc.europa.eu/openday) para não perder nenhuma novidade.

Não perca esta oportunidade única de conhecer a sua Europa em primeira mão! (cg)

#EuropeDay #UseYourVote

Em 27 de fevereiro, o presidente do Comité Económico e Social Europeu (CESE), Oliver Röpke, e a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, assinaram um Memorando de Entendimento com vista à cooperação na preparação das eleições europeias.

Em 27 de fevereiro, o presidente do Comité Económico e Social Europeu (CESE), Oliver Röpke, e a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, assinaram um Memorando de Entendimento com vista à cooperação na preparação das eleições europeias.

A parceria visa aprofundar a cooperação entre as duas instituições para promover as eleições europeias, encorajar a afluência às urnas (sobretudo entre as pessoas que não costumam votar e as que votam pela primeira vez) e combater a manipulação da informação.

Entre outras medidas, as instituições acordaram em intensificar a sua cooperação na comunicação sobre as eleições, coordenar a organização de eventos, como o Dia de Portas Abertas ou a Semana da Sociedade Civil, e partilhar informações sobre as plataformas «unidos.eu» e «O que a Europa faz por mim».

O presidente do CESE, Oliver Röpke, declarou: «As eleições europeias serão um teste decisivo da democracia europeia. O CESE pode ser a plataforma para que a sociedade civil se mostre à altura dessa democracia. Congratulo-me com o Memorando de Entendimento hoje celebrado com o Parlamento Europeu, que nos permite desempenhar um papel mais ativo no período que antecede as eleições e dialogar com os eleitores para aumentar a afluência às urnas. O CESE e o Parlamento Europeu são parceiros e aliados.»

O Memorando de Entendimento define domínios específicos em que a cooperação entre o CESE e o Parlamento Europeu deve ser prosseguida e reforçada na perspetiva das eleições europeias de 2024. (kn/ll)

Conversámos com o jornalista franco-georgiano Régis Genté sobre as questões que mais suscitam preocupação na perspetiva das eleições europeias de 2024: a ascensão da extrema-direita, a desmotivação dos jovens e a desinformação. Especialista em política na região pós-soviética, Régis Genté colabora com meios de comunicação social de referência, como a Radio France Internationale, o canal de televisão France 24 e o jornal Le Figaro.

Conversámos com o jornalista franco-georgiano Régis Genté sobre as questões que mais suscitam preocupação na perspetiva das eleições europeias de 2024: a ascensão da extrema-direita, a desmotivação dos jovens e a desinformação. Especialista em política na região pós-soviética, Régis Genté colabora com meios de comunicação social de referência, como a Radio France Internationale, o canal de televisão France 24 e o jornal Le Figaro.

CESE Info: Considera que o crescimento dos partidos de extrema-direita em toda a Europa terá impacto no resultado das eleições europeias?

Não sou, de todo, perito na extrema-direita na Europa, mas olhando para os dados de que dispomos no meu país (França) tenho de reconhecer que a extrema-direita está à frente nas sondagens. As eleições europeias constituem um meio político para os cidadãos europeus enviarem aos seus políticos uma mensagem sobre o seu próprio país. Os cidadãos europeus pensam, em primeiro lugar, sobre a situação política no seu país e só depois sobre a situação na Europa. Portanto, sim, os partidos de extrema-direita terão provavelmente impacto nestas eleições, num contexto em que o debate sobre as questões relativas à soberania por oposição à integração europeia está a ganhar preponderância.

Considera que os jovens estão motivados para participar nas eleições europeias?

Responderei a essa questão enquanto cidadão comum que vive num território pós-soviético há 22 anos e como alguém que, muitas vezes, também fala com jovens na Europa. Não, não estão muito motivados para votar. O mesmo se passa na Geórgia, onde vivo. Os jovens estão politizados, mas não a favor de um partido pró-governo ou da oposição. Querem participar na vida política do seu país, mas recusam-se a votar porque nenhum partido nem nenhum dirigente partidário os representa verdadeiramente. É uma posição interessante que respeito, porque pode abrir as portas a uma forma diferente de fazer política, que vá além da democracia representativa e dos partidos. Mas, entretanto, deixa a arena política aos políticos e às várias forças políticas... sem que os jovens nela participem.

Até que ponto a desinformação pode influenciar os eleitores nas próximas eleições europeias?

A desinformação triunfará se aqueles a quem se destina – na ocorrência, nós, europeus – forem permeáveis. A desinformação russa não cria problemas, serve-se dos que já existem. E todos nós estamos conscientes de que as nossas sociedades estão atualmente a atravessar uma profunda crise política e moral. Isto significa que, infelizmente, o terreno é fértil para que a desinformação frutifique. No entanto, sinto que, enquanto europeus e cidadãos do mundo, estamos agora mais conscientes e conhecedores da forma de lidar com as notícias nos média sociais. Aprendemos muito nesta última década. Sabemos um pouco melhor como filtrar as notícias nas plataformas dos média sociais, uma vez que estamos cientes de que estas são um espaço propício à manipulação e à disseminação de notícias falsas. Não devemos ser demasiado pessimistas, porque esse estado de alma já nos tornou vítimas da desinformação. As sociedades deixaram de ser ingénuas e as pessoas estão cientes de que alguns países e intervenientes políticos podem utilizar os média sociais para manipular a opinião pública. Eu diria que apenas uma minoria de pessoas está ativa nos média sociais; a grande maioria da população média, formada, tende a manter-se silenciosa. E este número significativo de pessoas não está a engolir tudo o que é escrito nos média sociais.

