O fosso digital entre homens e mulheres resulta da discriminação contra as mulheres, que começa logo na primeira infância. O CESE recomenda uma abordagem a vários níveis e políticas integradas que enfrentem os diferentes motivos da desigualdade.

«O sistema de ensino é o principal domínio de política a ser abordado. Temos de combater os estereótipos culturais mas também linguísticos, e é em particular para este aspeto que todos podemos contribuir», afirmou Giulia Barbucci. «As raparigas (e os rapazes) precisam de modelos novos. No século XXI, é altura de enfrentar os estereótipos de género e de combater as suas raízes sociais e culturais profundas.»

É fundamental assegurar a literacia e a educação digitais para todos, pelo que os professores e formadores devem estar familiarizados com o uso das tecnologias da informação e da comunicação.

Há que promover o interesse das raparigas e das mulheres na ciência, na tecnologia, na engenharia e na matemática (STEM), nomeadamente promovendo modelos femininos no mundo digital e empresárias de sucesso, e demonstrando igualmente as possibilidades e oportunidades de um futuro profissional bem-sucedido graças a um melhor conhecimento dos STEM. Este aspeto é tanto mais imprescindível face à importância crescente do ensino na área das TIC e das competências transversais, empresariais, digitais e sociais (como a empatia, a criatividade e a resolução de problemas complexos), competências associadas sobretudo às mulheres.

A aprendizagem ao longo da vida é essencial para evitar a exclusão do mercado de trabalho, em especial das mulheres. O papel dos parceiros sociais é essencial a este nível. «Os parceiros sociais em geral têm de um papel fundamental na garantia de condições de trabalho equitativas e de acesso à proteção social, inclusivamente na «economia dos serviços pontuais», afirmou Giulia Barbucci. (sma)