The EESC issues between 160 and 190 opinions, evaluation and information reports a year.
It also organises several annual initiatives and events with a focus on civil society and citizens’ participation such as the Civil Society Prize, the Civil Society Days, the Your Europe, Your Say youth plenary and the ECI Day.
Here you can find news and information about the EESC'swork, including its social media accounts, the EESC Info newsletter, photo galleries and videos.
The EESC brings together representatives from all areas of organised civil society, who give their independent advice on EU policies and legislation. The EESC's326 Members are organised into three groups: Employers, Workers and Various Interests.
The EESC has six sections, specialising in concrete topics of relevance to the citizens of the European Union, ranging from social to economic affairs, energy, environment, external relations or the internal market.
Em 17 e 18 de outubro, o Comité Económico e Social Europeu (CESE) realizou, como todos os anos, o seu principal evento de comunicação, Conectar a UE, que reúne profissionais da comunicação de organizações da sociedade civil. Tendo por título «O bastião da democracia: ajudar o jornalismo a sobreviver e a prosperar», o seminário centrou-se este ano na situação atual dos meios de comunicação social e no lugar que lhes cabe na sociedade. O facto de os jornalistas serem confrontados com uma pressão crescente por parte dos governos e de interesses privados que restringe a liberdade dos meios de comunicação social foi um dos aspetos realçados. Além dos obstáculos conhecidos, os jornalistas enfrentam agora também o impacto crescente da inteligência artificial (IA) generativa, que, apesar dos seus benefícios, ameaça as bases económicas do jornalismo.
Em 17 e 18 de outubro, o Comité Económico e Social Europeu (CESE) realizou, como todos os anos, o seu principal evento de comunicação, Conectar a UE, que reúne profissionais da comunicação de organizações da sociedade civil. Tendo por título «O bastião da democracia: ajudar o jornalismo a sobreviver e a prosperar», o seminário centrou-se este ano na situação atual dos meios de comunicação social e no lugar que lhes cabe na sociedade. O facto de os jornalistas serem confrontados com uma pressão crescente por parte dos governos e de interesses privados que restringe a liberdade dos meios de comunicação social foi um dos aspetos realçados. Além dos obstáculos conhecidos, os jornalistas enfrentam agora também o impacto crescente da inteligência artificial (IA) generativa, que, apesar dos seus benefícios, ameaça as bases económicas do jornalismo.
«O que é verdade? Esta pergunta, tão antiga, voltou a surgir com a IA, no contexto das notícias falsas, das teorias da conspiração e dos governos autoritários, que comprometem sistematicamente o debate informado, a exatidão e a interação respeitadora. É por ela ser tão de atualidade que nos reunimos em busca de perguntas e respostas que nos unam na UE», declarou o presidente do CESE, Oliver Röpke.
«Há 20 anos, poucos poderiam ter previsto que, em 2024, a maior parte das pessoas deixaria de ler o jornal matutino a acompanhar o café, passando antes a navegar nos seus telefones para ler as notícias nos sítios Web noticiosos e, cada vez mais, nas redes sociais», afirmou Aurel Laurențiu Plosceanu, vice-presidente do CESE responsável pela Comunicação, salientando que «surgem novos desafios sem que os velhos tenham sido superados». Os jornalistas continuam a lutar contra os mesmos inimigos de sempre: censura, falta de transparência na propriedade dos meios de comunicação social, financiamento insuficiente e legislação hostil à liberdade dos meios de comunicação social, para citar apenas alguns».
Ricardo Gutiérrez, secretário-geral da Federação Europeia dos Jornalistas, salientou que o trabalho dos jornalistas deve ser tratado como um «serviço público» ou «bem público» ameaçado por desafios económicos, assediado por ações judiciais estratégicas contra a participação pública e por violência direta (14 jornalistas foram mortos na UE desde 2015).
«O jornalismo está a tornar-se numa profissão mais perigosa do que nunca», afirmou Jerzy Pomianowski, diretor executivo do Fundo Europeu para a Democracia, referindo a perseguição de jornalistas na Bielorrússia. Andrey Gnyot, cineasta, ativista e jornalista bielorrusso em prisão domiciliária em Belgrado e em risco de extradição, partilhou, na sua mensagem de vídeo, que a maior ameaça ao jornalismo é «a intenção de destruir com força bruta a verdade e a decência». Hanna Liubakova, jornalista bielorrussa, condenada a 10 anos de prisão à revelia, acrescentou igualmente que, na Bielorrússia, 33 jornalistas estão detidos e que até mesmo a subscrição do seu canal nas redes sociais pode resultar em pena de prisão.