Em 20 de março, o CESE adotou uma resolução em que insta os cidadãos europeus a exercerem o seu direito democrático de voto e a participarem nas já muito próximas eleições europeias.

Em 20 de março, o Comité Económico e Social Europeu (CESE) adotou uma resolução em que insta os cidadãos europeus a exercerem o seu direito democrático de voto e a participarem nas já muito próximas eleições europeias.

«Atravessámos tempos difíceis, mas ninguém pode negar que a UE tem garantido paz, democracia, prosperidade económica e progresso social para os seus Estados-Membros, cidadãos e cidadãs. Graças à União, temos liberdade para trabalhar, estudar e fazer negócios em qualquer país da UE», declarou o CESE na resolução.

O nacionalismo, o populismo e as soluções país por país não são a resposta, mas sim a colaboração, a cooperação e a convergência», afirmou o CESE, salientando que nenhum país da UE pode enfrentar sozinho desafios como o aumento da inflação, as guerras, a migração ou a emergência climática.

A resolução foi adotada na reunião plenária do CESE de março, na sequência do debate subordinado ao tema «As eleições europeias de 2024 na perspetiva da sociedade civil», que contou com a participação de ativistas da sociedade civil e representantes dos conselhos económicos e sociais nacionais de França e da Bulgária.

O CESE expressou a intenção de mobilizar a sua rede de pelo menos 90 milhões de pessoas em toda a UE e assegurar que os europeus vão às urnas para decidirem quem os representará no Parlamento Europeu nos próximos cinco anos.

Recordando que as organizações representadas pelos membros do CESE estão profundamente enraizadas nas sociedades civis nacionais, o presidente do CESE, Oliver Röpke, declarou na reunião plenária: «Podemos chegar a todas as pessoas e convencê-las a votar, e temos de o fazer: é o nosso dever moral.»

Além disso, o CESE uniu esforços com o Parlamento Europeu para ajudar a aumentar a afluência às urnas, que é geralmente muito inferior à das eleições nacionais, em especial em alguns Estados-Membros.

O presidente do CESE sublinhou que, face ao recuo da democracia em todo o mundo e em alguns Estados-Membros, as eleições de 2024 parecem ser particularmente cruciais.

«Estas eleições não são uma panaceia para os nossos problemas, para os nossos receios ou para as preocupações dos cidadãos, mas são uma forma legítima de expressar os nossos anseios, reclamar um futuro melhor e exigir contas aos responsáveis políticos», afirmou Oliver Röpke.

Na sua intervenção na reunião plenária, os três relatores da resolução, Christa Schweng, Cinzia del Rio e Ioannis Vardakastanis, em representação do Grupo dos Empregadores, do Grupo dos Trabalhadores e do Grupo das Organizações da Sociedade Civil do CESE, respetivamente, apelaram em uníssono aos europeus para que exerçam o seu direito de voto e elejam representantes que defendam uma Europa unida, democrática, sustentável e social.

Em julho, o CESE adotará uma nova resolução, centrada nas exigências da sociedade civil para o Parlamento Europeu recém-eleito e a nova Comissão. (II)

Numa resposta conjunta ao adiamento pela Comissão Europeia da iniciativa sobre a resiliência hídrica, representantes do Comité Económico e Social Europeu (CESE), do grupo do Parlamento Europeu (PE) para a água e do Comité das Regiões Europeu (CR) enviaram uma carta aberta ao vice-presidente executivo Maroš Šefčovič, solicitando à Comissão que adote uma abordagem abrangente da água e reiterando o seu apelo para um Pacto Azul Europeu.

Numa resposta conjunta ao adiamento pela Comissão Europeia da iniciativa sobre a resiliência hídrica, representantes do Comité Económico e Social Europeu (CESE), do grupo do Parlamento Europeu (PE) para a água e do Comité das Regiões Europeu (CR) enviaram uma carta aberta ao vice-presidente executivo Maroš Šefčovič, solicitando à Comissão que adote uma abordagem abrangente da água e reiterando o seu apelo para um Pacto Azul Europeu.

A carta reflete as preocupações conjuntas destas instituições relativamente ao adiamento da iniciativa sobre a resiliência hídrica, que consideram um sinal preocupante no que diz respeito ao compromisso da UE de fazer face aos desafios cada vez maiores da Europa no domínio da água. As três instituições representam a sociedade civil da UE, os cidadãos e os governos locais, respetivamente.

Propõem uma abordagem holística e colaborativa que integre a água em todas as políticas, a fim de garantir um acesso social equitativo, o acesso dos agricultores, das indústrias e das infraestruturas, além de ter em conta os aspetos sociais, económicos e ambientais da água.

Esta mudança visa ir além das abordagens fragmentadas existentes, promovendo uma estratégia autónoma para a água mais abrangente e eficaz. Este convite interinstitucional insta a Comissão a prosseguir os seus trabalhos no âmbito da iniciativa sobre a resiliência hídrica e a considerar a água uma das principais prioridades da UE no próximo mandato (2024-2029).

Ver a carta completa aqui. (gb)