Sociedade civil pretende estar na linha da frente na definição do futuro da Europa

Em resposta ao agravamento da desigualdade, a criação de um clima de confiança e a garantia de uma transição justa para todos devem ser uma prioridade fundamental de qualquer estratégia futura para a Europa. A sociedade civil entende que deve participar na conceção, gestão e execução dessa nova estratégia de longo prazo. Foi esta a principal mensagem veiculada num evento importante do Comité de Pilotagem do CESE, uma conferência intitulada «Transição para a Europa pós-2020», organizada em Budapeste, em 27 e 28 de novembro.

A Estratégia Europa 2020 está a chegar ao fim ao mesmo tempo que a UE se depara com grandes desafios. A nova estratégia para o futuro deve ser horizontal e orientada para o desenvolvimento numa perspetiva de longo prazo (de 2030 a 2050) e assentar no conceito de governação participativa reforçada, concluiu a conferência.

Na abertura da conferência, o presidente do Comité de Pilotagem para a Estratégia Europa 2020 do CESE, Etele Baráth, sublinhou que o objetivo da estratégia Europa 2020 continua a ser pertinente. A meta agora deve ser melhorar a governação e reforçar ainda mais o objetivo de uma Europa «inteligente, inclusiva e sustentável». «A sustentabilidade deverá estar no cerne da nova estratégia», sublinhou Luca Jahier, presidente do Grupo dos Interesses Diversos do CESE.

O evento, que foi organizado com o apoio da Associação Económica Húngara e do Ministério dos Recursos Humanos da Hungria, reuniu membros do CESE e de conselhos económicos e sociais nacionais, bem como representantes das instituições da UE e do governo e sociedade civil da Hungria. (sj/dm)

 

PHOTO CAPTION: Luca Jahier, presidente do Grupo dos Interesses Diversos do CESE, durante o discurso de apresentação