Alexandra Borchardt, jornalista com longa experiência profissional, consultora independente, investigadora na área dos meios de comunicação social e principal autora do relatório da União Europeia de Radiodifusão, intitulado «Jornalismo de confiança na era da inteligência artificial generativa», fez uma declaração, segundo ela, «provocadora» de que «o jornalismo e a IA generativa estão em conflito, porque o jornalismo diz respeito a factos e a IA generativa calcula probabilidades, pelo que não trata de factos. É por esta razão que é necessário verificar os factos», afirmou no seu discurso sobre a informação fidedigna na era da IA generativa.
Alexandra Borchardt alertou os meios de comunicação social para a criação um «fosso digital», em que parte da sociedade acolhe a era da IA e outra parte resiste à mesma. Se os meios de comunicação social não se adaptarem, correm o risco de perder a batalha da utilização da IA para modernizar e chegar ao público. Os desafios enfrentados pelos meios de comunicação social decorrentes da IA generativa incluem a perda de visibilidade dos jornalistas num modelo de negócio assente na IA e a falta de controlo sobre os conteúdos.
A possibilidade de a IA produzir informações em excesso e em massa pode sobrecarregar o público. «Quererão os jovens tornar-se jornalistas se isso significar competir com a IA?», perguntou Alexandra Borchardt. (ll)
O seminário «Conectar a UE 2024» foi organizado com o apoio do Prémio Daphne Caruana Galizia para jornalistas. Atribuído anualmente, em outubro, pelo Parlamento Europeu, o prémio distingue um jornalismo de investigação corajoso. Saiba mais sobre o prémio e a cerimónia de entrega dos prémios de 2024, que terá lugar em 23 de outubro.
O seminário «Conectar a UE 2024» foi organizado com o apoio do Prémio Daphne Caruana Galizia para jornalistas. Atribuído anualmente, em outubro, pelo Parlamento Europeu, o prémio distingue um jornalismo de investigação corajoso. Saiba mais sobre o prémio e a cerimónia de entrega dos prémios de 2024, que terá lugar em 23 de outubro.
Em síntese
O Prémio Daphne Caruana Galizia para jornalistas foi lançado em 2021 como homenagem à jornalista e bloguista maltesa assassinada em 2017. É atribuído, numa base anual, a um trabalho jornalístico de excelência que reflete os princípios e valores fundamentais da União Europeia, como a liberdade, a democracia, a igualdade, o Estado de direito e os direitos humanos.
O laureado de 2024 será anunciado na cerimónia de entrega dos prémios, que terá lugar em 23 de outubro, às 18 horas, no Parlamento Europeu (PE), em Estrasburgo. Pode acompanhar a cerimónia em direto aqui. Um júri independente à escala europeia, composto por jornalistas e peritos em comunicação, selecionou 13 obras finalistas.
A vice-presidente do PE, Pina Picierno (responsável pelo prémio), dará as boas-vindas aos participantes e passará a palavra à presidente do PE, Roberta Metsola, para o seu discurso de abertura. Em seguida, um membro do júri apresentará uma visão geral do prémio, sendo o troféu entregue ao vencedor por um representante dos laureados do ano passado.
Em retrospetiva
Na sua edição inaugural, o prémio foi atribuído ao Projeto Pegasus, coordenado pelo consórcio Forbidden Stories, tendo os vencedores de 2022 sido Clément Di Roma e Carol Valade por um documentário sobre «República Centro-Africana: a capacidade de influência russa». Em 2023, o prémio foi atribuído a uma investigação conjunta sobre o naufrágio do navio de migrantes Pylos realizada pelo centro de investigação grego Solomon, em colaboração com o instituto de investigação Forensis, o organismo público de radiodifusão alemão StrgF/ARD e o jornal britânico The Guardian.
Seminário de imprensa
Antes da cerimónia de entrega dos prémios, a Unidade dos Serviços aos Meios de Comunicação do Parlamento Europeu realizará um seminário de imprensa sobre a salvaguarda da liberdade dos meios de comunicação social (23 de outubro, às 15 horas). Prevê-se que cerca de 65 jornalistas participem, com discursos e debates informativos na presença de Matthew Caruana Galizia, jornalista e filho de Daphne Caruana Galizia.
O programa incluirá testemunhos de jornalistas que tenham enfrentado ameaças relacionadas com o seu trabalho. Um exemplo é Stefania Battistini, jornalista italiana que foi recentemente acrescentada à lista das pessoas procuradas da Rússia na sequência de um relatório sobre a guerra. O seminário será transmitido via Internet aqui.