OS CIDADÃOS PODEM DERROTAR A DESINFORMAÇÃO - 2025


de-sin-for-ma-ção 

[dəzĩfurmɐˈsɐ̃w̃]

  • SUBSTANTIVO – Informação falsa que se destina a induzir em erro, especialmente propaganda por uma organização governamental visando uma potência rival ou os meios de comunicação social.
  • ORIGEM – Anos 1950: com base no termo russo dezinformatsiya.

A desinformação de hoje

A desinformação sempre existiu, mas hoje representa uma ameaça séria para as nossas sociedades.

A rápida difusão de notícias falsas visa confundir-nos e fazer-nos perder a confiança nas instituições políticas, nas fontes de informação credíveis, nas autoridades de saúde, na ciência e na investigação académica.

Tais práticas aprofundaram a discórdia nacional e a instabilidade política em muitos países, o que beneficia interesses ilegítimos e dificulta o debate público.

É fundamental uma reflexão conjunta com a participação de cidadãos ativos e bem informados para nos defendermos contra a desinformação. 


Como reconhecer a desinformação

Todos nós tendemos a gostar de informações com que concordamos, e a partilhá-las. No entanto, uma determinada causa pode ser boa, mas alguns dos argumentos utilizados para a defender serem excessivamente enfatizados, exagerados ou mesmo falsos. O bom senso é sempre útil para evitar a difusão de notícias falsas:

  • A fonte de tais informações é reputada e fidedigna?
  • Em caso negativo, é anónima ou, então, apresenta texto automatizado?
  • Qual o tom e o conteúdo das informações? São sensacionalistas, acusatórias, depreciativas, apologéticas?
  • Há hiperligações para fontes de informação fidedignas, ou as referências são vagas e todas do mesmo género?
  • Incluem ataques pessoais, repetições contínuas da mesma mensagem simples, alusões sem provas ou dados?

Vídeo sobre a forma de identificar notícias falsas, em inglês (4'42")

Vídeo sobre a forma de identificar notícias falsas, em português (2'20")


Como identificar com quem estamos a interagir nas redes sociais

Quando participamos num debate nas redes sociais, podemos deparar-nos com utilizadores com opiniões muito fortes. Alguns são pessoas reais, outros são robôs digitais ou troles.

Os robôs digitais criam interações nas redes sociais de forma automatizada. O número muito elevado de interações recebidas para uma publicação ou um perfil pode dar-nos a impressão de que é muito popular, quando, na realidade, alguém pagou para obter mais «gostos» e «partilhas».

Os troles são pessoas que se comportam de forma agressiva nas redes sociais e tentam dissuadir-nos de expressar a nossa opinião de forma legítima. Com frequência, provocam vagas repentinas de discussões e exaltação nos debates em linha.

Tanto um como outro utilizam identidades falsas. Se um perfil tem uma identidade que não é clara, usa linguagem forte e tem um comportamento muito conflituoso, é melhor manter-se afastado e não acreditar no que é dito.

Aqui encontra dois vídeos sobre a forma de reconhecer os robôs digitais e os troles, em inglês (1‘42” e 5’01”).

E aqui encontra dois vídeos sobre a forma de reconhecer os robôs digitais e os troles, em português (2‘39” e 2’37”). 


Campanha do CESE – Os cidadãos podem derrotar a desinformação

A sociedade civil é composta por nós, os cidadãos. Se estivermos mais conscientes, podemos evitar as armadilhas da desinformação e fazer escolhas informadas.

O Comité Económico e Social Europeu (CESE) tomou medidas para contribuir para este objetivo mediante a organização da campanha Os cidadãos podem derrotar a desinformação, lançada em Sófia, em 12 de junho de 2023. O segundo evento da campanha teve lugar em Chișinău, em 18 de abril de 2024, e o terceiro evento em Atenas, em 27 de novembro de 2024.

O Comité adotou igualmente o Parecer – A utilização dos meios de comunicação social para influenciar os processos sociais e políticos na UE e nos países vizinhos da Europa Oriental (REX/432), centrado especificamente na situação na Europa Oriental, e o Parecer – Proteger a democracia contra a desinformação (TEN/830), que se debruçou sobre os aspetos tecnológicos da desinformação, tais como as redes sociais, as plataformas digitais e a inteligência artificial.

Por último, o CESE organizou uma reunião de jovens sobre o tema da desinformação, durante a qual estudantes do ensino secundário de toda a Europa adotaram oito resoluções dirigidas à UE e aos seus Estados-Membros sobre a forma de enfrentar o problema.


Para mais informações

#EUvsDisinfo                                                         www.eesc.europa.eu/EESCvsDisinfo_pt