O Comité Económico e Social Europeu (CESE) acolhe o evento «Encontros com energia: visualizar o fim da pobreza energética», uma exposição fotográfica pungente que exibe o trabalho da fotógrafa Miriam Strong. Organizada em parceria com a Friends of the Earth Europa, a exposição destaca o ativismo, o coletivismo e a capacitação das comunidades de toda a Europa que são afetadas pela pobreza energética. Lançada por iniciativa do Grupo das Organizações da Sociedade Civil do CESE, a exposição pode ser visitada no edifício JDE do CESE, na rue Belliard 99-101, em Bruxelas, de 4 a 16 de dezembro.

O Comité Económico e Social Europeu (CESE) acolhe o evento «Encontros com energia: visualizar o fim da pobreza energética», uma exposição fotográfica pungente que exibe o trabalho da fotógrafa Miriam Strong. Organizada em parceria com a Friends of the Earth Europa, a exposição destaca o ativismo, o coletivismo e a capacitação das comunidades de toda a Europa que são afetadas pela pobreza energética. Lançada por iniciativa do Grupo das Organizações da Sociedade Civil do CESE, a exposição pode ser visitada no edifício JDE do CESE, na rue Belliard 99-101, de 4 a 16 de dezembro.

No evento de abertura, o vice-presidente do CESE responsável pela Comunicação, Aurel Laurențiu Plosceanu, e o presidente do Grupo das Organizações da Sociedade Civil, Séamus Boland, realçaram o empenho do CESE em erradicar a pobreza, promover a energia a preços acessíveis, estimular a mudança sistémica e cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). 

No seu discurso, Séamus Boland referiu o aumento do custo de vida e os níveis de pobreza cada vez mais elevados na Europa, frisando a necessidade de uma resposta política forte por parte da nova Comissão Europeia e do Parlamento Europeu. «A primeira Estratégia da UE de Combate à Pobreza de sempre e o Pacto da Indústria Limpa, anunciados pela presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, nas suas orientações políticas para a nova Comissão Europeia, terão de propor soluções sustentáveis para as realidades no terreno», declarou Séamus Boland.

Laia Segura, ativista pela justiça energética, e Yvonne Lemmen, responsável pela comunicação da Friends of the Earth, salientaram que este projeto fotográfico explora a forma como as pessoas enfrentam a pobreza energética e se batem pelo seu direito a habitações dignas e resilientes às alterações climáticas, alimentadas por energia limpa e a preços acessíveis. Para mais informações, clique aqui.

Por Stefano Mallia, presidente do Grupo dos Empregadores

Donald Trump ganhou as eleições nos EUA e será presidente pela segunda vez. A votação foi clara e deve ser respeitada. Mas o que vai acontecer agora? 

Por Stefano Mallia, presidente do Grupo dos Empregadores

Donald Trump ganhou as eleições nos EUA e será presidente pela segunda vez. A votação foi clara e deve ser respeitada. Mas o que vai acontecer agora?

A UE e os EUA continuam a ser parceiros geopolíticos e comerciais fundamentais, pois mantêm uma relação assente no princípio da reciprocidade. Não há margem para isolacionismo ou protecionismo no mundo interligado de hoje, uma vez que tais abordagens comprometem a nossa cooperação mútua e a nível mundial, bem como a nossa prosperidade económica.

A UE e os EUA são os principais parceiros comerciais um do outro. O comércio bilateral entre a UE e os EUA atingiu um máximo histórico, com mais de 1,6 biliões de euros em 2023 e um volume de investimentos bilaterais superior a 5 biliões de euros. Os EUA são uma importante fonte de investimento direto estrangeiro (IDE) na UE: o IDE dos EUA na Europa está estimado em cerca de 3,6 biliões de dólares, enquanto o investimento da UE nos EUA atinge cerca de 3 biliões de dólares. Este investimento mútuo reforça a interdependência económica e cria milhões de postos de trabalho em ambos os lados do Atlântico.

Por este motivo, é importante continuar a desenvolver as nossas relações. A imposição de direitos aduaneiros sobre as mercadorias da UE, como já proposto por Donald Trump, aplicando 10% a 20% sobre as importações provenientes de todos os países, incluindo a UE, é um beco sem saída. É por esta razão que defendemos um diálogo mais aberto e uma agenda para a cooperação orientada para o futuro.

O Conselho de Comércio e Tecnologia UE-EUA tem facilitado o diálogo sobre questões críticas como a inteligência artificial e os semicondutores. Se, por um lado, importa reforçar e melhorar o diálogo, por outro, a UE deve acelerar as suas reformas políticas, organizar-se de forma eficaz e procurar a melhor forma de cooperar com os EUA.

