Prazos de aplicação e de relato / CSRD e CSDDD

Document Type
AC

Programa de Investigação e Formação da Comunidade Europeia da Energia Atómica (2026-2027)

Document Type
AC

Regulamento Armazenamento de Gás 2025

Document Type
AC

Prazos de aplicação e de relato / CSRD e CSDDD

Document Type
PAC

Sob bombardeamentos diários, obrigados a concentrar-se na sobrevivência, os jovens ucranianos não se podem dar ao luxo de pensar a longo prazo, afirma Yevheniia Senyk, uma jovem ucraniana de 18 anos, participante na edição de 2025 do evento «A tua Europa, a tua voz» e ativista numa organização de juventude. Conta-nos sobre os efeitos da guerra nas organizações de juventude do seu país e os motivos pelos quais é importante fazer ouvir a voz dos jovens ucranianos na cena europeia.

Sob bombardeamentos diários, obrigados a concentrar-se na sobrevivência, os jovens ucranianos não se podem dar ao luxo de pensar a longo prazo, afirma Yevheniia Senyk, uma jovem ucraniana de 18 anos, participante na edição de 2025 do evento «A tua Europa, a tua voz» e ativista numa organização de juventude. Conta-nos sobre os efeitos da guerra nas organizações de juventude do seu país e os motivos pelos quais é importante fazer ouvir a voz dos jovens ucranianos na cena europeia.

De que forma é que a guerra na Ucrânia afetou a tua organização nos últimos três anos? Que mudanças ocorreram nas atividades?

A SD Platform foi criada em 2013 e o nosso objetivo principal é proteger valores como a liberdade, a solidariedade, a igualdade e a justiça, porque acreditamos que estes são os valores mais importantes para construir um futuro progressista na Ucrânia. Também temos muitas filiais no exterior para mobilizar os jovens ucranianos que foram forçados a abandonar o seu país e residem no estrangeiro. 

Em primeiro lugar, a guerra afetou o trabalho das nossas delegações regionais, pois muitas delas, por exemplo, em Odessa e Zaporíjia, estão muito próximas da linha da frente e os habitantes dessas zonas são bombardeados todos os dias. É difícil para essas pessoas pensar em organizar eventos quando o seu principal objetivo é manterem-se vivas. Os bombardeamentos diários afetam os jovens de todo o país, que não se podem dar ao luxo de pensar a longo prazo, pois nem sequer podem prever o que vai acontecer amanhã ou mesmo daqui a duas horas.

Além disso, devido à guerra, a situação financeira na Ucrânia é instável, o que levou ao desemprego entre os jovens. Sobrecarregados de preocupações: encontrar trabalho, estudar e ao mesmo tempo participar na vida associativa juvenil, os jovens têm dificuldade em encontrar um equilíbrio.

Após a invasão em grande escala da Rússia, muitos jovens decidiram pegar em armas e passar a combater diretamente os agressores russos, em vez de o fazerem através de conselhos de juventude ou organizações de juventude, pelo que não têm experiência política. No futuro, será difícil reunir as condições para assegurar que todas as pessoas participam na política de forma adequada.

A SD Platform oferece cursos não formais gratuitos de educação para a política, com o objetivo de assegurar que os jovens conhecem os mecanismos para influenciar a política a nível regional e nacional.

Na tua opinião, por que motivos é importante que as organizações de juventude ou os seus representantes participem em eventos como «A tua Europa, a tua voz»?

Em primeiro lugar, estes eventos internacionais mostram aos ucranianos que a Europa não se esqueceu de nós. É importante para nós estar aqui, fazer ouvir a nossa voz, aprender com as experiências de outros jovens europeus e trazer novas ideias para o nosso país.

Além disso, a nossa presença mostra que temos capacidades para aderir à União Europeia e estamos empenhados em fazer parte do projeto europeu. Graças a eventos como este podemos trocar pontos de vista com os outros jovens europeus. Em suma, é como fazer parte de uma grande parceria entre os jovens europeus.

Na tua opinião, de que tipo de apoio necessitam os jovens ucranianos para continuarem a participar no trabalho com jovens e no ativismo juvenil?

