Votámos e elegemos os nossos representantes no Parlamento Europeu

Votámos e elegemos os nossos representantes no Parlamento Europeu. Votámos e, sobretudo, percebemos que o nosso voto pode influenciar a nossa vida quotidiana.

O Parlamento Europeu desenvolveu um trabalho significativo de comunicação para incentivar os cidadãos a votar. Os 51% de participação mostram que, desta vez, entre outros motivos, os cidadãos receberam uma mensagem muito clara sobre a importância de exercer o seu direito de voto. O CESE envolveu-se, com os seus membros, no processo eleitoral, nas localidades, nas regiões e nas organizações, sublinhando a importância do voto de cada um nas grandes eleições democráticas de 26 de maio.
Quais as primeiras conclusões do resultado obtido?
1. Pela primeira vez em 20 anos, a participação nas eleições aumentou;
2. Os partidos nacionalistas e populistas e de extrema-direita progrediram, efetivamente, mas menos do que previsto;
3. Assiste-se a uma verdadeira vaga de Verdes ao nível europeu;
4. O sucesso de vários candidatos comprovou que, para além da utilização essencial das redes sociais, é o contacto direto e local entre os candidatos e a população que traz valor acrescentado, aproximando a União dos seus cidadãos.

Estou convencida de que assistimos a um relançamento da Europa. A participação superior a 50% nas eleições representa um aumento do interesse pela Europa e uma tentativa da parte dos cidadãos de fazer a diferença e de tornar a Europa num lugar mais justo e melhor para os seus habitantes. Gostaria de acreditar que, enquanto casa da sociedade civil, podemos contribuir com a nossa energia para este projeto.

Nós, os representantes da sociedade civil organizada, podemos ser mais ativos e dinâmicos nas nossas ações. Há que fazer mais para que a presença dos nacionalistas, populistas e eurocéticos no Parlamento Europeu não influencie a execução das políticas europeias.

Os europeus solicitam à nova legislatura, ao novo presidente da Comissão Europeia e àqueles que exercem os poderes executivos e legislativos da União Europeia que satisfaçam as suas expectativas e os seus desejos.

Há muitas decisões a tomar para fazer progredir a UE: maior ambição em matéria de clima, uma digitalização da economia mais justa e orientada para os cidadãos, a gestão do desafio da imigração e do direito de asilo, o financiamento da UE, a diminuição das desigualdades sociais e a solidariedade entre as regiões, a execução do Pilar Europeu dos Direitos Sociais, uma nova política industrial para a Europa, etc., são algumas das prioridades com que as nossas instituições terão de lidar.

Neste novo panorama europeu que se constrói à nossa frente, e enquanto sociedade civil, devemos assumir o nosso papel, dinamizar o debate público com as nossas iniciativas e acompanhar esta nova abordagem e este novo impulso com uma visão audaciosa. É esta a tarefa que temos pela frente.

 

Isabel Caño Aguilar

Vice-presidente responsável pela Comunicação