Devemos também preparar-nos para um cenário em que, em questões importantes como as alterações climáticas e a Ucrânia, tenhamos de avançar sozinhos. Trata-se de uma possibilidade muito concreta, pelo que devemos começar a encará-la como a nova realidade.

Democracia em África: situação atual e perspetivas futuras

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A próxima Comissão deverá ser a «Comissão do Alargamento». A questão de se proceder ou não ao alargamento não se coloca, mas sim qual a forma mais adequada para o concretizar, concluiu o Fórum de Alto Nível sobre o Alargamento, organizado pelo Comité Económico e Social Europeu (CESE). O fórum contou com a presença do presidente do CESE, Oliver Röpke, do comissário europeu do Emprego e Direitos Sociais, Nicolas Schmit, e de ministros dos Estados-Membros da UE e dos países candidatos ao alargamento.

A próxima Comissão deverá ser a «Comissão do Alargamento». A questão de se proceder ou não ao alargamento não se coloca, mas sim qual a forma mais adequada para o concretizar, concluiu o Fórum de Alto Nível sobre o Alargamento, organizado pelo Comité Económico e Social Europeu (CESE). O fórum contou com a presença do presidente do CESE, Oliver Röpke, do comissário europeu do Emprego e Direitos Sociais, Nicolas Schmit, e de ministros dos Estados-Membros da UE e dos países candidatos ao alargamento.

O CESE organizou, juntamente com a Comissão Europeia, um Fórum de Alto Nível sobre o Alargamento, realizado em paralelo com a reunião plenária de outubro. Mais de 140 representantes da sociedade civil dos países candidatos à adesão convergiram pela primeira vez. O ponto principal assinalado pelos participantes foi claro: a sociedade civil e os parceiros sociais, muitas vezes ignorados no processo de adesão, devem ter um papel central no processo de alargamento da UE.

Oliver Röpke salientou: «Não se trata apenas de expandir a UE, mas sim de preparar os futuros Estados-Membros para participarem ativamente na configuração da UE, assegurando que possuem todas as ferramentas para enfrentar os desafios futuros. Através da colaboração com a sociedade civil, as federações patronais e os sindicatos, estamos a criar as bases necessárias para uma Europa mais inclusiva e mais forte.»

O debate salientou a necessidade de manter o ímpeto recente em torno do alargamento, uma vez que a Comissão 2024-2029 desempenhará um papel crucial na finalização do processo de alargamento.

Outra mensagem essencial do debate foi a importância de uma integração gradual, previsível e baseada no mérito, em que os progressos são reconhecidos e recompensados com perspetivas reais de adesão.

Nicolas Schmit salientou o papel fundamental desempenhado pela sociedade civil, afirmando: «O bom funcionamento do diálogo social bipartido e tripartido e a participação dos parceiros sociais são elementos cruciais no contexto da adesão à UE, uma vez que fazem parte da nossa economia social de mercado.»

Rolf Schmachtenberg, secretário de Estado alemão, declarou: «Os aspetos laborais e sociais são fundamentais para o êxito da adesão à UE. Quem quer melhorar a vida de todos os cidadãos, criar oportunidades e combater as desigualdades sociais necessita de políticas de emprego eficazes, de boas condições de trabalho e de sistemas de segurança social funcionais, com parceiros sociais fortes.»

Durante o debate, Naida Nišić, ministra do Trabalho, Emprego e Diálogo Social do Montenegro, sublinhou a importância do fórum de alto nível como plataforma de diálogo que permite ao Montenegro avaliar os progressos realizados.

Niki Kerameus, ministra do Trabalho e Segurança Social da Grécia, salientou: «Foi um grande privilégio participar neste importante debate sobre o alargamento da UE e o papel fundamental que os parceiros sociais desempenham na definição do futuro do panorama europeu dos direitos laborais e sociais.»

Olta Manjani, vice-ministra da Economia, Cultura e Inovação da Albânia, declarou: «A Albânia está a aumentar ativamente a sua presença nas instituições, comités e grupos de trabalho da UE, e a criação do comité consultivo misto com o Comité Económico e Social Europeu é mais um passo nesse sentido.»

O CESE tem defendido sistematicamente o alargamento da UE. Em 2024, lançou um projeto-piloto, a Iniciativa «membros por um país candidato à adesão», que permite à sociedade civil dos países candidatos contribuir para os trabalhos do CESE. A iniciativa demonstra de que forma a participação ativa da sociedade civil dos países candidatos reforça o processo de alargamento.  (mt)

Revisão da Agenda Territorial 2030

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Políticas industriais / autonomia estratégica reforçada

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Serviços profissionais na transição ecológica

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O custo da não adesão ao espaço Schengen para o mercado único e impacto na Bulgária e na Roménia

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Na Europa, o grande potencial da energia geotérmica permanece inexplorado e a União Europeia deve agir rapidamente no sentido de adotar uma estratégia europeia para a energia geotérmica, a fim de tirar partido dos seus benefícios.