Penso que é muito importante que a União Europeia consulte os jovens ucranianos. Se a União Europeia continuar a dar-nos a possibilidade de participar na elaboração das políticas da UE, chegaremos a conclusões comuns que serão benéficas para todos, porque fazemos parte da Europa. Temos, por conseguinte, de chegar a uma conclusão comum em todos os domínios políticos. Além disso, se a União Europeia continuar a apoiar financeiramente a participação dos jovens ucranianos em eventos deste tipo, incentivá-los-á a manterem-se envolvidos na política, uma vez que os encargos financeiros não constituirão uma barreira tão grande à participação.

Yevheniia Senyk é ativista na SD Plataform, uma organização de juventude que integra o Conselho Nacional da Juventude da Ucrânia. Estuda Relações Internacionais na Universidade Nacional Politécnica de Levive.  

 

Adam Mokhtari, estudante de 17 anos, foi um dos representantes da Irlanda no evento «A tua Europa, a tua voz», realizado em março, em Bruxelas, subordinado ao tema «Dar voz aos jovens». Posteriormente, apresentou as recomendações da iniciativa «A tua Europa, a tua voz» na Semana da Sociedade Civil do CESE, na qual interveio numa sessão intitulada «Traçar a via da Europa – Reconectar sociedades polarizadas através da aprendizagem comunitária e da educação para a cidadania». Adam descreve o que mais gostou no evento «A tua Europa, a tua voz» e partilha a sua história pessoal para explicar por que razão quer uma Europa em que todas as pessoas se sintam incluídas.

Adam Mokhtari, estudante de 17 anos, foi um dos representantes da Irlanda no evento «A tua Europa, a tua voz», realizado em março, em Bruxelas, subordinado ao tema «Dar voz aos jovens». Posteriormente, apresentou as recomendações da iniciativa «A tua Europa, a tua voz» na Semana da Sociedade Civil do CESE, na qual interveio numa sessão intitulada «Traçar a via da Europa – Reconectar sociedades polarizadas através da aprendizagem comunitária e da educação para a cidadania». Adam descreve o que mais gostou no evento «A tua Europa, a tua voz» e partilha a sua história pessoal para explicar por que razão quer uma Europa em que todas as pessoas se sintam incluídas.

Por Adam Mokhtari

Olá, o meu nome é Adam Mokhtari, e tive uma experiência fantástica como representante da Irlanda no evento «A tua Europa, a tua voz» de 2025. Cerca de 90 jovens de toda a Europa reuniram-se para trocar ideias e definir o futuro.  

Uma das atividades de que mais gostei foi trabalhar em grupos para debater questões importantes e tomar decisões. Também gostei muito da atividade em que debatemos o que a Europa significa para cada um de nós, desempenhando alternadamente o papel de ouvinte, orador e observador. Cada um de nós tinha sete minutos para falar, o que permitiu que todos fossemos ouvidos.

No final, chegámos a acordo sobre cinco recomendações fundamentais: tornar os governos mais transparentes e incluir os jovens, ensinar a cidadania ativa nas escolas, garantir a igualdade para todos, dar aos jovens uma verdadeira voz na política e criar um plano sólido de ação climática.

Tive a honra de representar todos os participantes do evento «A tua Europa, a tua voz» na Semana da Sociedade Civil do CESE e partilhar as nossas recomendações com os decisores políticos. Esta experiência mostrou-me que as vozes dos jovens contam!

O poder da educação

A educação desempenha um papel fundamental para ajudar os jovens a participar na democracia. Ensina-nos a pensar de forma crítica, a detetar notícias falsas e a agir. Sem o apoio da minha escola, não teria tido esta oportunidade. Agora, quero incentivar outros a participarem também.

No evento «A tua Europa, a tua voz», o presidente do CESE, Oliver Röpke, e a coordenadora da UE para a Juventude, Biliana Sirakova, ouviram as nossas ideias e incentivaram-nos a continuar a promover a mudança.

A minha história e por que motivo a inclusão é importante

Nasci na Irlanda, mas os meus pais mudaram-se para esse país no final da década de 90. Quando chegaram, sentiram afeto e respeito por parte do povo irlandês. A minha mãe e o meu pai contaram-me que, nessa época, havia muito pouca diversidade na Irlanda. Apesar disso, os meus pais viveram bem nos anos 90.

Sou irlandês e europeu, de ascendência argelina.  Já me aconteceu sentir-me diferente, mas, na maior parte do tempo, sinto-me como todos os outros.  Aprendi muito com culturas diferentes e penso que a diversidade enriquece a vida. Se fôssemos todos iguais, seria aborrecido.  Há que estar aberto às diferenças e compreender os outros.

