A cultura pode ser um motor para reforçar a UE

Na reunião plenária do CESE de outubro teve lugar um debate sobre o rUEnascimento – Uma visão cultural para a Europa.

Na alocução introdutória, o presidente do CESE, Luca Jahier, congratulou-se com o facto de Emmanuel Macron ter abraçado a sua ideia de um Renascimento para a Europa. «Não nos devemos esquecer de que o nosso continente, antes de ser uma ideia política, já era um espaço cultural, e de que um espaço assim não implica homogeneidade, mas deve a sua força à variedade e ao movimento.»

Andre Wilkens, diretor da Fundação Europeia da Cultura, afirmou que a cultura poderia ser instrumentalizada para dividir as comunidades, tornando-se uma ameaça para a integração europeia. «Não devemos subestimar o poder que a cultura tem em fazer a diferença», concordou Pier Luigi Sacco, consultor especial do comissário Tibor Navracsics, explicando de que forma a cultura pode ser um motor de mudança, fazendo com que as pessoas tenham menos receio do desconhecido.

Elke Kaschl Mohni, diretora do Instituto Goethe em Bruxelas, referiu o papel que a cultura assume nas relações externas, tendo colocado a tónica na equidade e nos intercâmbios interpessoais. «O objetivo das relações culturais é reforçar a confiança e a compreensão», afirmou. Por último, Airan Berg, diretor artístico do Festival das Regiões, explicou de que forma a cultura e a arte podem fazer com que as pessoas saiam da sua zona de conforto.

Luca Jahier concluiu que a cultura deve ser uma prioridade na elaboração de políticas e propôs a criação de um novo órgão do CESE dedicado às questões culturais. (sma)