Web Summit em Lisboa: Catelijne Muller, membro do CESE, defende que a inteligência artificial precisa de controlo humano

E, se num futuro próximo, fossem os algoritmos a decidir se uma pessoa pode obter um empréstimo, uma hipoteca, uma apólice de seguro de saúde, um emprego ou até um transplante de coração? Não quereria ter a certeza de que os dados em que se baseiam estas decisões são seguros, completos, não tendenciosos e à prova de intrusão informática?

Sendo que as previsões, extremamente divergentes, sobre a perda de empregos no futuro mostram que continuamos sem ter uma ideia do que a inteligência artificial reserva para os trabalhadores, não deveríamos aproveitar enquanto é tempo para nos reunirmos à volta de uma mesa e pensar na melhor forma de assegurar que a inteligência artificial torna o trabalho mais agradável para os trabalhadores e mais rentável para as empresas?

Será que devemos enveredar pelo caminho de atribuir aos robôs personalidade jurídica? Os robôs deveriam ser responsáveis por erros que possam cometer ou, antes, os seus construtores ou programadores?

Estas foram as questões levantadas por Catelijne Muller, relatora do parecer do CESE sobre inteligência artificial, na Web Summit, que decorreu em Lisboa de 5 a 8 de novembro de 2017.

No seu discurso de apresentação, Catelijne Muller colocou a tónica nos desafios políticos, sociais e jurídicos da inteligência artificial, defendendo a necessidade de haver um controlo humano. (dm)