Infelizmente, hoje, alguns migrantes e jovens são vítimas de discriminação, ódio e tratamento injusto, que podem ser incentivados pelas redes sociais. A situação tem de mudar. Entristece-me assistir a isto. Atualmente, alguns imigrantes na Irlanda estão a passar por dificuldades, vivem na rua e são vistos como um problema. Não é fácil, e é muito triste.

Tive a sorte de frequentar escolas em que todos se sentem incluídos, mas nem todos os jovens têm essa experiência. Temos de assegurar que todos os jovens se sentem aceites, que têm um sentimento de pertença, para que não se sintam excluídos ou desligados da sociedade.

Construir um futuro melhor

Para tornar a Irlanda e a União Europeia mais inclusivas, precisamos de uma melhor educação sobre as diferentes culturas e sobre o que a UE faz por nós.  Tal favorecerá a compreensão e melhorará a inclusão.

Precisamos de eventos comunitários que reúnam as pessoas e favoreçam uma interação positiva. É necessário que um maior número de jovens participem nas decisões a nível local, também em clubes de jovens, clubes desportivos e escolas, ou a nível da UE, para que se sintam incluídos nos assuntos que são importantes para eles. É preciso mostrar aos jovens de que modo podem participar.

Precisamos do apoio da UE para fazer da inclusão uma prioridade.  Foi muito bom ouvir que a inclusão é uma prioridade para o CESE.

O que quero para a Europa

Muitos jovens têm pouco conhecimento do que a UE faz por eles. A UE devia fazer mais para nos ajudar a participar na política e a votar. 

Quero uma Europa unida, justa e acolhedora, onde todos se sintam incluídos, independentemente da sua origem.

O evento «A tua Europa, a tua voz» mostrou-me que os jovens podem fazer a diferença. Mesmo que as nossas ideias não sejam aceites imediatamente, pelo menos são ouvidas. Enquanto jovem irlandês de ascendência argelina, sinto que a minha voz conta e quero que outros tenham a mesma oportunidade.

A educação pode ajudar a aproximar as pessoas, a combater a discriminação e a dar voz aos jovens. Vou levar esta experiência comigo e encorajar outros a participar. O futuro está nas nossas mãos.  É a nossa Europa e temos uma palavra a dizer!

Adam Mokhtari é um estudante irlandês de 17 anos. Frequenta a escola secundária Bremore Educate Together em Balbriggan, perto de Dublim. Apaixonado pela UE e por tornar as sociedades mais inclusivas e prósperas, Adam participou na iniciativa «A tua Europa, a tua voz» de 2025 e representou a mesma na Semana da Sociedade Civil deste ano.

Por Javier Garat Pérez

Em resposta à iniciativa do Pacto Europeu dos Oceanos da presidente Ursula von der Leyen, o Comité Económico e Social Europeu apresentou recomendações fundamentais para promover uma abordagem abrangente e equilibrada da governação dos oceanos. A sua visão centra-se em assegurar oceanos saudáveis e produtivos, impulsionar a economia azul da UE, reforçar a investigação e a inovação marinhas e preservar os ecossistemas marinhos para as gerações futuras.

Por Javier Garat Pérez

Em resposta à iniciativa do Pacto Europeu dos Oceanos da presidente Ursula von der Leyen, o Comité Económico e Social Europeu apresentou recomendações fundamentais para promover uma abordagem abrangente e equilibrada da governação dos oceanos. A sua visão centra-se em assegurar oceanos saudáveis e produtivos, impulsionar a economia azul da UE, reforçar a investigação e a inovação marinhas e preservar os ecossistemas marinhos para as gerações futuras.

Libertar o potencial da economia azul

O CESE sublinha a importância de desenvolver uma economia azul sólida e competitiva. Para tal, importa simplificar os quadros regulamentares, assegurar a autonomia estratégica, promover a inovação e avançar rumo à descarbonização.

A fim de garantir um futuro próspero para a indústria marítima, o CESE defende o investimento urgente nos combustíveis de síntese, na energia de fontes renováveis ao largo e nas tecnologias marinhas inovadoras. Além disso, a criação de um polo marítimo forte, com objetivos claros em matéria de sustentabilidade, contribuirá para manter a liderança da Europa no domínio das indústrias marinhas. É, por isso, fundamental criar uma «Aliança Industrial para as Cadeias de Valor da Economia Azul» e reforçar a Estratégia de Segurança Marítima da UE.