Na Europa, o grande potencial da energia geotérmica permanece inexplorado e a União Europeia deve agir rapidamente no sentido de adotar uma estratégia europeia para a energia geotérmica, a fim de tirar partido dos seus benefícios.

Na reunião plenária de outubro, o CESE assumiu uma posição inequívoca sobre o tema da energia. Num parecer elaborado por Zsolt Kükedi e Thomas Kattnig, o CESE sublinha que a produção de energia geotérmica tem emissões de gases com efeito de estufa extremamente baixas e pode desempenhar um papel fundamental na transição ecológica da UE, reduzindo a sua dependência dos combustíveis fósseis e facilitando a descarbonização.

«A energia geotérmica pode dar um contributo significativo para a consecução dos objetivos da UE de neutralidade climática até 2050», afirmou Zsolt Kükedi. «O seu potencial permanece inexplorado e a Comissão Europeia deve avançar imediatamente para a elaboração de uma estratégia global, a fim de utilizar os recursos desta energia», reiterou Thomas Kattnig.

O CESE salienta que o investimento em centrais geotérmicas pressupõe um apoio financeiro a nível nacional. Mais concretamente, serão necessários financiamentos e incentivos públicos para atrair investimento inicial e mitigar os riscos envolvidos.

Além disso, é importante notar que as alterações na política energética ou no financiamento podem ter impacto na atratividade económica dos projetos geotérmicos.

A construção de centrais geotérmicas tem riscos e esses riscos têm de ser identificados com precisão, especialmente em termos de impactos ambientais. Por este motivo, é essencial envolver as comunidades locais nesse processo, de forma a assegurar uma maior aceitação pública.

No entanto, os benefícios ambientais e climáticos da energia geotérmica superam os riscos, dado que esta é uma das melhores fontes de energia renováveis em termos de utilização dos solos, exploração dos recursos e redução da dependência das importações. (mp)

Os Estados-Membros da UE devem facilitar a participação inclusiva, a abertura e a transparência em relação à sociedade civil em todas as áreas da gestão dos resíduos radioativos. Tal aplica-se tanto às comunidades anfitriãs atuais e potenciais, especialmente tendo em conta que a produção anual de resíduos radioativos aumentará ao longo da próxima década e para além desta.

Os Estados-Membros da UE devem facilitar a participação inclusiva, a abertura e a transparência em relação à sociedade civil em todas as áreas da gestão dos resíduos radioativos. Tal aplica-se tanto às comunidades anfitriãs atuais e potenciais, especialmente tendo em conta que a produção anual de resíduos radioativos aumentará ao longo da próxima década e para além desta.

Num parecer adotado na reunião plenária de outubro, o CESE assume uma posição firme. Defende que o financiamento disponível deve ser utilizado para reforçar a capacidade dos grupos da sociedade civil, em especial as comunidades locais situadas na proximidade de instalações nucleares, de participarem de forma independente em projetos e estudos destinados a avaliar a participação e a transparência na gestão dos resíduos radioativos.

O CESE recomenda que os Estados-Membros apresentem um relatório sobre as práticas de participação do público no processo de decisão sobre a gestão dos resíduos radioativos, bem como sobre as formas de assegurar a transparência. «O CESE exorta os Estados-Membros a assegurarem a monitorização e divulgação regular de informações sobre a evolução ambiental, socioeconómico e da saúde pública relativamente à gestão dos resíduos radioativos», declarou a relatora, Alena Mastantuono.

Os Estados-Membros devem assumir todas as suas responsabilidades e não deixar às gerações futuras o ónus do tratamento dos resíduos nucleares, independentemente da natureza, do tempo de vida e do nível de risco dos mesmos.

Dado que uma percentagem elevada de combustível irradiado usado pode ser reprocessada, os materiais cindíveis devem ser reciclados, reduzindo assim a quantidade de urânio natural necessária para explorar centrais nucleares. As estratégias para a economia circular permitiriam aos Estados-Membros minimizar a quantidade de resíduos que devem ser geridos através de estratégias de gestão de resíduos.

«Os Estados-Membros devem assegurar que as avaliações dos custos do desmantelamento e da gestão do combustível irradiado e dos resíduos radioativos tenham em conta o aumento dos custos ao longo do tempo. Devem igualmente certificar-se de que o financiamento é suficiente para cobrir os custos reais», afirmou o correlator, Christophe Quarez. (mp)