Futuro do trabalho – colmatar o défice de competências é fundamental

No Parecer – O futuro do trabalho, adotado na reunião plenária de março, o Comité Económico e Social Europeu (CESE) exortou os Estados-Membros a apostarem na educação e na formação e a adaptarem os sistemas de ensino às necessidades do mercado de trabalho, atualmente palco de transformações céleres e profundas em virtude da nova revolução industrial e digital.

Segundo alguns estudos, a evolução tecnológica provocará graves perturbações nos modelos de emprego e de negócio em alguns setores – nove por cento dos postos de trabalho estão em risco de desaparecer devido à automatização. Um quarto dos postos de trabalho também poderá ver o seu perfil alterado perante a automatização de metade das suas funções. Ao mesmo tempo, surgirão novos tipos de trabalho, prevendo-se que nove em cada dez deles passem a exigir competências digitais.

Segundo o CESE, os instrumentos necessários para agarrar as oportunidades de emprego do futuro são um ensino básico de qualidade, uma formação de excelência, a aprendizagem ao longo da vida, bem como o aperfeiçoamento e a reconversão profissional de todos os trabalhadores.

O CESE mostrou-se preocupado com o futuro dos grupos vulneráveis na Europa, em que se incluem as pessoas pouco qualificadas. Exortou a Comissão a tomar as medidas necessárias para evitar a sua marginalização por não conseguirem acompanhar o ritmo da mudança.

Elaborado a pedido da Presidência búlgara da UE, o parecer sobre o futuro do trabalho foi apresentado na conferência intitulada «Colmatar o défice de competências para o crescimento e a criação de emprego – A perspetiva empresarial», realizada em Sófia no dia 22 de março. (ll)