Países dos Balcãs Ocidentais necessitam de roteiro claro para adesão à UE

Esta foi a mensagem principal da audição pública sobre a coesão económica e social e a integração europeia dos Balcãs Ocidentais, realizada pelo Comité Económico e Social Europeu, em Bruxelas.

«Estamos muito satisfeitos pelo facto de a Presidência búlgara do Conselho da UE ter escolhido os Balcãs Ocidentais como uma das suas prioridades e ter solicitado ao CESE a elaboração de um parecer sobre o assunto», afirmou Ionut Sibian, presidente do Grupo de Estudo do CESE para a Coesão Económica e Social e a Integração Europeia dos Balcãs Ocidentais. Andrej Zorko, relator do parecer do CESE, salientou a extrema complexidade da região e a necessidade de uma maior cooperação regional e uma maior participação da sociedade civil no processo de integração europeia. «Os Balcãs Ocidentais devem ser uma das prioridades da UE nos próximos anos, a fim de assegurar a estabilidade política na região», insistiu Dimitris Dimitriadis, correlator.

Os representantes das organizações da sociedade civil, grupos de reflexão, instituições da UE e mundo académico concordaram que a convergência económica dos Balcãs Ocidentais será um processo a longo prazo e identificaram os elevados níveis de desemprego, a baixa produtividade, o défice de competências e a fraca competitividade como alguns dos problemas enfrentados pelos países da região. «O nepotismo continua a ser uma prática recorrente», afirmou Peter Sanfey, diretor-adjunto do Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento. Os participantes concordaram que embora já existam vários instrumentos e programas na região para combater alguns destes problemas, uma perspetiva europeia clara para os países serviria de catalisador para acelerar as reformas. Além disso, sublinharam a importância crucial de associar os parceiros sociais e as organizações da sociedade civil da região ao processo de integração europeia, de um modo mais formal. (sg)