Pelo Grupo dos Trabalhadores

A resolução do CESE indica claramente a necessidade de reconstruir a nossa sociedade com base na solidariedade: solidariedade para com os prestadores de cuidados, para com todos os trabalhadores que fizeram enormes sacrifícios para apoiar a sociedade neste período difícil, para com as pessoas que perderam o emprego, mas também para com os empregadores que lutam para salvar as empresas e os postos de trabalho; solidariedade para com algumas partes dos setores públicos e privado que necessitam de ajuda imediata e, acima de tudo, solidariedade entre os países da UE que perseguem um objetivo económico e social comum..

Uma verdadeira renovação do projeto europeu requer investimentos sociais importantes e medidas sociais complementares às políticas económicas. A resolução apresenta propostas para estimular o emprego e colocar a recuperação social no centro desta estratégia. Tal inclui defender a aplicação de partes da agenda social, por exemplo, no que se refere ao destacamento de trabalhadores e ao salário mínimo, e chamar a atenção para o que falta fazer, como a modernização das normas de saúde e segurança no trabalho. Tudo isto poderia dar um contributo significativo para a Conferência sobre o Futuro da Europa e para o debate sobre o próximo programa de trabalho da Comissão Europeia.

Os sindicatos apoiam as iniciativas que incidem na reforma da governação económica e na questão da fraude fiscal e do planeamento fiscal agressivo, e acolhem favoravelmente a tónica colocada no papel do trabalho como principal motor para o relançamento do nosso sistema económico europeu. Uma transição justa deve basear-se no conceito de empresa sustentável, que inclui os direitos de participação e o forte envolvimento dos trabalhadores.

Os investimentos sociais serão essenciais para os cuidados de saúde, mas também para os profissionais de saúde, cujos salários devem refletir o trabalho que realizam. O diálogo social é fundamental para assegurar salários dignos para estes e todos os outros trabalhadores.

As propostas orçamentais incluem a disponibilização de recursos próprios através de uma tributação justa em geral e da introdução de uma tributação dos serviços digitais e de um imposto sobre as transações financeiras.

Relativamente às políticas macroeconómicas, o Grupo dos Trabalhadores realça a necessidade de continuar a usar a flexibilidade permitida pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento para evitar que as medidas de austeridade constituam um entrave à recuperação.