Além disso, o CESE recomenda que se avaliem as políticas existentes, como a política comum das pescas. A pesca sustentável deve receber apoio contínuo, ao passo que a dependência dos produtos do mar deve ser reduzida. As importações devem estar sujeitas às mesmas normas sociais e ambientais. O CESE também insta a Comissão Europeia a elaborar um plano de ação da UE para os «alimentos da economia azul» até 2026.

Reforçar o conhecimento, a investigação e a inovação no domínio marinho

O CESE preconiza que se aumente o financiamento da investigação e inovação marinhas e salienta a necessidade de uma colaboração entre equipas científicas a nível mundial e de tecnologias mais eficazes no setor marítimo. Para o efeito, propõe a criação de centros da economia azul, assim como de um observatório europeu dos oceanos.

Impulsionar o investimento e o financiamento no domínio da sustentabilidade dos oceanos

O CESE frisa a necessidade de mobilizar financiamento público e privado considerável para apoiar o décimo quarto Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (Proteger a Vida Marinha). Para o efeito, cumpre criar rubricas orçamentais específicas para projetos relacionados com os oceanos no âmbito de programas de financiamento da UE, como o Horizonte Europa. O Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos, das Pescas e da Aquicultura (FEAMPA) deve também ser reforçado para apoiar setores competitivos e descarbonizados.

Uma transição socialmente justa e inclusiva

Uma economia marítima resiliente deve assegurar um tratamento justo dos trabalhadores marítimos. O CESE recomenda que se adotem medidas para fazer face à escassez de mão de obra, incentivar a renovação geracional e proporcionar oportunidades de requalificação profissional. Cumpre estabelecer sistemas de apoio social abrangentes para proteger os trabalhadores, em especial aqueles que não podem transitar para novas funções devido à evolução tecnológica.

Assegurar oceanos saudáveis e resilientes

Os nossos oceanos estão sujeitos a muitas ameaças decorrentes das alterações climáticas, da poluição, dos plásticos e da pressão humana. Por conseguinte, o CESE insta a que se intensifiquem os esforços em matéria de restauração e proteção do meio marinho e a uma conservação sustentável em consonância com os compromissos em matéria de biodiversidade a nível mundial. A consecução de um «bom estado ambiental» é igualmente crucial para a estabilidade económica e a resiliência às alterações climáticas. Além disso, importa investir com urgência em infraestruturas verdes, na redução da poluição e num Plano Europeu de Adaptação às Alterações Climáticas, reforçando simultaneamente a liderança da UE na governação mundial do meio marinho.

Assegurar um quadro abrangente de governação dos oceanos

Para aumentar a prosperidade económica e respeitar simultaneamente os limites do nosso planeta, o CESE apela para uma cooperação regional com as comunidades locais, a fim de harmonizar as políticas. Insiste também na melhoria dos acordos internacionais, no reforço da diplomacia oceânica da UE e na criação de grupos de trabalho centrados em questões marítimas nas instituições da UE.

Por último, o CESE recomenda igualmente que se melhore o ordenamento do espaço marítimo, a fim de equilibrar os diferentes interesses, como a expansão da energia ao largo, com a pesca e a aquicultura. O objetivo é promover a coexistência e a sustentabilidade, assegurando simultaneamente a preservação das comunidades piscatórias tradicionais e a sua participação nas decisões.

Regulamento Armazenamento de Gás 2025

Document Type
PAC

Superar as divisões: a capacidade da sociedade civil para combater a polarização nociva

Num momento em que as nossas sociedades se veem a braços com uma polarização crescente e em que a confiança nas instituições democráticas se degrada, a sociedade civil tem de estar à altura do desafio. A polarização em si nem sempre é negativa: o debate democrático alimenta-se da diversidade de pontos de vista. No entanto, quando a polarização leva à hostilidade, à desinformação e à divisão, coloca em risco os próprios alicerces das nossas democracias.

Superar as divisões: a capacidade da sociedade civil para combater a polarização nociva

Num momento em que as nossas sociedades se veem a braços com uma polarização crescente e em que a confiança nas instituições democráticas se degrada, a sociedade civil tem de estar à altura do desafio. A polarização em si nem sempre é negativa: o debate democrático alimenta-se da diversidade de pontos de vista. No entanto, quando a polarização leva à hostilidade, à desinformação e à divisão, coloca em risco os próprios alicerces das nossas democracias.

