Cooperação a nível da UE em matéria de defesa fundamental para a segurança dos cidadãos europeus

O CESE apela ao reforço da cooperação entre os Estados-Membros da UE em matéria de defesa e apoia o lançamento do Programa Europeu de Desenvolvimento Industrial no domínio da Defesa (EDIDP) e do Fundo Europeu de Defesa enquanto fatores importantes não só para a economia mas também para a integração da Europa.

«A Europa tem de reavaliar e adaptar as capacidades da sua própria indústria de defesa e desenvolver uma cultura europeia generalizada de defesa e segurança para dotar a cidadania europeia de pleno sentido», afirmou Antonello Pezzini (Grupo dos Empregadores, IT), relator do parecer sobre o EDIDP.

«A defesa é um setor económico importante e de alta tecnologia. Temos de fomentar a investigação e o desenvolvimento na indústria da defesa, o que terá também um impacto positivo noutras indústrias fundamentais», acrescentou Mihai Ivaşcu (Grupo dos Interesses Diversos, RO), relator do parecer sobre o Fundo Europeu de Defesa.

É necessário proceder à integração efetiva dos produtores – incluindo as PME – e utilizadores europeus que incluam, pelo menos, três Estados-Membros, no que respeita aos projetos a financiar e à aquisição de bens e serviços.

Por cada euro investido na indústria da defesa, é gerado um retorno de 1,6 euros. Consequentemente, os Estados-Membros e a Comissão Europeia devem utilizar o Fundo Europeu de Defesa para conservar capacidades industriais essenciais no território europeu e assegurar que os recursos financeiros da Europa são aplicados em investigação e desenvolvimento (I&D) e na aquisição de sistemas de armamento europeus.

«A Europa tem de criar capacidades fundamentais fortes que defendam os interesses europeus e de aplicar normas sociais e ambientais elevadas. Tem de assumir maior responsabilidade pela sua defesa, bem como estar pronta e ser capaz de travar quaisquer ameaças externas aos seus cidadãos e ao seu modo de vida», concluiu o relator. (sma)