Precisamos de voltar a tornar a Europa segura, afirma Luca Jahier, presidente do CESE

Tornar a Europa segura deve ser a primeira prioridade para o futuro da UE, após a pandemia de COVID-19. Num seminário realizado conjuntamente com o Conselho Nacional da Economia e do Trabalho de Itália (CNEL), em 15 de maio de 2020, o presidente do CESE, Luca Jahier, apelou a uma política de saúde comum da UE.

A UE deve agir em duas frentes, afirmou, por um lado, através de um maior investimento no crescimento e no apoio a uma transição justa do ponto de vista ambiental e tecnológico e, por outro, através de uma maior presença na cena internacional.

Luca Jahier debateu as opções estratégicas adequadas a tomar para preparar as próximas gerações para o futuro, com Romano Prodi, antigo primeiro-ministro italiano e presidente da Comissão, Emma Bonino, senadora e antiga comissária europeia, e Tiziano Treu, presidente do Conselho Nacional da Economia e do Trabalho de Itália (CNEL).

Romano Prodi sublinhou a necessidade de uma política de saúde da UE, alegando que uma verdadeira política global da UE era uma condição prévia para tal e que não haveria solidariedade sem equilíbrio político na União.

Na mesma linha de pensamento, Emma Bonino enfatizou que a ideia de uma política de saúde comum da UE não era nova, mas que já tinha sido defendida por Robert Schuman e Altiero Spinelli, e salientou a necessidade de melhorar a globalização e torná-la mais equilibrada.

Tiziano Treu sublinhou que, relativamente às empresas e aos serviços, a Europa não deveria procurar restabelecer o estado de pré-pandemia, mas sim centrar-se no investimento ecológico em setores estratégicos e em fazer face aos desafios das novas tecnologias, que podem representar riscos, mas também uma oportunidade para transformar a nossa economia.

Luca Jahier encerrou o debate mostrando-se otimista e apresentando a ideia de uma estratégia comum entre a UE e os Estados-Membros para enfrentar os desafios da Europa do futuro: «No final desta pandemia, haverá mais dívida pública e privada, poderá haver tensões sociais, as pessoas sentir-se-ão inseguras. Haverá um efeito de ricochete para a Europa, a menos que nos mantenhamos unidos. Precisamos de uma estratégia para enfrentar esta mudança ou a Europa permanecerá dividida para sempre. Juntos, conseguiremos enfrentar o desafio, juntos, o enfrentaremos.» (mp)