Na edição deste ano da Semana da Sociedade Civil, assistimos a exemplos notáveis de iniciativas que combatem a polarização nociva. O Prémio CESE para a Sociedade Civil destacou organizações ativas na literacia mediática, no combate à desinformação e na promoção do diálogo intergeracional. Estes são os tipos de projetos que devem ser apoiados para construir sociedades resilientes e coesas.

Em toda a Europa, verificamos uma fragmentação crescente da sociedade. Os desafios são inúmeros: desigualdades económicas, exclusão social, desinformação digital e extremismo político. O recente aumento dos movimentos populistas em toda a Europa, a diminuição do pluralismo dos meios de comunicação social e a erosão da confiança nas instituições ilustram como o descontentamento culmina na polarização. Estas tendências enfraquecem as estruturas democráticas e corroem a coesão social. Em tempos assim, a sociedade civil é mais do que apenas participante no processo democrático – é guardiã da sua resiliência.

Há muito que as organizações da sociedade civil estão na linha da frente da defesa dos valores democráticos. Exercem a função de mediadores, trazendo várias vozes para a mesa, combatendo a desinformação e promovendo debates públicos informados. Proporcionam uma plataforma para quem sente que não é escutado, lutando por políticas inclusivas que superam as divisões em vez de as acentuar. Através da participação cívica, de debates fundamentados em factos e de iniciativas que promovem a tolerância, a sociedade civil combate ativamente as forças divisórias.

O CESE está firmemente convicto de que o reforço da participação e do diálogo é a única via a seguir. Todos os dias o constatamos no nosso trabalho: os nossos membros, que representam empregadores, sindicatos e organizações não governamentais, participam em debates acesos, mas sempre com o objetivo de chegar a um entendimento. A nossa força reside no consenso, e é este modelo que deve ser propagado por toda a Europa.

A sociedade civil deve ser capacitada para desempenhar plenamente o seu papel contra a polarização. Para tal, há que garantir o seu acesso a financiamento, proteger a sua capacidade de operar livremente e fomentar um ambiente em que os seus contributos para a vida democrática são reconhecidos e valorizados. Importa reforçar os mecanismos de participação, seja através de consultas aos cidadãos, de iniciativas cidadãs ou de instrumentos de democracia deliberativa, para assegurar que as pessoas se sentem incluídas na tomada de decisões.

A Europa só terá futuro se os seus cidadãos se sentirem representados, envolvidos e escutados. A sociedade civil não é um acessório da democracia – é a sua espinha dorsal. Enquanto atravessamos uma era de divisão, temos de assegurar que a sociedade civil dispõe dos instrumentos adequados, do reconhecimento devido e do espaço necessário para continuar a salvaguardar os nossos valores democráticos. Ao fomentar o diálogo, promover a inclusão social e combater o extremismo, a sociedade civil pode ser a força que leva a polarização a deixar de ser uma fonte de conflito e a transformar-se numa locomotiva do debate construtivo e do progresso social.

Vamos unir esforços para garantir que a divisão não define o nosso futuro. Vamos construir uma Europa em que a diversidade de opiniões reforça a nossa unidade, em que a participação restabelece a confiança e em que a sociedade civil abre caminho para superar as divisões.

Oliver Röpke

Presidente do CESE

Nesta edição:

  • Defesa europeia: despesa deve ser sensata e eficiente, pelo membro do CESE Marcin Nowacki
  • O plano Rearmar a Europa, por Nicolas Gros-Verheyde
  • «A tua Europa, a tua voz» em destaque:

    Participação dos jovens não deve ser mera formalidade, por Bruno António

    Incentivar para capacitar, por Kristýna Bulvasová

    Jovens da Moldávia no evento «A tua Europa, a tua voz»: construir uma geração que vê para lá do horizonte

Nesta edição:

  • Defesa europeia: despesa deve ser sensata e eficiente, pelo membro do CESE Marcin Nowacki
  • O plano Rearmar a Europa, por Nicolas Gros-Verheyde
  • «A tua Europa, a tua voz» em destaque:

    Participação dos jovens não deve ser mera formalidade, por Bruno António

    Incentivar para capacitar, por Kristýna Bulvasová

    Jovens da Moldávia no evento «A tua Europa, a tua voz»: construir uma geração que vê para lá do horizonte