Integração dos Balcãs Ocidentais deve manter-se prioridade principal da UE

O alargamento da UE e, sobretudo, a disseminação dos valores democráticos e das normas jurídicas da UE na região dos Balcãs Ocidentais interessam tanto aos países dessa região como à UE, assinala o Comité Económico e Social Europeu no seu Parecer – A coesão económica e social e a integração europeia dos Balcãs Ocidentais, adotado na reunião plenária de 19 de abril.

«É fundamental que a adesão dos Balcãs Ocidentais continue a ser uma prioridade para a UE», afirmou Andrej Zorko, relator do parecer do CESE. «Promover os valores da UE na região garante a segurança e a estabilidade e reforça o desenvolvimento económico e social, bem como a democracia e o Estado de direito, nesses países. Tal, por seu turno, traduz-se em estabilidade e segurança na UE. É muito importante que a sociedade civil, incluindo os parceiros sociais, tenha um papel ativo neste processo.»

A corrupção, a criminalidade organizada, a fragilidade geral das instituições estatais e do Estado de direito e a discriminação contra os grupos minoritários representam alguns dos problemas enfrentados pelos países dos Balcãs Ocidentais. As suas economias continuam a crescer, mas os seis países permanecem ainda entre os mais pobres da Europa. Calcula-se que a plena convergência com os níveis de vida da UE pode levar até 40 anos. O CESE estima, portanto, que a Comissão Europeia devia desenvolver programas específicos para uma convergência social e económica mais célere nos Balcãs Ocidentais.

«O CESE observa que o processo de adesão à UE continua a ser uma motivação importante para se realizarem reformas nos países dos Balcãs Ocidentais», declarou Dimitris Dimitriadis, correlator do parecer do CESE. «O Comité assinala a escassa atenção dedicada aos efeitos económicos e sociais das reformas realizadas, à luz das grandes diferenças existentes entre os níveis de segurança económica e social entre os Estados-Membros da UE e os países candidatos. O CESE recomenda, por conseguinte, que a coesão social, económica e territorial seja tida em conta na avaliação do cumprimento dos critérios de adesão à UE.» (sg)